<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887</id><updated>2011-12-26T17:54:07.474-08:00</updated><category term='Divagações'/><title type='text'>Sueli Gehlen Frosi</title><subtitle type='html'>Trocar idéias é o principal mote deste blog. A possibilidade de interação entre mim e os leitores é algo que me mobiliza, me encoraja e instiga a continuar escrevendo. Mas isso não basta, quero dialogar ao mesmo tempo em que quero monologar, construindo uma base para por em ordem meus pensamentos, em forma de desabafo, em forma de registro, em forma de comemoração, em forma de lamento. Convido-os a que me visitem às vezes, que opinem sempre, que vivam comigo coisas parecidas com ss suas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>204</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-4255446162034881145</id><published>2011-12-25T18:20:00.000-08:00</published><updated>2011-12-25T18:21:29.754-08:00</updated><title type='text'>Publicado em O Nacional de 22/12/2011</title><content type='html'>&lt;div&gt;Onda justiceira contra a enfermeira cruel&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Quem participa de redes sociais está presenciando as manifestações hostis espalhadas contra a enfermeira que matou seu cãozinho em Goiás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Esta onda remete-nos à Idade Média, período em que a justiça era praticada sistematicamente, levando à forca ou à guilhotina, para regozijo do povo, criminosos julgados por um juiz e pelo clamor popular por justiça a qualquer preço.   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Com o advento das ciências, a justiça é perpetrada valendo-se dos recursos que a psicologia, a sociologia, a medicina, a psiquiatria e os júris populares proporcionam, que julgam o grau de periculosidade do criminoso, os motivos que o levaram a cometer o crime e a probabilidade de voltar a cometer crimes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;O sistema judiciário, desta forma, marca o advento de formas mais humanas e científicas de julgamento, fazendo com que as injustiças e a arbitrariedade sejam reduzidas. Aos poucos também, abandonamos as execuções em praça pública e passamos a afastar os criminosos do convívio com a sociedade, trancando-os em presídios geralmente insalubres, onde, longe dos nossos olhos, pratica-se a tortura e a degradação, sem chances de recuperação. A reinserção do preso ao convívio social, por essa razão, ainda hoje, é difícil. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Estamos vivendo uma forma de clamor popular por justiça nas redes sociais, a exemplo da retaliação feita à enfermeira. Isso acontece com uma violência inominável, chamando-a de todos os adjetivos pejorativos que podemos imaginar; incitando para que ninguém lhe dê trabalho, divulgando seu nome, nome dos filhos, endereço, numero de telefone, numa clara demonstração de que têm em suas mãos a prerrogativa de fazer justiça. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Todos sabemos a força que as redes sociais têm para agrupar multidões, derrubar ditaduras, cometer bullying, agredir grupos, formar gangues e tantas outras práticas que não a comunicação entre as pessoas, a facilidade para fazer amigos, a disseminação de cultura, enfim, todos os recursos que a internet nos proporciona. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;A crueldade que a enfermeira cometeu não justifica que nos tornemos algozes dela, incitando os ânimos para que seja linchada moral e, talvez, fisicamente, trazendo de volta a justiça medieva que encontra aí, todos os ingredientes de violência e arbitrariedade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Cabe-nos esperar que as leis que existem em defesa dos animais sejam usadas para fazer a enfermeira responder pelo que fez, assim como seja julgada com base no Estatuto da Criança e do Adolescente por ter exposto seu filho pequeno à visão dantesca capaz de virar o estômago de qualquer pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Indignação não é sinônimo de incitação à violência. Temos que evitar o datenismo justiceiro, sob pena de nos tornarmos piores do que ela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Sueli Gehlen Frosi &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-4255446162034881145?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/4255446162034881145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=4255446162034881145&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4255446162034881145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4255446162034881145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/12/publicado-em-o-nacional-de-22122011.html' title='Publicado em O Nacional de 22/12/2011'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7498413280331329760</id><published>2011-10-20T05:49:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T06:01:55.074-07:00</updated><title type='text'>Capítulo encerrado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que se relaciona com os últimos acontecimentos acerca do tumor que atingiu a próstata do Mingo, foi solucionado. Desde a semana passada soubemos que não haverá necessidade de se fazer radioterapia, o que nos fez comemorar muito. Foi feito um exame do PSA, que resultou em 0.13, o que segundo o médico é ótimo. A qualidade de vida que a cirurgia trouxe não tem preço, pois a hipertrofia da próstata incomoda um pouco, exigindo várias idas ao banheiro durante a noite. Isso acabou, proporcionando um noite ininterrupta de sono, o que é muito bom. O Mingo é tranquilo e sempre confiou, mas eu, apesar de confiar também, tive um desgaste emocional enorme, aliado ao fato de que a Eliza estava grávida. Com o sucesso das duas empreitadas, estou empenhada em aproveitar, em ser feliz, em aceitar todos os convites para ajudar a cuidar do Théo, a tomar os chopinhos em happy hours de que tanto gostamos. Vou descansar, ler muito, terminar meu livro de contos que estou escrevendo. É muito bom esse estado de espírito, que é fruto de muito trabalho, dedicação, compromisso com o que é realmente importante. Estou absolutamente encantada com meu Théozinho, tão lindo, tão forte e tão sorridente. Sinto que ele já me conhece, pasmem! Tudo vale a pena, se a alma não é pequena, segundo o poeta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7498413280331329760?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7498413280331329760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7498413280331329760&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7498413280331329760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7498413280331329760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/10/capitulo-encerrado.html' title='Capítulo encerrado'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8231708153811265844</id><published>2011-10-13T17:00:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T17:01:16.775-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O papel marcante do professor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;O saber humano é imensurável e não cabe em uma biblioteca, em uma rede virtual, muito menos na cabeça de uma pessoa. Somos seres que apreendem o que precisam, mas alguns vão um pouco além e especializam-se em uma ínfima parte de um saber, tornando-se especialistas de uma área ignorada pela maioria.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Uma instituição de ensino, mesmo que conte com doutores, pós doutores, mestres e especialistas, jamais conseguirá contemplar todos os interesses, todas as subjetividades, todos os pendores e todos os sonhos das pessoas que abriga. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Um professor portanto, estando à frente de uma classe só conseguirá atingir seus alunos, ou alguns alunos, pelo seu modo de ser, pelo jeito com que instiga a curiosidade, pelas marcas humanas que imprime nas tantas aulas que ministra. O conteúdo científico sempre será pequeno, sempre estará aquém do que os alunos devem receber. O que fica de seus esforços é o que será levado para a vida, o que poderá servir de empurrão, ou de desalento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Um professor deve contar com a curiosidade da classe, sem o que pouco ou nada poderá fazer e o que é digno de ser aprendido será desperdiçado por conta da falta de interesse. Esse é o ponto em que estamos nos perdendo, na falta de interesse dos alunos, na falta de interesse do professor que tem a sensação de estar jogando pérolas aos porcos e pela instituição de ensino, que é onde tudo respinga, tanto o que é bom, quanto o que é ruim e que, ao invés de cumprir seu papel de gestora de boas práticas didáticas, de produtora de arte e de beleza, passa a se preocupar com disciplina, com ausências de professores, com evasão de alunos, com desempenho medíocre da comunidade academica e escolar.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;O privilégio de ter um professor marcante é a salvação de tantas e tantas pessoas, que, motivadas, procuram aprender mais, pesquisam, perguntam, animam-se com as próprias conquistas, não dependendo só da Universidade ou da escola onde estudam para realizar suas aspirações acadêmicas. Esses foram marcados por uma figura de primeira categoria, que conseguiu tocar suas almas e comunicou sua humanidade de uma forma grandiosa e essencial. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;É para esses professores e professoras que este dia deve ser dedicado, pois espíritos universais proporcionam a possibilidade de seus educandos darem uma olhada no todo, dão as ferramentas para que dêem um passeio abrangente pelo conhecimento humano e, a partir daí, de forma livre, fazerem suas escolhas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;Feliz Dia do Professor e da Professora, heróis que carregamos com muito carinho pela vida afora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8231708153811265844?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8231708153811265844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8231708153811265844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8231708153811265844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8231708153811265844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/10/o-papel-marcante-do-professor.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7599718727673382554</id><published>2011-10-02T19:04:00.001-07:00</published><updated>2011-10-02T19:10:38.867-07:00</updated><title type='text'>Carta escrita ao meu netinho Théo, em 02/09/2011, na noite antes do seu nascimento.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Querido Théo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Estou aqui te esperando. São vinte e três horas e quarenta e cinco minutos e acabei de saber que tua mãe está no hospital. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Minha primeira reação foi correr para junto dela, mas disseram-me para ficar em casa, já que, provavelmente, vais demorar algumas horas para nascer. Vou ficar em casa, mas meu coração está clamando por estar com a minha filha linda, tua mãe e com o meu genro também muito amado, teu pai. Estando com eles, eu estaria também junto contigo, meu amor, para ver tua carinha e poder constatar que meu coração é muito forte para aguentar tantas emoções. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Teu avô está na cama, mas sei que, cada vez que acordar, vai ansiar por notícias tuas, para saber se já nasceste e se estás feliz por ter chegado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Tu tens muitos tios que estão também ansiosos e a espera de ti.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O tio Ricardo está em casa e muito feliz com a tua chegada, mas a mulher dele, a tia Vanusa foi para o hospital acompanhar tua mãe nesta empreitada que é a mais importante da vida dela: o teu nascimento. Eles têm uma filha linda, a Cecília de sete anos que já te ama e não vê a hora de brincar contigo. Vocês serão muito amigos. O tio Ricardo é um excelente professor na UPF, na área do Direito e funcionário da Receita Federal há muitos anos. Tua tia Vanusa é enfermeira altamente competente, funcionária do Hemopasso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;A tia Flávia, casada com o tio Paulo, está lá &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, de passagem marcada para terça-feira só pra te esperar, mas resolveste dar o ar da tua graça mais cedo. Vamos ver como ela vai fazer pra correr ao teu encontro. O tio Paulo fica, pois está de emprego novo e não pode faltar. A Flávia é advogada &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; e é das pessoas mais apaixonadas por linguística que conheço. O Paulo é engenheiro e trabalha para uma multinacional da indústria farmacêutica. Os dois são casados há pouco tempo e não pensam ainda em ter filhos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O tio Cássio, casado com a tia Angélica já está sabendo que estás chegando e os dois devem estar loucos pra te ver. O Cássio hoje, após o trabalho foi jogar futebol, coisa que ele adora fazer. A tia Angélica é psicóloga e é distribuidora de produtos plásticos muito conhecidos no mundo inteiro, a Tupperware, mas o que ela gosta mesmo é trabalhar com seus pacientes. O Cássio trabalha no escritório de advocacia, na loja de móveis e ajuda a tia Angélica a tocar o negócio. Tomara que eles queiram ter filhos logo, pra que eu e o vovô tenhamos mais netos e netas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O tio Bruno tem uma namorada, a Rocheli, uma graça de pessoa. Eles adoram crianças e tenho certeza que vão ficar apaixonados por ti assim que te virem. O Bruno trabalha com programação de computadores e a Rocheli é jornalista, mas trabalha na loja da família da Angélica. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O vovô Domingos acabou de sofrer uma cirurgia de próstata, mas tudo correu bem e ele está ótimo. Trabalha em uma empresa falida, a Bertol S/A e tem o cargo de assessor da presidência. Ele está esperando para ver o que acontece com a firma e com os empregados que estão inseguros e sofrendo por falta de pagamento de seus salários. Ele é uma pessoa calma e bondosa, com uma capacidade de amar e de brincar com as crianças, que é uma coisa do tamanho do mundo. Por vezes vais notar que ele incomoda. A Cecília diz que ele “ajudia”, mas é só força de expressão, pois ele só quer brincar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;A vovó Sueli, que sou eu, adora crianças, todas as crianças, por isso faz muitos trabalhos voluntários por elas. Gosto de cuidar de todos e, se permitirem, cuidará de ti também, mas fique tranquilo, vai ser uma farra, assim como é uma farra com a Cecília. Vamos nos divertir muito, vamos ler, escrever, desenhar, rolar pela grama, montar quebra cabeças e tantas outras coisas que as crianças gostam de fazer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Nós somos uma família muito feliz e queremos que tu te sintas muito bem conosco, assim como queremos que te sintas com a família do teu pai. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Eles são muito legais e já tem dois netinhos que moram &lt;st1:personname productid="em Bras￭lia. O Augusto" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Bras￭lia. O" st="on"&gt;em Brasília. O&lt;/st1:personname&gt; Augusto&lt;/st1:personname&gt; e a Aninha são lindos e gentis, são educados e doces e já estão te esperando faz tempo. O Vovô Itacir e a vovó Ivana faz tempo que te esperam e não cansam de comprar coisinhas pra te esperar e fazer tua alegria. Tens também o tio Igor, um homem lindo e cavalheiresco e que trabalha com publicidade, já que é formado em Publicidade e Propaganda. Vais adorar conhecê-los e sentar no colo deles.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Os pais do Augusto e da Aninha, Rodrigo e Vanessa são teus tios também. São pessoas corajosas e não hesitam em correr atrás das oportunidades que a vida oferece, por isso estão morando longe. Eles são biólogos e o tio Rodrigo aceitou um emprego que ele esperava muito conquistar. Estão felizes onde moram, mas duvido que consigam esperar o final do ano pra te conhecerem. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;O teu quarto está pronto há alguns dias. Está tudo uma beleza e reflete o carinho que teus pais têm por ti, mesmo sem te conhecerem. Todos os meses os dois iam espiar aquelas máquinas que mostram bebês, para saberem como serias, mas não dá pra ver muita coisa, só que és saudável e perfeito. Sabemos que aquelas fotos que tiraram de ti, não fazem jus a tua beleza e graça, por isso estamos tão ansiosos para que te mostrem ao vivo e a cores. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Queremos que venhas tranqüilo, pois amor e carinho não hão de faltar, antes pode acontecer que serás um pouco sufocado de beijos e abraços, mas vais agüentar e talvez gostar da maioria deles. Prometemos ter semancol quando necessário. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Vais encontrar um mundo que ainda não está pronto, mas que, acredito, está se aprimorando para receber as crianças com melhores estruturas, principalmente estruturas humanas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Somos pessoas que procuram cumprir uma lei federal que já tem vinte anos e que foi promulgada para o bem estar de todas as crianças: o Estatuto da Criança e do Adolescente, o que foi um grande avanço para acabar com os maus tratos e o trabalho infantil. Nós os adultos queremos que vocês tenham o direito assegurado de serem cuidados e que possam brincar e frequentar boas escolas e a ter espaços condizentes com a condição em que estão. Prometemos ficar atentos para que essa lei seja respeitada, para que tu, a Cecília, o Augusto e a Ana e todas as outras crianças do mundo possam ser crianças de verdade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Agora já é meia-noite e não sabemos de nada do processo da tua chegada, portanto, nos resta ficar calmos e tentar dormir, enquanto você faz o trabalho do teu nascimento, junto com tua mãe e teu pai. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Estamos torcendo pra que seja um momento mágico e lindo e que teu nascimento seja motivo de felicidade incapaz de ser descrita. Fique certo que a gravidez, o parto e o momento em que olhares para a tua mãe, ficarão indelevelmente vivos na memória e no coração da tua mãe e do teu pai Iuri. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Venha Théo, venha com confiança, pois tens uma família toda que te ama mesmo sem te conhecer, imagina quando te virem, vão morrer de alegria. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Bom nascimento meu amor... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;                                                           &lt;/span&gt;Tua vovó Sueli&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7599718727673382554?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7599718727673382554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7599718727673382554&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7599718727673382554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7599718727673382554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/10/querido-theo-estou-aqui-te-esperando.html' title='Carta escrita ao meu netinho Théo, em 02/09/2011, na noite antes do seu nascimento.'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8465872704236352965</id><published>2011-09-17T14:11:00.000-07:00</published><updated>2011-09-17T14:29:18.560-07:00</updated><title type='text'>Núcleo de Justiça Comunitária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fomos hoje, Domingos e eu, à casa de mediação comunitária, que é Núcleo de Justiça Comunitária do Bairro Zácchia. Lá compareceu o BOE Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar, com o intuito de conversar com a comunidade sobre seu trabalho e sobre polícia pacificadora. Aprendemos muito e ficamos entusiasmados com os novos métodos usados para contenção de pessoas. A tecnologia fornece a esses homens, tidos como violentos, um aparato que conta com uma pistola de paralisação, que alcança o indivíduo, deixa-o desfalecido por cinco segundos, tempo suficiente para que seja algemado ou dominado de alguma outra forma. Outro recurso é o gás de pimenta, usado há bastante tempo de forma a atingir um grande grupo. Porém, agora, cada policial é municiado com um spray menor, que atinge o rosto de um só indivíduo em meio a outras pessoas, não penalizando a todas, como era feito. Outro recurso é o cacetete, muito pouco usado hoje, devido aos recursos anteriores, o que está evitando muita violência. Após isso, todos sabemos dos métodos, dos expedientes arbitrários que, mesmo por parte deles, estão sendo minimizados. Ficamos satisfeitos pela disponibilidade do grupo em responder perguntas, em usar da máxima franqueza, em mostrar os homens que estão por trás da farda. Eu, como sempre, passei meio congelada perto de tantas armas e pus-me a pensar em como ninguém gosta de violência, como todas as pessoas anseiam pela paz, em como há comunidades reféns de bandidos e em como precisamos de medidas de prevenção, mas não podemos negar, de repressão também. A repressão que queremos é a presença da polícia, a confiança nela, o poder chegar e conversar, para dizer o que nos assusta e o que todos podemos fazer para sossegar nossos corações de seres humanos que tanto necessitam viver em paz. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8465872704236352965?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8465872704236352965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8465872704236352965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8465872704236352965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8465872704236352965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/09/nucleo-de-justica-comunitaria.html' title='Núcleo de Justiça Comunitária'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-9016658941182906870</id><published>2011-09-13T18:26:00.000-07:00</published><updated>2011-09-13T19:02:56.058-07:00</updated><title type='text'>Alegria!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deve-se deixar as avós falarem sobre seus netos e netas, ou elas definham até morrer. Como sou muito nova para morrer, vou falar do meu netinho recém nascido, cujo nome é Théo (deus da guerra). Meu encantamento por esse menininho vem desde a primeira notícia de sua existência, mas tornou-se algo gigantesco após seu nascimento. Sou tomada de uma alegria tão grande quando o vejo, quando o coloco no colo, quando ele mama, que quase não consigo me conter. A figura da mãe com o bebê mamando, sempre é algo tocante, mas quando se trata de uma filha que amamenta, torna-se um retrato que nos acompanha desde o despertar até dormir de novo. As lembranças que tenho sobre os meus cinco bebês surgem de forma muito viva, todos os dias, é só olhar meu neto louquinho de fome, chorando a plenos pulmões só por que estão trocando suas fraldas e quando, após a mamada, ele faz aquelas gracinhas com a cara mais satisfeita do mundo. Já peguei vários sorrisos dele, juro! Meus bebês eram tão voluntariosos quanto o Théo e todos encontravam calma e sossego no colo do pai, coisa que estou revivendo agora com meu genro, que tem o poder de devolver sossego em meio à choradeira desenfreada. A voz do pai faz com que o bebê reaja de alguma forma bem perceptível e essa reação não acontece com o som da voz ou do toque de ninguém mais, o que é muito significativo. Ontem ele engasgou e foi o primeiro susto que soube que minha filha teve e ela chorou ao contar. Entendi o porquê do choro, já que nós, as mulheres e mães, sabemos o quanto nosso filho é dependente, o quanto somos responsáveis pela vida dele e isso nos assusta e nos enche um sentimento de urgência em acudir, em cuidar, mesmo quando estão dormindo placidamente. Minha filha e meu genro nunca mais serão os mesmos, por que na vida deles há alguém que eles amam acima de tudo, assim como aconteceu conosco, eu e o Domingos, com os outros avós Ivana e Itacir. Sou convicta de que os filhos não nos devem nada e que o amor que eles dão aos filhos deles é que paga de tudo o que investimos em amor, carinho, educação, exemplo e dedicação de uma vida toda. Filhos que foram bem paternados e maternados, têm um potencial enorme de serem ótimos pais. É alegria o que sinto, mas uma alegria enorme e incapaz de ser descrita. Só posso agradecer à vida por tudo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-9016658941182906870?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/9016658941182906870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=9016658941182906870&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/9016658941182906870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/9016658941182906870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/09/alegria.html' title='Alegria!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-6202681984314786336</id><published>2011-08-21T06:36:00.000-07:00</published><updated>2011-08-21T06:58:53.814-07:00</updated><title type='text'>O meu gigante sarou!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que sentirei um pouco de saudade desses dois últimos meses em que enfrentamos uma doença que, a princípio foi assustadora. Foram dois meses de dor, muita dor, de sondas, cirurgia, biópsia, pomadas, drenos e tudo o que a situação nos impôs. A saudade a que me refiro é do acampamento no nosso quarto, com as comidinhas e cafés e chás que rolaram para receber minhas três noras maravilhosas que cobriram o sogro delas de carinho e atenção; do ar assustado dos meninos, nossos filhos, que foram incansáveis em socorrer, animar, atender e fazer o pai rir a ponto de dar dor na cirurgia; da nossa filha grávida que, mesmo cansada comparecia sempre, dormia ao lado do pai, enchia a nossa vida com sua presença poderosa, portadora que é do nosso neto Théo, que já amamos tanto. O mais marcante foi verificar o desespero da Flávia por estar longe e ver que correu, com a ajuda do marido, para ver o pai, chorar no ombro dele e, nos dias seguintes alegrá-lo com mimos e cuidados. Hoje tudo terminou, não há mais sonda, não há mais dreno, não há mais pomada, só alguns remedinhos para manutenção. Jamais esqueceremos os saraus no acampamento, das conversas com os amigos tão dedicados, da alegria de cada ciclo vencido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agradecemos a todos por nos acompanharem neste processo e, garantimos, tudo isso nos fortaleceu para que sejamos ainda mais felizes. Segunda feira começa uma nova fase: o Domingos volta para o trabalho, coisa constante na vida dele, mesmo aposentado, pois o intuito dele é contribuir com um trabalho qualificado para servir de exemplo aos que olham pra ele e o admiram. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queremos agradecer a muitas pessoas, principalmente à preocupação da nossa querida Francine e dizer para ela que sim, o Domingos está bem e vai continuar bem, pois está forte justamente por ter comido em casa, ter comido coisa boa para preservar sua saúde, coisa que serve de exemplo também. Fique tranquila, querida, vamos visitá-la, a você e a seus pais para agradecermos pessoalmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá em cima falei do meu gigante, o que justifico. O Mingo foi um gigante de dignidade, de paciência, de prontidão para a cura. Um gigante assim não morre nunca. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-6202681984314786336?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/6202681984314786336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=6202681984314786336&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6202681984314786336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6202681984314786336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/08/o-meu-gigante-sarou.html' title='O meu gigante sarou!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5905995981468056928</id><published>2011-08-07T14:34:00.000-07:00</published><updated>2011-08-07T14:57:47.016-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi que o pior não é a notícia da doença, mas o que pode vir junto com ela. Contaminar uma pessoa durante uma biópsia devia ser proibido. Não basta diagnosticar? Não basta invadir? Tinha que ser assim tão horrível? A dor nos deixa paralisados, impotentes. Ver alguém que amamos urrar de dor, por uma coisa que poderia ser evitada dá muita raiva. As consequencias de uma contaminação são dor, adiamento de cirurgia, remédio, troca de remédio, mais dor, sonda para a urina, mais dor, mais remédio. Na semana que vem temos hospital, operação, retirada da próstata e, finalmente, o fim da tortura. Pensei que a retirada da próstata fosse algo traumatizante, mas foi-nos explicado que não. A próstata tem a função de fabricar o líquido que leva o sêmem até a saída, tendo portanto a função estritamente reprodutiva. No caso de sua retirada, o cirurgião, quando habilidoso, preserva dois nervinhos responsáveis pela ereção. Caso isso aconteça, o ato sexual acontece normalmente, com a diferença de que é um ato "limpo", sem ejaculação, mas com a sensação de ejaculação. Os homens que têm pavor de fazer exames para detecção de tumor na próstata, podem morrer por isso. Fazer o exame de sangue para saber o PSA é fácil, assim como é fácil o exame de toque para ver o tamanho dela e a possibilidade de tocar em alguma alteração. Nós estamos felizes por termos apostado na prevenção, o que ocasionou a constatação de que o tumor é inicial e pequeno, não havendo necessidade de radioterapia. Vale muito a pena o cuidado, por que somos uma geração que está vivendo mais e o câncer de próstata parece ser uma epidemia. Agora ficamos sabendo de inúmeros casos, todos bem sucedidos, assim como já presenciamos algumas mortes, aliás já vimos que todos os homens de uma família foram acometidos pelo mal. Se há antecedentes familiares a investigação é mais urgente ainda. Aprendi muito e estou absolutamente confiante de que, após a cirurgia, vamos ter uma vida normal de novo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5905995981468056928?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5905995981468056928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5905995981468056928&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5905995981468056928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5905995981468056928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/08/aprendi-que-o-pior-nao-e-noticia-da.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7466088128087008665</id><published>2011-07-24T07:46:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T07:47:04.291-07:00</updated><title type='text'>Um presente do meu amigo Paulo Carbonari</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;&lt;b&gt;Apologia da preguiça&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O sequestro do nosso tempo pelo trabalho&lt;/b&gt;&lt;p&gt;&lt;span  &gt;&lt;b&gt;RESUMO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de tecnociência, permanece irrealizada a utopia da libertação do homem pelas máquinas: nunca se trabalhou tanto, e o tempo livre jamais esteve tão fora da pauta. Ora estigmatizado na ordem produtiva, ora exaltado na tradição filosófica, o preguiçoso é hoje o símbolo do tempo livre para o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ADAUTO NOVAES&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O trabalho deve ser maldito, como ensinam as lendas sobre o paraíso, enquanto a preguiça deve ser o objetivo essencial do homem. Mas foi o inverso que aconteceu. É esta inversão que gostaria de passar a limpo.&lt;br /&gt;&lt;span &gt;Malevitch, "A Preguiça como Verdade Definitiva do Homem"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SABE-SE QUE&lt;/b&gt; uma única palavra é suficiente para arruinar reputações e, entre todas, preguiça é uma das mais suspeitas e perigosas. Ao longo dos séculos, foi carregada de significações contraditórias e impressionantes variações.&lt;br /&gt;Dela decorre longo cortejo de acusações bizarras, mas também sabe ser tema de obras de arte, poesia, romance, pinturas, reflexões filosóficas: o preguiçoso é indolente, improdutivo, nostálgico, melancólico, indiferente, distraído, voluptuoso, incompetente, ineficaz, lento, sonolento, silencioso. Preguiça e trabalho guardam um misterioso parentesco, quase simétrico e especular.&lt;br /&gt;Para o preguiçoso, "é preciso ser distraído para viver" (Paul Valéry), afastar-se do mundo sem se perder dele; exatamente por isso, é acusado de não contribuir para o progresso.&lt;br /&gt;Além de praticar crime contra a sociedade do trabalho, o preguiçoso comete pecado capital. Pela lógica do mundo do trabalho e da igreja, ele deve sentir-se culpado, pagar pelo que não faz.&lt;br /&gt;Mais: pensadores como Lafargue, Stevenson, Bertrand Russell, Jerome K. Jerome, Marx e Samuel Johnson apostaram no desenvolvimento técnico como possibilidade de liberação do trabalho. Erraram: na era da tecnociência, nunca se trabalhou tanto e nunca se pensou tão pouco. Assim, o espírito tende a se tornar coisa supérflua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O QUE FAZER&lt;/b&gt; Ao pensar sobre o fazer, o ocioso pode prestar um grande serviço e ajudar a responder à velha questão moral: o que devo fazer? Dependendo da resposta, teremos diferentes definições do que seja o homem, a política, as crenças, o saber, nossa relação com o mundo, e, principalmente, nossa relação com o trabalho. A resposta pode nos dizer não apenas o que fazemos mas também o que o trabalho faz em nós.&lt;br /&gt;Hoje, maravilhosas máquinas "economizam" o trabalho mecânico, mas criam novos problemas: primeiro, uma espécie de intoxicação voluntária, isto é, "mais a máquina nos parece útil, mais ela nos torna incompletos" (Valéry).&lt;br /&gt;A máquina governa quem a devia governar; daí decorre o segundo problema, bem mais complexo: tantas potências auxiliares mecânicas tendem a reduzir "nossas forças de atenção e de capacidade de trabalho mental", o que se relaciona à impaciência, à rapidez e à volatilidade nunca antes vistas.&lt;br /&gt;Assim escreveu Paul Valéry (1871-1945): "Adeus, trabalhos infinitamente lentos, catedrais de 300 anos cuja construção interminável acomodava curiosas variações e enriquecimentos sucessivos... Adeus, perfeições da linguagem, meditações literárias e buscas que tornavam as obras ao mesmo tempo comparáveis a objetos preciosos e a instrumentos de precisão!&lt;br /&gt;[...] Eis-nos no instante, voltados aos efeitos de choque e contraste, quase obrigados a querer apenas o que ilumina uma excitação de acaso. Buscamos e apreciamos apenas o esboço, os rascunhos. A própria noção de acabamento está quase apagada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MONTAIGNE&lt;/b&gt; Valéry retoma uma tradição. Lemos em Montaigne (1533-92) que "a alma que não tem um fim estabelecido perde-se. Porque, como se diz, estar em toda parte é não estar em lugar algum". Aqui, entendemos por alma o "trabalho teórico do espírito", potência de transformação. O que leva a alma (espírito) a se perder é o trabalho desordenado.&lt;br /&gt;Habitar o próprio eu, comenta Bernard Sève, é o projeto de Montaigne: viver em repouso, longe das agitações do mundo, retirar-se da pressa do mundo "para se conquistar, passar do negotium ao otium", do negócio ao ócio.&lt;br /&gt;É isso que podemos ler na inscrição que Montaigne mandou pintar nas paredes da sua torre: "No ano de Cristo de 1571, aos 38 anos, vésperas das calendas de março, dia de aniversário de seu nascimento, depois de exercer longamente serviços na Corte (Parlamento de Bordeaux) e nos negócios públicos [...] Michel de Montaigne consagrou este domicílio, este tranquilo lugar vindo de seus ancestrais, à sua própria liberdade, à sua tranquilidade, ao seu 'loisir' (otium)".&lt;br /&gt;Eis que Montaigne recolhe-se ao ócio reflexivo, com um espírito criativo leve e vagabundo. Como escreve Sève, um Montaigne distante das pressões políticas e das injunções do trabalho burocrático, com o espírito já amadurecido, "construído pela vida, espírito prestes ao fecundo exercício de uma ociosidade inteligente e feliz". Mas interpretemos com cuidado esse afastamento do mundo.&lt;br /&gt;Se a vida teórica aparece mais compensadora, é porque Montaigne não encontrou na vida prática -social e política-, no Parlamento de Bordeaux, aquilo que buscava. À diferença dos comuns, Montaigne não procurava satisfação no reconhecimento social e político. No ócio, preferiu a busca da verdade às coisas da política.&lt;br /&gt;Sua "contemplação" teórica é discursiva, isto é, transforma-se em atos de pensamento e, portanto, em atividade prática. Nascem aí os monumentais "Ensaios".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FOUCAULT&lt;/b&gt; A aliança entre capital, igreja e disciplina militar para regular o trabalho tem história. Em um curso de 1973, ainda não publicado, Michel Foucault (1926-84) narra a institucionalização do trabalho através da "fábrica-caserna-convento" no final do século 19. Ele descreve as regras de uma comunidade fechada de até 400 trabalhadores: acordar às 5h, 50 minutos para toalete e café, trabalho nas oficinas das 6h10 às 20h15, com uma hora para as refeições. À noite, jantar, reza e cama às 21h. Só no sul da França, 40 mil operárias trabalhavam nessas condições.&lt;br /&gt;O trabalhador é fixado no aparelho produtivo, no qual "o tempo da vida está submetido ao tempo da produção". Vemos nessa experiência uma mudança essencial que nos interessa porque se torna mais aguda e determinante no trabalho hoje: "da fixação local a um sequestro temporal". Ou melhor, da ideia de controle do espaço no trabalho à ideia de controle do tempo.&lt;br /&gt;O trabalho sequestrou o tempo. Se, no século 19, o controle do tempo era apresentado ao operário como um "aprendizado de qualidades morais" que, na realidade, significava a integração da vida operária ao processo de produção, hoje o controle é aceito com naturalidade, e até mesmo desejado.&lt;br /&gt;O homem se integra voluntariamente "a um tempo que não é mais o da existência, de seus prazeres, de seus desejos e de seu corpo, mas a um tempo que é o da continuidade da produção, do lucro".&lt;br /&gt;A reivindicação de tempo livre tornou-se quase que palavra de ordem subversiva: "Preciso tanto de nada fazer que não me resta tempo para trabalhar", conclama Pierre Reverdy, citado no prefácio ao livro de Denis Grozdanovitch "A Difícil Arte de Quase Nada Fazer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TRABALHO CEGO&lt;/b&gt; A mobilização veloz e incessante do trabalho cego não permite ao homem dizer qual é o seu destino e muito menos o que acontece. Ele não dispõe de tempo para pensar e muito menos tem consciência de que seus gestos, no trabalho, produzem muito mais do que os objetos que fabrica.&lt;br /&gt;Há um excedente invisível, entendendo-se por "excedente" tudo o que não é mensurável, que produz catástrofes através do trabalho "normal e produtivo" e se manifesta na poluição, nos desastres ecológicos, no esquecimento e na desconstrução de si.&lt;br /&gt;Como nos lembra Robert Musil em "O Homem sem Qualidades", foi preciso muita virtude, engenho e trabalho para tornar possíveis as grandes descobertas científicas e técnicas, graças aos sucessos dos "homens de guerra, caçadores e mercadores". Tudo isso fundado na disciplina, no senso de organização e na eficácia do trabalho, o que talvez pudesse ser resumido assim: o trabalho mecânico da produção de mercadorias pretende tomar o mundo de assalto, produzindo agitação social e frenesi econômico e consumista, dada a multiplicação de objetos "não naturais e não necessários".&lt;br /&gt;Já o preguiçoso põe-se na escuta de si e do mundo que o cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PENSAMENTO&lt;/b&gt; Talvez o mais danoso de todo esse legado para o espírito humano seja a criação de um mundo vazio de pensamento que o ocioso procura preencher. Guardo uma imagem que o poeta e filósofo Michel Deguy me fez ver à janela de seu apartamento, em Paris: um mendigo que dormia 20 horas por dia na escadaria da igreja Saint-Jacques.&lt;br /&gt;Deguy narra essa experiência em um pequeno ensaio com o título "Do Paradoxo": em imagem semelhante, diz ele, também nas escadarias de uma igreja, "a 'Derelitta' de Botticelli está pelo menos sentada, parecendo meditar. Hoje, ninguém medita, como dizia Valéry na figura de M. Teste. Portanto, o mendigo talvez não esteja errado, uma vez que o fato de estar deitado nada muda [...] E quando lembro que Pascal era o pároco da igreja e cuidava dos abandonados, a comparação me perturba: os 'pobres' não são mais como eram -mas os pensadores também não. Portanto, o 'despertar do pensamento'? Nós, você e eu, não queremos dormir. Mas estamos acordados?"&lt;br /&gt;O trabalho técnico, mecânico e acelerado abole o tempo do pensamento, que exige virtudes atribuídas ao preguiçoso: paciência, lentidão, devaneio, acaso -o imprevisto. Em um texto célebre, Valéry nota: "O futuro não é mais como era". Isto é, não há mais o tempo lento do pensamento, momento em que o tempo não contava. Sabemos que é na vida meditativa e lenta que o homem toma consciência da sua condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SERES OCULTOS&lt;/b&gt; Ora, como escreveu ainda Valéry, o amanhã é uma potência oculta, e o homem age muitas vezes sem o objeto visível de sua ação, como se outro mundo estivesse presente, "como se ele obedecesse a ações de coisas invisíveis ou de seres ocultos".&lt;br /&gt;Essa poderia ser uma boa definição do ocioso. Coisas invisíveis e seres ocultos participando do mundo do devaneio e do pensamento. Mundo do trabalho do espírito, em contraposição ao trabalho mecânico.&lt;br /&gt;As ideias e os valores, lembra-nos Maurice Merleau-Ponty (1908-61), não faltam a quem soube, na sua vida meditativa, liberar a fonte espontânea, não deliberadamente, em direção a fins predeterminados por cálculos técnicos e produtivos. Todo trabalho finito e alienado é pura perda.&lt;br /&gt;Através de uma admirável reversão, o meditativo transforma a desrazão do mundo do trabalho alienado em fonte de razão. Isso porque o trabalho meditativo do ocioso é um trabalho sem finalidade, sem "telos", um trabalho sem fim. O trabalho meditante do ocioso exige muito mais trabalho do que o trabalho mecânico. O trabalho da obra de arte e da obra de pensamento pede um tempo que não pode ser medido pelo relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PREGUIÇOSO&lt;/b&gt; Como se pode, então, pensar essa figura que sempre teve péssima reputação? Talvez uma boa definição seja a de um autor inglês, Jerome K. Jerome (1859-1927), em seu livro "Pensamentos Preguiçosos de um Preguiçoso" (1886): "O que melhor caracteriza um verdadeiro preguiçoso é o fato de ele estar sempre intensamente ocupado. De início, é impossível apreciar a preguiça se não há uma massa de trabalho diante de si. Não é nada interessante nada fazer quando não se tem nada a fazer! [...] Perder seu tempo é uma verdadeira ocupação, e uma das mais fatigantes. A preguiça, como um beijo, para ser agradável, deve ser roubada".&lt;br /&gt;Jerome K. Jerome leva-nos a pensar que a preguiça não é coisa passiva. Perder o tempo mecânico dá trabalho e exige enorme atividade do espírito.&lt;br /&gt;O egípcio Albert Cossery é apresentado pela revista francesa "Magazine Littéraire" como o escritor contemporâneo que celebra a preguiça como uma arma de subversão política e como um modo de resistir à impostura das potências. Para Cossery, o exercício da preguiça tem o valor da arte de viver. Mas ele distingue dois tipos de preguiçosos: os idiotas e os reflexivos.&lt;br /&gt;"Um idiota preguiçoso permanece idiota!", escreve. "E um preguiçoso inteligente é quem reflete sobre o mundo no qual vive. Mais você é ocioso, mais tempo você tem tempo para refletir... Esses são os valores da preguiça, que supõe, pois, dupla recusa: nosso mundo imediato e a triste realidade."&lt;br /&gt;Mas o mais radical dos libelos contra o trabalho alienado continua a ser o pequeno ensaio de Paul Lafargue (1842-1911), "O Direito à Preguiça" (1880). "Trabalhem, trabalhem, proletários, para aumentar a fortuna social e suas misérias individuais; trabalhem, trabalhem, para que, tornados mais pobres, tenham mais razões ainda para trabalhar e tornarem-se miseráveis. Essa é a lei inexorável da produção capitalista".&lt;br /&gt;Para Lafargue, o trabalho é invenção relativamente recente, uma vez que os antigos gregos desprezavam o trabalho e deliciavam-se com os "exercícios corporais" e os "jogos de inteligência". Ele critica a moral cristã ao proclamar o "ganharás o pão com o suor do rosto" e ao lembrar que Jeová, "depois de seis dias de trabalho, repousou por toda a eternidade".&lt;br /&gt;Robert Louis Stevenson (1850-94), na "Apologia dos Ociosos" (1877), mostra que o ócio "não consiste em nada fazer, mas em fazer muitas coisas que escapem aos dogmas da classe dominante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MELANCOLIA&lt;/b&gt; A tradição relaciona a melancolia e o devaneio à preguiça. Nisso, mais uma vez, igreja e capital estão juntos. O trabalho é o grande meio que a igreja encontrou para lutar contra a melancolia e a vertigem do tempo livre. Seu lema sempre foi "Rezai e trabalhai", ou seja, só abandonar a oração quando as mãos estiverem ocupadas.&lt;br /&gt;Lemos em um ensaio de Jean Starobinski sobre a melancolia -"A Erupção do Diabo-" que o trabalho tem por efeito ocupar inteiramente o tempo que não pode ser dado à oração e aos atos de devoção: "Sua função", escreve ele, "consiste em fechar as brechas por onde o demônio poderia entrar, por onde também o pensamento preguiçoso poderia escapar". Assim, o trabalho interrompe o "vertiginoso diálogo da consciência com seu próprio vazio".&lt;br /&gt;A crítica que Jean-Jacques Rousseau (1712-78) faz ao trabalho não é diferente. Na sétima caminhada dos "Devaneios de um Caminhante Solitário" (1782), ele busca a solidão, mas procura trabalhar tudo o que o cerca, escolhendo o mais agradável. Não escolhe os minerais porque, escondidos no fundo da terra "para não tentar a cupidez", exigem indústria, trabalho, pena e exploração dos miseráveis nas minas.&lt;br /&gt;As plantas não. A botânica é o estudo de um "ocioso e preguiçoso solitário": "Ele passeia, erra livremente de um objeto a outro, passa em revista cada flor... Há, nesta ociosa ocupação, um charme que só se sente na plena calma das paixões, o que basta para tornar a vida feliz e tranquila. Mas, quando se mistura aí um motivo de interesse ou vaidade, seja para ocupar espaços, seja para escrever livros, ou quando se quer aprender apenas para se instruir ou pesquisar as plantas apenas para se tornar professor, todo o charme da tranquilidade se desfaz; [...] no lugar de observar os vegetais na natureza, ocupa-se apenas com sistemas e métodos".&lt;br /&gt;O que importa hoje, talvez, é propor a luta do progresso contra o progresso; isto é, a valorização do progresso do espírito, a valorização dos valores contra o progresso técnico, esta "ilusão que nos cega". Eleger a quietude, o silêncio e a paciência para conhecer e aprofundar indefinidamente as coisas dadas.&lt;br /&gt;Eis o ócio que Karl Kraus (1874-1936) nos propõe: "Se o lugar aonde quero chegar só puder ser alcançado subindo uma escada, eu me recusarei a fazê-lo. Porque lá aonde eu quero realmente ir, na realidade já devo estar nele. Aquilo que devo alcançar servindo-me de uma escada não me interessa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"O que importa hoje, talvez, é propor a luta do progresso contra o progresso; isto é, a valorização do progresso do espírito, a valorização dos valores"&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;"Além de praticar crime contra a sociedade do trabalho, o preguiçoso comete pecado capital. Pela lógica do mundo do trabalho e da igreja, deve sentir-se culpado"&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;"O trabalho meditativo do ocioso é sem finalidade, sem "telos", um trabalho sem fim; exige muito mais trabalho do que o trabalho mecânico"&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;i&gt;"O trabalhador é fixado no aparelho produtivo, no qual "o tempo da vida está submetido ao tempo da produção". O trabalho sequestrou o tempo"&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;i&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/il2407201105.htm" target="_blank" style="color: rgb(0, 0, 204); "&gt;http://www1.folha.uol.com.br/&lt;wbr&gt;fsp/ilustrissima/il2407201105.&lt;wbr&gt;htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7466088128087008665?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7466088128087008665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7466088128087008665&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7466088128087008665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7466088128087008665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/07/um-presente-do-meu-amigo-paulo.html' title='Um presente do meu amigo Paulo Carbonari'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5733753214009965965</id><published>2011-07-16T19:09:00.000-07:00</published><updated>2011-07-16T20:06:44.797-07:00</updated><title type='text'>Descobertas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobri que posso me desinteressar por pessoas que não me fazem bem, ficar neutra, sem sofrer. Acho que a gente deve fazer o máximo de esforço para harmonizar as relações, mas há algumas que não têm restauração possível. É bem aquilo que sempre se diz sobre o vaso trincado, fica uma marca desagradável e deve-se escondê-lo o mais depressa possível, pois cada vez que se olha pra ele, as lembranças do que foi, voltam. O melhor é continuar cuidando dos outros vasos que temos e, na medida em que vamos vivendo, adquirir outros, às vezes tão ou mais bonitos do que o trincado. Acho também que há relações que se esgotam por haver esforço por manutenção de um lado só. Havendo resistência, é sinal de que não há possibilidades. O importante é cuidar da própria saúde mental, pois só temos chance de felicidade se cuidarmos dela com carinho. Eu estou pacificada por ter encontrado dentro de mim um equilíbrio que eu pensava perdido, mas, pensando bem, não poderia ter sido diferente do que foi. Não culpo mais ninguém, por que a culpa é toda minha por haver assumido coisas além das minhas forças. Também não me arrependo muito, só um pouquinho, por ter permitido que me perturbassem. Sei do meu potencial, sei da minha reputação, sei também o que se diz e o que se pensa dos que tentaram me desestabilizar. Tenho que ouvir também a voz da razão e não só a voz da emoção. Tenho que aprender definitivamente que, assim como fui forte até agora, continuarei sendo, continuarei contando com quem vale a pena, com quem me ama de verdade. Ser rico interiormente não é para todos, por isso tenho que entender que pobreza de espírito é inato, é congênito e é uma anomalia sem remédio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5733753214009965965?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5733753214009965965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5733753214009965965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5733753214009965965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5733753214009965965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/07/descobertas.html' title='Descobertas'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8123328837146698480</id><published>2011-07-02T20:17:00.000-07:00</published><updated>2011-07-02T20:41:41.797-07:00</updated><title type='text'>Como é conviver com um diagnóstico assustador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fala-se muito em medos, dos quais o medo da morte figura soberano. Acho que aquelas fobiazinhas bobas do tipo de altura, de ambientes fechados, de falar em público não chegam perto do grande medo da morte. Pra mim, o medo de perder meus amores é o pior de todos, superando o de agonizar, de ter falta de ar, de ficar anos na cama dependendo dos outros. Tenho pavor de passar pela experiência de perder alguém da minha família. Sempre pensei que não conseguiria reagir a um diagnóstico assustador, mas enganei-me. Consegui ultrapassar as primeiras horas tendo em mente palavras como: tumorzinho, inicial, contornável, cirurgia, possibilidade de radioterapia e lá vai um palavrório que enfrentei de forma inesperada. Tive a nítida sensação de que era vital que eu encarasse o fato de cabeça erguida, que acreditasse nas palavras animadoras do médico e que soubesse distribuir a informação aos outros de forma adequada. Usar a inteligência nesse momento, para que todos ficassem tranquilos foi a solução para o primeiro susto. Em seguida vem a capacidade de administrar os procedimentos práticos que envolvem a situação, e, em meio a tudo isso, amar desmedidamente. Acho que nunca vi tanta necessidade de envolver os meus queridos com o meu amor, com a minha coragem, com o meu carinho. Tive que aprender a deixar de lado algumas coisas para exercer minha função que sempre tive como primordial, que é a de cuidar das pessoas. Meus medos se apequenaram frente à realidade do fato de que somos vulneráveis. Não há situação que revele nossa humanidade como em momentos em que vemos a real possibilidade de finitude. A filosofia contemporânea é farta em pensamentos relacionados à finitude, ao drama de nos vermos passíveis de morrer e não sobrar nada. Estou aqui, em pé, com coragem e sei que darei conta de tudo o que tiver que ser. Chegaremos ao final do ano com um netinho lindo, com os fantasmas daquelas palavras do médico afastadas e seguindo a vida com a dignidade de termos encarado um desafio que nos deixou melhores como seres humanos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8123328837146698480?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8123328837146698480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8123328837146698480&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8123328837146698480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8123328837146698480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/07/como-e-conviver-com-um-diagnostico.html' title='Como é conviver com um diagnóstico assustador'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-3917491219117190501</id><published>2011-06-12T15:56:00.000-07:00</published><updated>2011-06-12T15:57:41.670-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Arial"&gt;Isto é esperança...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Aprendemos muito com os amigos. Quem prescinde desse aprendizado é um solitário, ou quer ficar encimesmado no que já sabe, sem ver que devido à diversidade, somos aprendizes uns dos outros. Discutir idéias é algo muito saudável. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Conversei com um amigo que falou uma frase consagrada e conseguiu dar-lhe um tom capaz de fazê-la fugir do lugar comum: - Hoje percebi que “um novo mundo é possível”, e passou a contar-me duas experiências marcantes, as quais vou tentar contar aqui. Estávamos teclando, mas, mesmo assim, foi como se eu o visse engasgado de emoção ao relatar a criação de uma cooperativa composta só de surdos, uma serigrafia. Ele contou-me de forma comovida que ele não é pessoa de se emocionar, mas que esse evento amoleceu seu coração. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A outra experiência diz respeito a uma reunião de que participou do projeto Justiça Comunitária de Passo Fundo, que busca a paz e a cidadania, que visa a democratização do acesso à justiça, por meio da mobilização e capacitação de agentes comunitários, preparados para a gestão de conflitos. O projeto está vinculado ao PRONASCI (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), que está sendo implementado e executado em uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a Faculdade de Direito da Faculdade Meridional – IMED. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O relato do meu amigo, entre outras coisas, fez com que eu revisse os candidatos a agentes comunitários que conheci lá no Bairro Zácchia e lá no Bairro Valinhos. Assim como a ele, impressionou-me a simplicidade, a inteligência e o profundo sentimento de compaixão que os move. Pude rever, como num filme, a minha amiga professora Rejane da Escola Municipal do Bairro Zácchia, uma locomotiva que arrasta junto consigo um mundo de gente boa, honesta, solidária e transforma-os em colaboradores do “novo mundo possível”.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Vi também minha amiga Claudia Furlanetto e seus amigos surdos, tomando iniciativas e ajudando pessoas para a vida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Compreendi por que o meu amigo estava impressionado, pois muitas vezes já me senti assim, cheia de esperança, cheia de fé, cheia de entusiasmo, vendo tanta coisa sendo feita e que passa desapercebida por parte da maioria das pessoas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Entristece-me a fala tão comum de que nenhum político presta, de que não se faz nada pelo povo, de que estamos abandonados à própria sorte. As ações de prevenção de violência que temos em nossa cidade são muito consistentes. Podemos começar com as muitas ações na sócio educação em favor dos adolescentes em conflito com a Lei. Temos trabalhos neste sentido desenvolvidos pelo CEDEDICA, pela Leão XIII, pelos Voluntários Sociais. Nas medidas protetivas podemos citar o Fórum Permanente Por Um Ambiente de Paz na Família e na Escola, um projeto desenvolvido há anos por muitas entidades e voluntários. Temos o PROMAD, o GIEP, a Escola de Pais do Brasil, a AVOCE – Associação de Voluntários Cidadãos Entusiastas, assim como muitas outras entidades e órgãos públicos imbuídos em promover o bem estar e a pacificação das pessoas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quero dizer ao meu querido amigo que ele não está sozinho no seu sentimento de esperança, de otimismo e de alegria pela competência do nosso povo em organizar-se e trabalhar olhando para o mundo todo, mas agindo no único lugar onde temos como fazer a diferença: aqui e agora!&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-3917491219117190501?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/3917491219117190501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=3917491219117190501&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3917491219117190501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3917491219117190501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/06/isto-e-esperanca.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-953339126895062004</id><published>2011-05-25T17:23:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T17:24:18.169-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 16px; "&gt;&lt;h2 class="date-header" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; position: relative; font: normal normal bold 11px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; color: rgb(0, 0, 0); text-transform: uppercase; min-height: 0px; "&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: rgb(34, 34, 34); padding: inherit; letter-spacing: inherit; margin: inherit; "&gt;QUINTA-FEIRA, 21 DE ABRIL DE 2011&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="date-posts"&gt;&lt;div class="post-outer"&gt;&lt;div class="post hentry" style="position: relative; min-height: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 25px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;a name="8289204851042405053"&gt;&lt;/a&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="margin-top: 0.75em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; position: relative; font: normal normal normal 22px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; "&gt;&lt;a href="http://maisparaospais.blogspot.com/2011/04/cada-crianca-tem-seu-monstro-da-guarda.html" style="text-decoration: none; color: rgb(204, 102, 17); "&gt;Cada criança tem seu monstro da guarda&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header" style="line-height: 1.6; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.5em; margin-left: 0px; font-size: 11px; "&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-8289204851042405053" style="width: 490px; font-size: 13px; line-height: 1.4; position: relative; "&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt; "&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; "&gt;                                                                           &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(224, 102, 102); "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;por Mário Corso&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center; "&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Nwt759-YjuY/TayX_tI7NOI/AAAAAAAAAXI/yj79Simg6pg/s1600/lobo+mau.jpg" imageanchor="1" style="text-decoration: none; color: rgb(204, 102, 17); clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; "&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-Nwt759-YjuY/TayX_tI7NOI/AAAAAAAAAXI/yj79Simg6pg/s200/lobo+mau.jpg" width="176" style="border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-width: initial; border-color: initial; position: relative; padding-top: 5px; padding-right: 5px; padding-bottom: 5px; padding-left: 5px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-color: rgb(238, 238, 238); border-right-color: rgb(238, 238, 238); border-bottom-color: rgb(238, 238, 238); border-left-color: rgb(238, 238, 238); -webkit-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0976563) 1px 1px 5px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0976563) 1px 1px 5px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; "&gt;A conexão é inegável: infância e monstros andam juntos.  Basta lembrar das letras das cantigas de ninar, ou olhar para os brinquedos, assistir a um pouco de TV, ler algumas histórias infantis.  Lá estarão eles com suas caras feias e sua pele escamosa, rugindo, vomitando fogo ou raios cósmicos.  É de pequeno que se conhece o medo, mas ele não ocorre por obra de adultos malvados que assustam as crianças para se prevalecer: os monstros aparecem ao chamado delas.  A questão é discernir quando eles vêm para ajudá-las das vezes em que o susto é fonte de sofrimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt; "&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center; "&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-m_mhtciPcTU/TayXD7y0_LI/AAAAAAAAAW8/oTaCOMm70Ho/s1600/Barba+Azul.jpg" imageanchor="1" style="text-decoration: none; color: rgb(204, 102, 17); clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; "&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-m_mhtciPcTU/TayXD7y0_LI/AAAAAAAAAW8/oTaCOMm70Ho/s200/Barba+Azul.jpg" width="158" style="border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-width: initial; border-color: initial; position: relative; padding-top: 5px; padding-right: 5px; padding-bottom: 5px; padding-left: 5px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-color: rgb(238, 238, 238); border-right-color: rgb(238, 238, 238); border-bottom-color: rgb(238, 238, 238); border-left-color: rgb(238, 238, 238); -webkit-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0976563) 1px 1px 5px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0976563) 1px 1px 5px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; "&gt;Nosso primeiro impulso seria deixar essas coisas feias de fora da vida infantil, mas se eles estão aí há tanto tempo e são tão populares, devemos nos perguntar por sua função.  Os monstros das canções de ninar, a Cuca por exemplo, catalisam a angústia difusa da criança, permitindo a transição da vigília para o sono.  Pode parecer ruim, mas é melhor sentir medo de alguma coisa específica, que tem até nome, do que angústia.  O medo é algo que se pode controlar, sabemos onde está, já a angústia não tem contornos, está em toda parte e ninguém pode nos ajudar.  Seria muito pior ficar olhando a escuridão sem poder supor o que ela esconde, sabe por quê?  Porque no escuro ou ao adormecer os pequenos (e às vezes os grandes) perdem-se de seus contornos pessoais, sentem-se diluídos, inexistentes, dá vertigem, medo de morrer.  Se o monstro está embaixo da cama, ou é nomeado pela cantiga de ninar, então a mãe, esse ser gigantesco e poderoso, que faz dos bebês o que quer, não é a encarnação do monstro.  Paradoxalmente, nesse momento o monstro ajuda a criança a acalmar-se para adormecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt; "&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center; "&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Zq3_LGueU1U/TayXEJ94LwI/AAAAAAAAAXA/CrZlqlYVivY/s1600/bruxa.jpg" imageanchor="1" style="text-decoration: none; color: rgb(204, 102, 17); clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; "&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-Zq3_LGueU1U/TayXEJ94LwI/AAAAAAAAAXA/CrZlqlYVivY/s200/bruxa.jpg" width="157" style="border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-width: initial; border-color: initial; position: relative; padding-top: 5px; padding-right: 5px; padding-bottom: 5px; padding-left: 5px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-color: rgb(238, 238, 238); border-right-color: rgb(238, 238, 238); border-bottom-color: rgb(238, 238, 238); border-left-color: rgb(238, 238, 238); -webkit-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0976563) 1px 1px 5px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0976563) 1px 1px 5px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; "&gt;Mas os medos são mais do que isso.  Existe um “núcleo fóbico” (aquelas coisas que na vida a gente foi escolhendo para temer) em todos nós.  Por exemplo, vocês conhecem alguma mulher que não tenha medo de baratas?  Por que esse “terrível” ortóptero que não morde nem tem veneno põe tantas a correr com sua simples presença?  O filme &lt;i&gt;Batman begins&lt;/i&gt;, que está em cartaz, serve para demonstrar o papel do medo em nossas vidas.  Bruce Wayne, o Batman na vida comum, transforma sua fobia infantil de morcegos na fonte da sua força, e por isso o morcego é o símbolo de sua identidade secreta.  Todos esses exemplos demonstram que sentir medo e imaginar uma cara para ele tem mais utilidades que o cinto do homem morcego.  Aliás, outro filme, &lt;i&gt;Monstros S.A.&lt;/i&gt;, ilustrou bem essa relação estável e de comunhão de bens entre as crianças e suas criaturas assustadoras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt; "&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center; "&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-l0S7HDqQuRQ/TayXFItFR7I/AAAAAAAAAXE/gbmnbknI1RU/s1600/cuca.jpg" imageanchor="1" style="text-decoration: none; color: rgb(204, 102, 17); clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; "&gt;&lt;img border="0" height="211" src="http://1.bp.blogspot.com/-l0S7HDqQuRQ/TayXFItFR7I/AAAAAAAAAXE/gbmnbknI1RU/s320/cuca.jpg" width="320" style="border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-width: initial; border-color: initial; position: relative; padding-top: 5px; padding-right: 5px; padding-bottom: 5px; padding-left: 5px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-color: rgb(238, 238, 238); border-right-color: rgb(238, 238, 238); border-bottom-color: rgb(238, 238, 238); border-left-color: rgb(238, 238, 238); -webkit-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0976563) 1px 1px 5px; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.0976563) 1px 1px 5px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; "&gt;Um dia, todos descobrimos que nosso pai não é tão poderoso como gostaríamos que fosse para nos proteger do mundo e até da mãe (outra poderosa).  É nesses momentos que imaginamos monstros e super-heróis que vêm, pelo menos na fantasia, regular um mundo carente de autoridades e limites.  Os monstros podem ser muito feios, mas acreditem, suas intenções são das melhores, usamo-los para elaborar nosso desamparo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; "&gt;O problema não são os monstros, e sim pais que, por várias razões, não têm autoridade com os filhos e resolvem terceirizar a face malvada da função que deveriam estar exercendo.  Chamam então o monstro, ou uma figura de autoridade de fora da dupla paterna, para fazer o trabalho que consideram sujo.  A mensagem passada é: “Não sou eu que quer que você se comporte, é outro, eu mesmo não me importo com o que fazes ou deixas de fazer”.  Na verdade, o que realmente assusta uma criança é todo tipo de abandono, é o adulto fraco, distraído ou preguiçoso demais para se ocupar dela.  Quando as coisas chegam a esse ponto, algo não vai bem.  Com os monstros a gente brinca, com a solidão a gente sofre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 11px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt; "&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; "&gt;Texto publicado em: ZERO HORA.  Porto Alegre: Zero Hora, ano 41, 18 jul. 2005.  Meu filho. p.3&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-953339126895062004?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/953339126895062004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=953339126895062004&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/953339126895062004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/953339126895062004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/05/quinta-feira-21-de-abril-de-2011-cada.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Nwt759-YjuY/TayX_tI7NOI/AAAAAAAAAXI/yj79Simg6pg/s72-c/lobo+mau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-4011931344528954680</id><published>2011-05-22T19:04:00.000-07:00</published><updated>2011-05-22T19:26:59.103-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não seria normal uma família portar-se sempre igual, não haver percalços, não haver sobressaltos. Pois a minha também é assim. Nos últimos tempos temos vivido muitas novidades e novidades lindas, como casamento de uma filha e gravidez de outra, formatura de filho, consolidação de carreiras, descobertas íntimas bem promissoras. Por outro lado, enfrentamos crise em emprego, falta de pagamento de salário, mas isso não abala nossa forma de viver que é simples, dizem alguns, simples demais. O difícil é conseguir absorver a velocidade com que as coisas acontecem hoje em dia. Quando nos damos conta, temos alguém mudando-se subitamente para muito longe, começando de novo algo que eu pensava estar estabelecido e sólido. Jamais imaginei que as coisas acontecessem tão rápido e que num piscar de olhos aparecesse um emprego tão maravilhoso e esperado, capaz de arrancar raízes inexoravelmente e levar duas criaturas embora, felizes da vida. Ficamos nós aqui, comemorando a conquista, aguardando com ansiedade cada email, cada telefonema, cada recadinho, cada espiada através da rede e, felicidade das felicidades, cada visita. Sinto pena dos que vão e perdem o crescimento da sobrinha tão amada e do sobrinho que ainda não nasceu, mas fico feliz por poder ter tanto orgulho das conquistas que animam a vida dos nossos filhos, filhas, genros e noras. O Mingo e eu temos a função de manter um cantinho quente e aconchegante para cada um que quiser reabastecer suas baterias humanas e isso nós fazemos bem. Acho!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-4011931344528954680?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/4011931344528954680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=4011931344528954680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4011931344528954680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4011931344528954680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/05/nao-seria-normal-uma-familia-portar-se.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-2437601978316008938</id><published>2011-05-06T13:35:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T13:36:09.269-07:00</updated><title type='text'>http://www.youtube.com/watch?v=bVWphLBK1Qs</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-2437601978316008938?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/2437601978316008938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=2437601978316008938&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/2437601978316008938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/2437601978316008938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/05/httpwwwyoutubecomwatchvbvwphlbk1qs.html' title='http://www.youtube.com/watch?v=bVWphLBK1Qs'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-6529572798237537221</id><published>2011-04-29T16:08:00.000-07:00</published><updated>2011-04-29T16:09:04.060-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Você não pode tocar em mim.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Visitei uma escola ontem onde presenciei algo que me chocou. Uma professora foi torturada durante três períodos de aula, por uma aluna munida de uma câmara fotográfica. A provocação de que a professora foi alvo, remeteu-me imediatamente ao caso do professor acusado de agredir uma aluna, nesta semana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O relato pungente do professor em uma entrevista deu-nos conta de que também foi provocado à exaustão, até tomar a atitude de conter – uma atitude normal – à pessoa que perturbava sem parar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Questionei a direção da escola sobre que atitude deveria ser tomada para restabelecer a autoridade, o que rendeu uns belos minutos de ponderações e, principalmente, de queixas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Uma discussão dessas fatalmente vai parar no Estatuto da Criança e do Adolescente, o que me causa estranhamento, por entender que a Lei ainda não foi bem entendida em sua dimensão filosófica. Ainda se pensa que os adultos estão à mercê da sanha de crianças, pois ficam sem as mínimas condições de exercerem autoridade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Lembro-me sempre dos pais com quem convivo nos trabalhos voluntários, sedentos de entender o fenômeno de ver as crianças serem consideradas cidadãs. Ouvi muitos pais assustados, até mesmo revoltados, falando a seus filhos que o Estado havia-lhes usurpado os mecanismos para educá-los e que daí pra frente os filhos é que mandariam &lt;st1:personname productid="em casa. Essa" st="on"&gt;em casa.  Essa&lt;/st1:personname&gt; concepção percebi também por parte de professores, a ponto de se tornar senso comum.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;É evidente que a aluna da escola que visitei estava copiando o que havia visto na mídia. É evidente que as atitudes dela podem ser caracterizadas como abuso moral contra sua professora. É evidente que a professora estava sendo premeditadamente torturada. O que ela dizia, ilustra o senso comum: “Você não pode tocar em mim!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nós adultos somos capazes de reconhecer quando uma criança está fazendo birra, quando está com muita raiva, quando está fora de si, quando está fora de controle. Todos nós temos obrigação de conter atitudes violentas. Segurar uma criança não é uma atitude violenta, mas está prevenindo outras atitudes violentas. Será que isso caiu em desuso e ficamos inertes diante de alguém que foi ensinado que está com todos os poderes e pode aprontar o que quiser? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Devemos crer que os Conselheiros Tutelares, que os Promotores, que os Juízes, que os gestores tenham cérebro, que tenham inteligência suficiente para discernir entre o que é violência e o que é uma atitude amorosa de contenção de atitudes aberrantes. Bullying – palavra moderna – não acontece só entre iguais e foi isso que aconteceu com os dois professores. Sempre que algo se encaminha para a violência, para a falta de respeito, parta de quem partir, deve ser contido, parado na hora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Solidarizo-me com os professores e com as professoras, também com os meninos e meninas que, equivocados, tomam atitudes erradamente aprendidas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-6529572798237537221?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/6529572798237537221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=6529572798237537221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6529572798237537221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6529572798237537221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/04/voce-nao-pode-tocar-em-mim.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7740731835824030206</id><published>2011-04-28T17:37:00.001-07:00</published><updated>2011-04-28T17:45:32.496-07:00</updated><title type='text'>Texto publicado na Revista Somando da Rádio Planalto</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;address class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; "&gt;Família, promotora de desenvolvimento:&lt;/address&gt;&lt;address class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm; "&gt;Estamos acostumados com índices que aferem o desenvolvimento. O PIB (Produto Interno Bruto) pode ser comparado ao PNB (Produto Nacional Bruto) o que dá uma visão acerca das riquezas e do prestígio que algumas nações têm em comparação a outras. O prêmio Nobel Samuelsen criou o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), capaz de medir se está sendo realizada a Justiça Social. Percebe-se que, de tão preocupados com o PIB e o PNB, subestima-se o IDH, um índice que só será satisfatório se cuidarmos devidamente das famílias.&lt;/address&gt;&lt;address class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm; "&gt;Segundo Maturana, o futuro da humanidade não são as crianças, mas os adultos que cuidam das crianças. Portanto, não cuidar dos pais significa colocar em risco nossa condição humana.&lt;/address&gt;&lt;address class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm; "&gt;Sabendo da importância de capacitar os pais para que cuidem do desenvolvimento sadio de seus filhos é que nasceu a Escola de Pais do Brasil, em 1963. Ela começou em São Paulo, por um grupo de voluntários – forma de atuação ainda em vigor – que perceberam a aceleração das mudanças em curso em todos os níveis, o que provocava uma grave deterioração nas relações familiares.&lt;/address&gt;&lt;address class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm; "&gt;A Escola de Pais do Brasil tem caráter preventivo, pois reforça a família, conscientiza sobre paternidade e maternidade responsáveis, prepara para um mundo em constante mudança e transmite conhecimentos básicos de psicopedagogia e de técnicas educativas que ajudam a reformular conceitos e melhoram a convivência entre pais e filhos. Ela faz isso de forma sistemática, com uma metodologia que privilegia o debate, permitindo que os pais encontrem soluções criativas e inteligentes para a sua família, que não é igual a nenhuma outra. Para tanto, contamos com um temário que é desenvolvido por um período de 10 semanas, uma vez por semana, por uma hora e meia. Desenvolvemos em nossos ciclos de debates os seguintes assuntos: 1) Educação no Mundo Atual; 2) Amor e Segurança – alicerces para um desenvolvimento sadio; 3) Mãe, Esposa e Mulher – sua atualidade; 4) O Pai e o exercício da paternidade; 5) A maturidade dos pais na vivência familiar; 6) Ação Educativa na infância, meninice e pré-adolescência; 7) Dificuldades para se educar; 8) Ação Educativa na Adolescência; 9) Sexualidade Humana; e, 10) Como marco o mundo com a minha presença.&lt;/address&gt;&lt;address class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm; "&gt;Atuamos principalmente em escolas, mas também podemos atender outras instituições onde haja pais e responsáveis por crianças e adolescentes.&lt;/address&gt;&lt;address class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm; "&gt;Ao longo desses anos de trabalho com as famílias, percebemos que a confusão e a falta de parâmetros seguros para o cuidado com as crianças e adolescentes não se constituem privilégio de nenhuma classe em especial, mas é uma insegurança generalizada, fazendo com que muitas famílias, impotentes, terceirizassem a educação dos filhos. A maior queixa dos professores, tanto nas escolas públicas quanto nas escolas privadas, é a de que muitos pais desistiram de educar seus filhos e tentam passar para a escola esta atribuição, que, sabe-se, é intransferível. Percebemos também que os pais acolhidos em um ciclo de debates de Escola de Pais, quando ouvidos com atenção e respeito, quando contam com a empatia de outros pais, desaprendem métodos educativos inadequados para se apropriarem de outros, adequados àquelas crianças que são suas e que devem ser amadas e respeitadas, tomando para si o que compreendem ser a tarefa mais importante de suas vidas. Percebemos, pelo relato dos professores, que pais bem cuidados em suas necessidades de diálogo e troca de idéias, têm filhos que percebem o outro em suas relações, aprendem melhor e são mais felizes.&lt;/address&gt;&lt;address class="western" style="text-align: justify; margin-bottom: 0cm; "&gt;Sueli e Domingos Frosi - Delegados Regionais da Escola de Pais do Brasil seccional de Passo Fundo, RS&lt;/address&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7740731835824030206?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7740731835824030206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7740731835824030206&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7740731835824030206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7740731835824030206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/04/familia-promotora-de-desenvolvimento.html' title='Texto publicado na Revista Somando da Rádio Planalto'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-6636912838511827616</id><published>2011-04-27T11:00:00.001-07:00</published><updated>2011-04-27T11:02:18.866-07:00</updated><title type='text'>Casamento II</title><content type='html'>Veja as fotos: www.roreitz.com.br &lt;div&gt;no site - Flávia e Paulo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-6636912838511827616?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/6636912838511827616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=6636912838511827616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6636912838511827616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6636912838511827616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/04/casamento-ii.html' title='Casamento II'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-1877698449495967710</id><published>2011-04-26T09:33:00.000-07:00</published><updated>2011-04-26T16:46:06.911-07:00</updated><title type='text'>Casamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Flávia e Paulo casaram-se de forma informal, porém da forma mais linda que alguém poderia se casar. Foi uma festa de amor e significado. Houve dois momentos mágicos e solenes: o momento oriental deu-se com a Cerimônia do Chá, quando a Flávia serviu chá aos dois pais e Paulo serviu-o às duas mães. O momento ocidental teve como mestre de cerimônias Paulo Coelho - não aquele dos livros - mas um amigo muito querido dos noivos,   onde não faltaram músicas maravilhosas e citações de Nietzsche. Coube-me a fala que reproduzo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;"É com muito carinho que agradecemos a presença de tantas pessoas amigas, que a partir de hoje, tornam-se testemunhas do casamento da Flávia e do Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saudamos também, com especial reverência aos pais do Paulo, Ling e Ana que, vindos de Taiwan, cobrem nossa filha de carinho e atenção e recebem-na em sua família como a uma filha. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saudamos aos noivos Flávia e Paulo, protagonistas deste ato de amor e compromisso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Ao ser incumbida da difícil tarefa de falar em ocasião tão importante, pus-me a procurar inspiração principalmente dentro de mim, mas, valho-me de Cecília Meirelles que diz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O Amor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É difícil para os indecisos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;É assustador para os medrosos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Avassalador para os apaixonados!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas, os vencedores no amor são os fortes.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os que sabem o que querem e que querem o que têm!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sonhar um sonho a dois, e nunca desistir da busca de ser feliz, é para poucos!!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Desde nosso primeiro contato com o Paulo, percebemos que algo muito forte estava acontecendo ali, na relação com a Flávia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Tratava-se do nascimento de uma história entre duas pessoas que eu gostaria de comparar a duas árvores perenes - o carvalho e o cipreste, tal a força das duas personalidades incomuns que haviam se encontrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;A nossa filha Flávia, desde pequena, mostrou-nos o paradoxo da aparência suave e frágil e a tenacidade de alguém capaz de prender a respiração para protestar, alguém que gaguejou até quando quis e falou uma linguagem ininteligível até o primeiro dia de aula. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Em meio a uma família grande, ela se fez notar pela doçura e pela inteligência; pelo carinho com todos e pela bravura com que defendia suas idéias; pela delicadeza com que se preparava para o futuro e pela tenacidade de luta em busca do que acreditava ser importante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Pois essa mulher tão linda, tão aparentemente frágil, tem como marca pessoal a busca pela liberdade. Ela encontrou no Paulo um companheiro tão absurdamente parecido que a figura do cipreste e do carvalho, árvores fortes e perenes, aplica-se perfeitamente. Vejam o que diz Gibran: &lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;b&gt;"... o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro."&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O compromisso de um casamento baseia-se no fato de que duas pessoas passam a viver uma intimidade indevassável, passam a viver momentos únicos, jamais compartilhados com outras pessoas e passam a fazer tudo, para que sua relação dê certo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;O Domingos e eu não temos nada de material para oferecer-te Paulo, mas oferecemos o que de mais caro temos, a nossa família. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queremos oferecer o respeito e o carinho do Ricardo, da Vanusa e da nossa linda Cecília; da Eliza e do Iuri e o menininho que estão esperando; do Cássio e da Angélica que um dia nos darão netos também e do Bruno e da Rocheli, que mantém uma linda história juntos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;O Domingos e eu estamos aqui, assumindo o compromisso de respeitar a liberdade desse lindo casal, de sermos refúgio de carinho e amor, sempre que formos procurados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Nós amamos vocês!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-1877698449495967710?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/1877698449495967710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=1877698449495967710&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1877698449495967710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1877698449495967710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/04/casamento.html' title='Casamento'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8324113738812460043</id><published>2011-04-05T15:35:00.001-07:00</published><updated>2011-04-05T15:57:33.798-07:00</updated><title type='text'>Bairro Valinhos - Escola Sebastião Rocha</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZCbKhRYMtiw/TZueVrCR0lI/AAAAAAAAAPY/FBy4ofqEydk/s1600/Fachada%2BC.S.Rocha.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 227px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZCbKhRYMtiw/TZueVrCR0lI/AAAAAAAAAPY/FBy4ofqEydk/s400/Fachada%2BC.S.Rocha.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5592237457477325394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu marido e eu temos formação em Contabilidade. Fomos colegas de Sebastião Rocha na primeira turma de Ciências Contábeis da UPF e fizemos o último vestibular oral e escrito. Lembro bem do terror que era enfrentar uma banca, onde ficavam sentados vários professores das diversas áreas, esperando por nós vestibulandos e fazendo perguntas do tipo: Fale sobre... Não tivemos chance de chutar absolutamente nada, já que não havia múltipla escolha, nem perguntas objetivas. Tivemos que dissertar sobre história, geografia, fazer redação, interpretação de texto, calcular à frente dos professores e muito mais. Lembro-me da alegria em sermos aprovados, nas passeatas que fazíamos pelas ruas da cidade, no paparico que recebíamos em casa. Nos primeiros dias de aula conhecemos o Sr. Sebastião Rocha, casado e com filhos adultos, uma personalidade marcante, extremamente gentil e que nos conquistou a todos. Ficamos amigos daquele senhor sorridente, cavalheiresco e inteligente além do que poderíamos mensurar à época. Lembro bem das vezes em que frequentou a nossa casa - casei com um dos colegas - para estudar, fato que nos alegrava sobremaneira e nos enriquecia como pessoas. Ficamos também amigos da família, fizemos festas em sua casa o que nos permitiu conhecer a Neusa, hoje figura proeminente na UPF. Era uma menina linda, simpática, que gostava de seus animais de estimação, com quem convivíamos sempre que fomos convidados à sua casa. A esposa do nosso colega Sebastição era uma pessoa doce, corajosa, inteligente e, como traço forte, destemida. Gostamos de conhecer a escola que leva o nome do nosso amigo. Gostamos que a escola seja sede, pelo menos, num primeiro momento, do projeto Justiça Comunitária, do Pronasci. Sei que gostaremos da comunidade, por que, não é possível que um nome como o do nosso amigo, deixe de exercer influência positiva para toda uma comunidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8324113738812460043?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8324113738812460043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8324113738812460043&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8324113738812460043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8324113738812460043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/04/bairro-valinhos-escola-sebastiao-rocha_05.html' title='Bairro Valinhos - Escola Sebastião Rocha'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZCbKhRYMtiw/TZueVrCR0lI/AAAAAAAAAPY/FBy4ofqEydk/s72-c/Fachada%2BC.S.Rocha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-4086597567292110707</id><published>2011-04-01T09:03:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T07:43:55.459-07:00</updated><title type='text'>Justiça Comunitária - Compre essa idéia!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta chamada é a cara do meu amigo Dr. Mauro Gaglietti, que novamente encabeça uma causa que me comove, me mobiliza e me faz acreditar que um novo mundo é possível (gosto disso, mesmo sendo um lugar comum). Participei esta semana da assinatura do convênio entre a Prefeitura Municipal e a IMED, instituição que venceu a licitação para a execução do programa do Pronasci de Justiça Comunitária. A mediação de conflitos é a saída para as demandas de uma comunidade, ao mesmo tempo que capacita pessoas para atuarem como interlocutoras e ouvidoras das dores e das angústias de uma comunidade. Temos uma demanda insolúvel em meu bairro, que é o excesso de barulho causado por música muito alta e latidos de cachorros, fatos que comprometem nossa qualidade de vida. Caso houvesse um núcleo de mediação de conflitos em meu bairro, poderíamos sentar e conversar, meus vizinhos e eu, a fim de encontrarmos uma solução para o que tanto me incomoda. São pequenos conflitos e revezes que comprometem nossa convivência pacífica, tornando nossa vida menos agradável. Na cerimônia de assinatura do convênio, realizada no Bairro Zácchia, pude perceber o envolvimento de tantos voluntários, de tantas instituições, de tantas autoridades envolvidas com a causa da pacificação e da cidadania. De mais significativo, posso ressaltar a presença de um bebê, ora no colo da madrinha, ora no colo do papai e que, à minha tentativa de aproximação, foi tão carinhoso, tão amável que, encostando-se a mim, pude perceber o som de um beijinho. Fiquei parada, pensando em como o carinho dos pais, dos dindos, das pessoas próximas, produzem alguém tão doce e tão próximo da nossa humanidade. Depreendi que, é disso que a humanidade precisa, para que não chegue a vivenciar manifestações violentas que costumamos testemunhar. Quero ressaltar em tempo, que o bebê é afilhado de grandes amigos, grandes pessoas e é filho de pessoas extremamente sensíveis, ou não estariam lá, na solenidade. São fatos como estes que me fazem otimista e esperançosa de que estamos vivendo, plenamente, o futuro que tanto anunciaram para nós, povo brasileiro. Nosso futuro é o nosso presente, gente!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-4086597567292110707?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/4086597567292110707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=4086597567292110707&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4086597567292110707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4086597567292110707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/04/justica-comunitaria-compre-essa-ideia.html' title='Justiça Comunitária - Compre essa idéia!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5738501555580027200</id><published>2011-03-15T07:28:00.000-07:00</published><updated>2011-03-15T07:41:28.798-07:00</updated><title type='text'>Estamos esperando um menino.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Acabei de conversar com meu genro e ele não parava de rir de tão feliz. Ontem, conversei com minha filha, ainda sob impacto, por ter visto que estava grávida de um menino, felicíssima também. Creio que a reação seria a mesma fosse uma menina, embora sejamos sensíveis a algumas coisas que diferenciam-se no quesito gênero. Ao visualizarmos uma menina, vem-nos a imagem da ternura, da delicadeza, de vestidinhos, de babadinhos. No caso de meninos logo pensamos em parceria para futebol, para competições, para um certo atrevimento frente à vida. O que conheço de meninos e meninas, sendo mãe de três meninos e duas meninas, é exatamente o oposto. Usei babadinhos e vestidinhos muito pouco, dado à rebeldia das meninas que sabiam muito bem o que queriam e não se curvaram ao que eu gostava, mas conseguiram impor seus gostos, amores e cores. Foram super parceiras do pai, torceram pelo inter como ele e foram absolutamente moleques quando pequenas. Quanto aos meninos, a ternura e a delicadeza no trato com as pessoas sempre foram a tônica de comportamento. Vi neles, logo que começaram a manifestar sua índole, que eu tratava de criar cavalheiros sensíveis. Acho que fomos bem sucedidos em nosso afã de criar verdadeiros cidadãos, na medida em que percebemos o respeito com que tratam de tudo e de todos, todos eles. Creio que não temos que seguir esteriótipos e, no caso meu neto, só espero que seja uma pessoa muito legal, assim como a Cecília já está mostrando ser. Sou uma avó feliz, uma mãe feliz, uma esposa feliz e uma cidadã feliz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5738501555580027200?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5738501555580027200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5738501555580027200&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5738501555580027200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5738501555580027200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/03/estamos-esperando-um-menino.html' title='Estamos esperando um menino.'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7785606512252414292</id><published>2011-03-12T17:21:00.001-08:00</published><updated>2011-03-17T18:16:20.781-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para que escrever?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Há pessoas para as quais uma folha em branco é uma tortura, para outras, é um desafio e para outras ainda, um prazer indescritível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Shoppenhauer em seu livro A Arte de Escrever fala-nos a respeito de emitirmos nossas próprias idéias, abstendo-nos de só nos apropriarmos das idéias dos outros. Isso dá muito o que pensar em tempos de Google, em tempos em que o conhecimento está logo ali, ao alcance por um clique.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Em conversas com professores ouvimos as queixas de que os alunos copiam, sendo que alguns desses professores lançam mão do recurso de não receber trabalhos digitados, mas escritos à mão, garantindo assim que, ao invés do CTRLc e CTRL v, eles ao menos leiam e escrevam o conteúdo do trabalho.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mesmo reconhecendo o avanço que a internet nos proporciona, sabemos também, que ler e escrever são ferramentas que nos levam adiante com muito mais qualidade, com capacidade de criar, de ter senso crítico, de ter idéias próprias, a ponto de conseguirmos nos comunicar com o mundo de forma a alimentar com nossa produção esse mundo virtual. O contrário certamente é uma distorção. É claro que devemos lançar mão de sites para usá-los das mais diversas formas e para os mais diversos motivos. O que não podemos fazer é esquecermos que somos pessoas únicas, com idéias inconfundivelmente nossas e é isso que torna tudo tão rico. A subjetividade não pode ser ofuscada, ou melhor, anulada com a cópia, com o plágio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Foi pensando nessas coisas e em muitas outras, que a Academia Passo-Fundense de Letras, lança pela quarta vez, um concurso literário dirigido aos estudantes do ensino médio de todas as escolas da nossa cidade. Trata-se do Concurso Literário RACHEL DE QUEIROZ: A GRANDE DAMA BRASILEIRA DAS LETRAS, que tem por objetivo despertar nos jovens estudantes o prazer pela leitura e o culto à memória dos escritores brasileiros culminando na produção de diferentes gêneros literários, assim como, visa incentivar o fortalecimento e a expansão da cultura.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;A Academia, assim, cumpre sua função social e comunitária. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As escolas de ensino médio receberão o projeto e o regulamento nos próximos dias, para que possam preparar com qualidade seus estudantes para a participação neste importante concurso. A premiação dos trabalhos de maior destaque será um livro produzido a partir de suas contribuições, lançado na Academia, na Jornada Nacional de Literatura e na Feira do Livro, quando terão oportunidade de autografá-lo e apresentá-lo às suas famílias, aos amigos e à comunidade passo-fundense. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Esperamos receber muitas contribuições inéditas, criativas, bonitas, para que possamos proporcionar à nossa sociedade mais uma obra, dessa vez, produzida por jovens, que figurará com destaque em nossas bibliotecas. Queremos ver alegria e orgulho genuínos, não só por parte dos autores, mas da nossa parte também, que acreditamos que podemos contar com o apoio de todas as pessoas apaixonadas por literatura. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado em Diário da Manhã de 17 de março de 2011&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7785606512252414292?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7785606512252414292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7785606512252414292&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7785606512252414292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7785606512252414292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/03/para-que-escrever-ha-pessoas-para-as.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-4894135021119920978</id><published>2011-03-07T19:13:00.001-08:00</published><updated>2011-03-18T19:05:06.806-07:00</updated><title type='text'>Academia de Letras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-z8IXIou6I6U/TYQPQ4NHVRI/AAAAAAAAAPQ/fHzeWk563i4/s1600/foto%2Bpara%2Bo%2Bblog-APL.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 303px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-z8IXIou6I6U/TYQPQ4NHVRI/AAAAAAAAAPQ/fHzeWk563i4/s400/foto%2Bpara%2Bo%2Bblog-APL.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585606220485973266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt; text-align:center;line-height:150%;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;ACADEMIA PASSO-FUNDENSE DE LETRAS&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt; text-align:center;line-height:150%;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;Fundada em 07 de Abril de 1938&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt; text-align:center;line-height:150%;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;Sede própria – Avenida Brasil Oeste, 792&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt; text-align:center;line-height:150%;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;99010-100 – &lt;st1:city st="on"&gt;&lt;st1:place st="on"&gt;Passo   Fundo&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt; – RS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt; text-align:center;line-height:150%;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt; text-align:center;line-height:150%;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;PROJETO LITERÁRIO DA ACADEMIA PASSO-FUNDENSE DE LETRAS - 2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt; text-align:center;line-height:150%;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;DESTINADO AOS ALUNOS DE ENSINO MÉDIO DAS ESCOLAS DE &lt;st1:city st="on"&gt;&lt;st1:place st="on"&gt;PASSO FUNDO&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: 150%;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;line-height: 150%;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt; line-height:150%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:15.0pt;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;1- TÍTULO &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:15.0pt;mso-pagination:widow-orphan"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size:12.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Concurso Literário: &lt;u&gt;“RACHEL DE QUEIROZ: A GRANDE DAMA BRASILEIRA DAS LETRAS”&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;REGULAMENTO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;CAPÍTULO I – SOBRE A PROMOÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Artigo 1 – O Projeto Literário destina-se a incentivar a leitura e a correta utilização da língua portuguesa, baseando-se na vasta produção literária de Rachel de Queiroz, assim como cumprir a missão comunitária e social que a Academia Passo-Fundense de Letras tem com a comunidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Parágrafo Único - O Projeto visa também, conhecer o talento, a criatividade e o gosto pela leitura, do público alvo: os estudantes do ensino médio da nossa cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;CAPÍTULO II – SOBRE OS OBJETIVOS &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Artigo 2 – Despertar nos estudantes do ensino médio de Passo Fundo, o prazer pela leitura e o culto à memória dos escritores brasileiros culminando na produção de diferentes gêneros literários.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Parágrafo Único – Provocar a aproximação da comunidade escolar com a Academia Passo-Fundense de Letras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;CAPÍTULO III – SOBRE O PÚBLICO ALVO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Artigo 3 – O concurso literário destina-se aos estudantes do ensino médio das escola públicas e particulares de Passo Fundo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;CAPÍTULO III – SOBRE A MODALIDADE DOS TRABALHOS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Artigo 4 – Serão aceitos e avaliados os textos inéditos, produzidos em no mínimo duas laudas e no máximo quatro laudas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Parágrafo único – Os textos poderão ser: a) resenhas das principais obras da autora; releitura poética de qualquer gênero das obras da autora; e, textos criativos relacionados à vida e à obra da autora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;CAPITULO IV – SOBRE A REALIZAÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Artigo 4 – O concurso terá as seguintes etapas: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:53.25pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 53.25pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;a)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;– Cabendo à APL – apresentar o projeto a todas as escolas de ensino médio; avaliar, selecionar e publicar os trabalhos encaminhados pelas escolas, destacando os 10 mais bem elaborados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:53.25pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 53.25pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;b)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;– Cabendo às Escolas – incluir o Projeto Concurso Literário – Rachel de Queiroz – Dama Brasileira das Letras – no seu plano político pedagógico; divulgar e incentivar todos os alunos a participar do projeto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:53.25pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 53.25pt"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;c)&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;– Cabendo aos Professores de Língua Portuguesa e Literatura e Redação – aplicar o projeto no decorrer das aulas do primeiro semestre de 2011; preparar os alunos para a produção de resenhas, prosa e releitura poética a partir das obras de Rachel de Queiroz; avaliar os trabalhos dos três níveis do ensino médio, e enviar os de maior destaque à APL dentro do prazo previsto no cronograma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;CAPÍTULO V – SOBRE A PREMIAÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Artigo 5 – Para todos os alunos destacados pela escola: diploma de menção honrosa e um exemplar do livro com a coletânea dos dez textos que mais se destacaram; aos dez trabalhos de maior destaque: menção honrosa e 5 exemplares da coletânea, assim como espaço para sessão de autógrafos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;CAPÍTULO VI – SOBRE A COMISSÃO JULGADORA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Artigo 6 – A comissão julgadora será composta por membros da Academia Passo-Fundense de Letras e por pessoas da sociedade aptas para a tarefa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-4894135021119920978?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/4894135021119920978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=4894135021119920978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4894135021119920978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4894135021119920978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/03/academia-de-letras.html' title='Academia de Letras'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-z8IXIou6I6U/TYQPQ4NHVRI/AAAAAAAAAPQ/fHzeWk563i4/s72-c/foto%2Bpara%2Bo%2Bblog-APL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5666493065023389815</id><published>2011-02-17T09:59:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T10:00:34.840-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como assim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quem tem filhos há de entender o que aconteceu comigo, pois, acredito, acontece na maioria das famílias. Sabe aquela brincadeira de crianças, em que um “galo” da vez, passa a torturar o irmão, agarrando, imobilizando, enquanto o outro grita “não”? E no outro dia, troca a vítima e o galo é o outro? Pois isso me incomodava e eu perguntava: Em que tom de voz uma pessoa tem que dizer não e o outro ouvir e atender? Um não, nesse caso, deve ser uma ordem e não deveria ter que ser repetida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nem sempre fui ouvida, mas, acredito, ficou o germem do que eu pretendia dentro da consciência deles. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ao acompanhar a estapafúrdia polêmica acerca do barulho nos postos de gasolina e lendo o manifesto da minha amiga Doli do Posto Esso Morom, pus-me a pensar sobre o comportamento ético que deveria nortear o comportamento das pessoas. Perguntei-me: em que tom de voz o povo, os moradores, os idosos, os doentes, as crianças, os clientes do posto, têm que dizer “não” à baderna e à falta de respeito? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Que direito alguns têm de perturbar e de desrespeitar o direito assegurado pela lei e pela civilidade? Que retrocesso civilizatório é esse, em que pessoas se atrevem a um comportamento tão danoso? Como as pessoas prejudicadas podem manifestar seu repúdio, para serem ouvidas e atendidas em suas justas reivindicações? O que falta para que seja permitido aos cidadãos e cidadãs de dormir, descansar, tomar chimarrão na sacada, conversar com os filhos sem que os nervos estejam à flor da pele? Como é possível viver sadiamente em um clima tão agressivo e desrespeitoso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quero me solidarizar com os moradores, com a minha amiga Doli, tão bem representado pelo também meu amigo Dr. Otávio, pois moro em um bairro onde não acontece nada disso que comentei, porém somos torturados dioturnamente por som alto, com músicas das quais não gostamos e ouvimos latidos de muitos cães, cães demais, o que está comprometendo nossa qualidade de vida. Não conseguimos ler, conversar, descansar em algumas horas do dia, principalmente aos finais de semana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Temo que o barulho esteja encobrindo a falta de objetivos, a falta de educação, a falta de respeito, a falta de que alguém dissesse aos barulhentos as coisas simples que os pais têm a obrigação de dizer aos filhos. Não há necessidade de diplomas para dizer essas coisas simples, basta que a gente se importe e saiba olhar para os pequenos e ver neles grandes pessoas, pessoas que merecem bons exemplos e chances de desenvolvimento humano. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5666493065023389815?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5666493065023389815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5666493065023389815&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5666493065023389815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5666493065023389815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/02/como-assim-quem-tem-filhos-ha-de.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8976304313650265759</id><published>2011-02-04T04:29:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T04:30:16.889-08:00</updated><title type='text'>Olha o que encontrei!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; border-collapse: collapse; "&gt;&lt;h1&gt;Cães e gostos&lt;/h1&gt;&lt;h2&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; "&gt;&lt;table&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; "&gt;&lt;a href="http://multimidia.radioguaiba.com.br/thumb.aspx?Caminho=multimidia/2011/02/04/146286.JPG&amp;amp;Tamanho=480&amp;amp;HW=1" target="_blank" style="color: rgb(0, 0, 204); "&gt;&lt;img title=" Crédito: ARTE PEDRO LOBO" alt="" /&gt;&lt;b&gt;Crédito: &lt;/b&gt; ARTE PEDRO LOBO" src="http://multimidia.radioguaiba.com.br/thumb.aspx?Caminho=multimidia/2011/02/04/146286.JPG&amp;amp;Tamanho=250&amp;amp;HW=2" rel="&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Crédito: &lt;/b&gt; ARTE PEDRO LOBO"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Crédito: &lt;/b&gt;ARTE PEDRO LOBO&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; font-family: arial, sans-serif; "&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p&gt;Em Santa Catarina, um Pit Bull quase arrancou as mãos da irmã de um amigo meu. Vou provocar latidos, rosnados e ataques. Eu odeio Pit Bull. É um bicho horrendo, com uma cara pavorosa, agressiva e assustadora. Não consigo entender o que pode levar alguém a ter um animal tão hediondo. Volta e meia, um Pit Bull mata uma criança. Os defensores da raça saem a campo para dizer que a culpa foi dos seres humanos, pois o bichinho seria por natureza "dócil, leal e equilibrado". Duvido. Sou traumatizado com cachorros. Na infância, fui mordido várias vezes. Eu tinha de ir todas as manhãs a uma casa onde morava um buldogue. Eu tinha horror daquele monstro, que saltava em cima de mim todos os dias. O dono sempre me dizia indiferente ao meu pânico: "É só não mostrar medo que ele é doce, amigo e brincalhão". Uma ova. Eu morria de medo, ele pressentia e me atacava sem piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi gente juntando cocô de Pit Bull na rua, pegando aquilo tudo com a mão dentro de um saco plástico. Eu prefiro passar uma temporada no presídio central a sofrer uma tortura como essa. Segundo um dono de Pit Bull que conheci, a culpa pela má imagem dessas feras é da mídia. Para mim, a humanidade está perdendo definitivamente os pinos. Vejo gente beijando cachorro na boca, carregando cachorro em carrinho de criança, vestindo cachorro com roupinha de nenê e chamando cachorro de meu bem. Eu, hein! Nada tenho, em geral, contra os cachorros. Cachorra eu até entendo. Tive um cachorro, quando adolescente, o Lobo. Era um lindo vira-lata baio. Só gosto de vira-latas. É questão de identificação. Já tem gente defendendo até que o homem deve ser visto como o melhor amigo do cão. Por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O politicamente correto antiespecismo permite que se fale mal do vizinho - sendo que cada um quase sempre tem mil razões para falar mal do vizinho, menos eu -, mas não do cachorro dele. Dizem que é uma questão de ética. Sou contra maltratar animais. Nem por isso acho bonito andar por aí com um monstrengo sempre prestes a tentar engolir alguém. Vou confessar, pronto: quando vejo uma mulher chamar um cachorro de meu filhinho, numa boa, eu me retiro. Se um dia eu voltar a morar numa casa, terei um cachorro. No pátio. A sua obrigação será nunca assustar alguém e jamais pôr uma pata dentro de casa. Sei que tem cachorro limpinho, até mais cheiroso do que muita gente, mas não me acostumo. Sou de Palomas. Lá, quando cachorro entrava na casa, a gente gritava: "Sai pra lá cachorro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou grosso. Represento a "era Dunga" do jornalismo. Misturo Beethoven com José Mendes e Gildo de Freitas. Cachorro comigo é do lado de fora. A frescura canina está passando de todos os limites imagináveis. Tem gente que não pode viajar nas férias por não ter com quem deixar o cachorro. Em Paris, já pisei em muito cocô de cachorro. Meu trauma só aumentou. Essa obsessão por cachorros é pura transferência de energia afetiva represada. Carência. Crianças dão mais trabalho e, depois de certa idade, perde-se o controle sobre elas, que podem acabar no crack. Estou exagerando? Claro. Eu sempre exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Juremir Machado da Silva | &lt;a href="mailto:juremir@correiodopovo.com.br" target="_blank" style="color: rgb(0, 0, 204); "&gt;juremir@correiodopovo.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8976304313650265759?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8976304313650265759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8976304313650265759&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8976304313650265759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8976304313650265759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/02/olha-o-que-encontrei.html' title='Olha o que encontrei!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-3890932935962668217</id><published>2011-01-27T16:29:00.000-08:00</published><updated>2011-01-27T16:30:45.002-08:00</updated><title type='text'>Este artigo foi publicado no jornal Diário da Manhã de sábado e domingo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;LIMITES&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Francisco Carlos dos Santos Filho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Psicanalista&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;franciscocsantosf@hotmail.com&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semana passada Sueli Frosi – que além de leitora afetuosa e atenta é também uma&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;incansável batalhadora nas questões que envolvem pais e filhos em seu trabalho com a Escola&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;de Pais do Brasil – me escreveu sobre a coluna que foi publicada aqui e que tratava daqueles&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pais que não funcionam como exemplo, mas como o limite de seus filhos. Além disso,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;comentou que não suporta mais ouvir falar em “limites”, e que o colega psicanalista Contardo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calligaris comenta em seu blog que os pais estão aí para empurrar os filhos adiante, frente às&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;tantas situações da vida em que poderiam querer “amarelar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois muito bem, Cara Sueli, eu também já não agüento mais ouvir lugares comuns&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;sobre esses tais “limites”: “As crianças precisam de limites”; “os jovens precisam de limites&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para saber o que é certo e o que é errado”; “a função dos pais é dar limites“; “existem tantos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;problemas na escola e na vida porque os pais não dão limites aos filhos”, e assim por diante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem, tudo certo, mas vamos cuidar com o lugar-comum que está embutido em todas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;essas manifestações e que as transformam de enunciados corretos em frases vazias e sem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;força nenhuma de ação, resultando numa falação sem vitalidade que se repete ao infinito,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;enquanto tudo o mais permanece igual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O artigo da semana passada deixou claro um tipo de “limite” muito indesejável, aquele&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;que existe quando os pais, ao invés de serem exemplos, se transformam no limite dos filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso se dá pelo constante desejo e trabalho, ao longo da vida inteira dos filhos, para que sigam&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;os mesmos passos passem pelas mesmas coisas que seus pais, para que sejam do mesmo jeito&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e façam aquilo que o pai ou a mãe anteriormente fizeram. Isso não se diz, isso está dado pelo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;exemplo e o filho, vendo como são os pais, deseja ser assim também; o problema é quando a&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vida dos pais passa de exemplo a teto, fechando o horizonte e impedindo o investimento&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;fundamental de empurrar à frente, como dizia o Contardo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um pai não pode dar limite a uma criança; uma pessoa não pode ensinar à outra&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ensinar qual é o limite de si própria: um pai pode enunciar para o filho – e isso precisa estar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;presente desde sempre, e sem uma intencionalidade prévia, simplesmente porque é assim que&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;se faz e assim que se vive – o seu próprio limite. O que quero dizer é que, quando enunciamos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;ao outro onde está a fronteira, a linha que ele não pode cruzar, onde estão as suas bordas e&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;as nossas bordas, em que ponto e em que medida sua ação e suas vontades violam a minha&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;fronteira e invadem meu espaço, estamos anunciando ao outro qual é o nosso próprio limite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desenhar nitidamente a minha fronteira serve para ensinar a diferença entre o&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu e o outro e outorgar-lhe a noção de alteridade, de que não é tudo e nem é único nesse&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;mundo, mas que eu também existo e que não sou uma parte sua. Esse processo fundamental&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;é estabelecido desde o primeiro dia de vida, ganhando formatos diferentes nos distintos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;momentos e capacidades de compreensão da criança. O limite inicialmente não está&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;na criança, está no outro; na medida em que a noção de que o outro existe se inscreve&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;dentro dela, se estampa em sua alma, aí então é que a semente para o respeito, a ética, e&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;a consideração amorosa pelo outro está semeada. Se isso não aconteceu, não adianta “dar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;limites”, porque é falar no vazio, plantar em terra infértil, ainda mais porque, se o pai e a mãe&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não trouxeram dentro se si essa mesma semente, não fizerem o que acabei de referir e sua&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;fala ao dar “limites” ao filho será um discurso desabitado de um sujeito que sente aquilo que&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;diz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-3890932935962668217?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/3890932935962668217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=3890932935962668217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3890932935962668217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3890932935962668217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/01/este-artigo-foi-publicado-no-jornal.html' title='Este artigo foi publicado no jornal Diário da Manhã de sábado e domingo.'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7335289828107131040</id><published>2011-01-12T12:35:00.000-08:00</published><updated>2011-01-12T13:05:06.681-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que estou grávida. Isto quer dizer que estou prenhe, plena, o que coincide com o que estou sentindo, depois de saber que serei vovó de novo. É estranho o sentimento de saber-se mãe de uma filha grávida. É um misto de alegria, de temor, de compartilhamento, sei lá. Saber que minha filha sentirá tudo o que senti, tudo o que vivi por tantas vezes, faz-nos, a mim e a ela, penso, algo parecido com cúmplices. Aquelas coisas de mãe, que a gente não consegue explicar, por mais que se tente, agora será compreendido, será perdoado, será mais um ponto de união. Filhos não trazem só alegrias, sei, trazem medo, angústia, ansiedade, fazem de nós fêmeas furiosas ao primeiro sinal de perigo. Filhos trazem consigo cheiros, sentimentos conflitantes, quando ora amamos, ora odiamos a condição de escravas daquele bebê tão exigente, tão dependente, mas tão cheiroso e macio. Às vezes temos a sensação de não vivermos mais nossa própria vida, para depois compreendermos que agora sim estamos vivendo, que nunca mais seremos o que éramos e que ninguém tem licença para mudar nossa condição de mãe daquela criança. Sofremos com os afastamentos, mesmo os festivos, mesmo os necessários, pois temos a certeza de que são parte de nós, para logo compreendermos que estão se desprendendo, com desenvoltura, adotando o papai como parceiro, a vovó como confidente, os amigos e amigas como parte da vida deles. Compreender que os filhos não são nossos, é tarefa mais difícil do que ensinar a usar o banheiro, que largar do bico, que ter hábitos de higiene, que tratar com respeito a todas as pessoas. E é por largarem de nós, que tornam-se, eles próprios, pais de outras crianças, a quem vamos amar de forma desmedida, destemida e larga, muito larga. Estou absolutamente comovida, a ponto de não poder olhar pra minha filha grávida, sem chorar. Obrigada, minha filha! Obrigada meu genro, por cuidar tão bem daquela que eu já pensei ser só minha e que agora está confiada a ti, mesmo que ela tenha passado a vida mostrando ser dona do próprio nariz. Como somos gente, necessitamos viver em grupo e como somos mamíferos, necessitamos viver em ninho. Sei que vocês estão preparando um ninho muito acolhedor pra esse bebê, que será lindo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7335289828107131040?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7335289828107131040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7335289828107131040&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7335289828107131040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7335289828107131040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2011/01/acho-que-estou-gravida.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-3948090464609177975</id><published>2010-12-29T03:41:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T03:49:48.285-08:00</updated><title type='text'>Ressaca pós Natal!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltar ao normal depois do Natal é guardar travesseiros, lençóis e toalhas e procurar o cheiro dos amores pelos cantos da casa. Ressaca de Natal é dar tratos à bola sobre o que fazer com tanta fruta, tanto panetone e tanta bolachinha que sobraram. É saber que vai começar tudo de novo daqui a uns dias, só que com mais intensidade. Amo o Ano Novo, pena que os filhos prefiram algo mais pagão, que é ficar longe de nós e festejar por conta própria. Bem, como também somos pagãos, vamos comemorar muito, mesmo que longe deles, mesmo que fiquemos procurando os cheiros de uns e outros pela casa, ansiosos por sentir de novo todos os abraços, beijos, bagunça, camas reviradas, papéis de presente jogados por todos os lados. Que venha a Dilma, que venha 2011, que venham as surpresas e desafios. Estamos firmes e fortes pra mais um ano de felicidade, coisa que eu quero pra todos, mas pra todos, até para aqueles dos quais não gosto atualmente, que são poucos. A eles eu gostaria de dizer que não me fazem falta, por que me fazem mal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-3948090464609177975?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/3948090464609177975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=3948090464609177975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3948090464609177975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3948090464609177975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/12/ressaca-pos-natal.html' title='Ressaca pós Natal!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-6117178132566892452</id><published>2010-12-23T04:49:00.001-08:00</published><updated>2010-12-23T04:49:47.103-08:00</updated><title type='text'>Leiam, por favor! Contardo Calligaris, de novo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/12/quem-nao-acredita-em-papai-noel.html"&gt;http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/12/quem-nao-acredita-em-papai-noel.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-6117178132566892452?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/6117178132566892452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=6117178132566892452&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6117178132566892452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6117178132566892452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/12/leiam-por-favor-contardo-calligaris-de.html' title='Leiam, por favor! Contardo Calligaris, de novo!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8731916712537693573</id><published>2010-12-22T06:45:00.001-08:00</published><updated>2010-12-22T06:45:59.796-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Final de Ano&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Como todos os anos, nesta época, temos o cuidado de rever coisas e, acho que aqui no sul, por alguns motivos a mais. Temos que arejar, sacudir as coisas, mostrar o sol a elas, despedindo-nos do inverno.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Foi com este intuito que comecei a empreitada, começando pelos livros. A constatação de que livro pode tornar-se obsoleto me chocou. Dei uma boa olhada na enciclopédia que pagamos em vinte e quatro vezes. Na época as necessidades dos filhos, exigiam que a comprássemos e optamos por ela, em detrimento da compra do telefone, coisa muita cara na época. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Constatei que os muitos volumes estavam realmente usados o que me deixou cheia de orgulho, mas triste por não precisar mais daquela fileira enorme de livros, substituída pelas redes virtuais, que, alimentadas pelo conhecimento de todos, é usada com critério por uns, com leviandade por outros. Cabe a cada um de nós, verificar a seriedade e a base científica das informações que colhemos, mas a informação não cabe mais em prateleiras. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Há bem poucos anos, pensar em me desfazer de livros por não servirem mais, seria considerado uma heresia. Hoje eles foram doados, foram descartados. O buraco na estante ainda guarda a energia das crianças. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O que precisa de ar também são os guardados que não nos servem mais, mas que falam ao coração. Encontrei, cuidadosamente embalada, uma cestinha de páscoa, toda enfeitada, que pertenceu à minha mãe, assim como uma lata verde, onde ela guardava biscoitos. Senti o cheiro dos biscoitos assados dias antes do Natal e pintadas escondido de nós, já que isso era tarefa do Papai Noel. Vieram-me à memória os Natais tão lindos, com presentes tão cuidadosamente escolhidos, com guloseimas cheirosas, feitas &lt;st1:personname productid="em casa. Lembrei" st="on"&gt;em casa. Lembrei&lt;/st1:personname&gt; do calor do forno à lenha, das cucas perfumadas saindo dele e dos almoços nos quais não faltava mistério e uma pontinha de medo do Papai Noel. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mexendo nas coisas lembrei-me de que o dinheiro curto era compensado pelo esforço da minha mãe em costurar nossos vestidos, em engomar guardanapos, em cozinhar deliciosos doces em calda, em enfeitar a casa e no meu pai ensaiando danças conosco, coisa que riscava o soalho brilhante da sala. Lembro também, dos buraquinhos que conseguimos nas taboas do chão, feitos com os taquinhos dos saltos dos sapatos, quando crescemos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mas, esta também é uma época de festas, quando encontramos amigos e numa delas, a Otília, uma amiga muito querida me abraçou e disse: “Feliz Natal, não Feliz Ano Novo, por que Natal é a coisa mais linda do mundo.” Entendi o que ela queria dizer, por que agora, quando já estou velha, o Natal é uma ocasião em que posso olhar para todos os filhos, todos os genros, todas as noras e para minha neta e dizer que tudo valeu a pena, mesmo que tenha que aprender tanto todos os dias, mesmo que tenha que aprender a descartar o que não tem mais serventia, para dar lugar para o novo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Estou abrindo espaço na casa e no coração para tudo o que está por vir, com a mesma disposição com que me dispus a pagar em vinte e quatro meses o que era tão necessário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8731916712537693573?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8731916712537693573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8731916712537693573&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8731916712537693573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8731916712537693573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/12/final-de-ano-como-todos-os-anos-nesta.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7559018357138152936</id><published>2010-12-17T06:10:00.000-08:00</published><updated>2010-12-17T06:16:50.618-08:00</updated><title type='text'>Dr. Warat</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei anos ouvindo falar no Dr. Warat, jurista argentino, através dos meus filhos, sem nunca imaginar que um dia o conheceria. Pois foi através de um café filosófico que conheci essa personalidade única, instigante, de uma grandeza humana sem par e tive oportunidade de frequentar mais dois cafés filosóficos, ali onde era seu habitat, Buenos Aires. Acho que é equivocado dizê-lo argentino, por tratar-se de um reducionismo, coisa que ele odiava. Quero corrigir dizendo que o Dr. Warat era um cidadão do mundo, sem fronteiras, como eram sem fronteiras seu pensamento e ação. Já o mencionei várias vezes neste blog e hoje quero registrar tristemente sua morte. Acho que o desaparecimento dele é inviável, por ter deixado uma obra gigantesca, como é gigantesca a influência que exerceu sobre mim. Tenho outra visão de mundo depois de tê-lo conhecido. Não sei como agradecê-lo, pois agora é tarde. Acho que ele percebeu meu agradecimento pelo olhar de admiração e respeito de que ele foi alvo. Pena...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7559018357138152936?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7559018357138152936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7559018357138152936&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7559018357138152936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7559018357138152936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/12/dr-warat.html' title='Dr. Warat'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-6719548290938232832</id><published>2010-12-16T17:43:00.001-08:00</published><updated>2010-12-16T17:43:32.845-08:00</updated><title type='text'>Vale a pena ler...</title><content type='html'>&lt;a href="http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/12/educar-frustrando.html"&gt;http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/12/educar-frustrando.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-6719548290938232832?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/6719548290938232832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=6719548290938232832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6719548290938232832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6719548290938232832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/12/vale-pena-ler.html' title='Vale a pena ler...'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5650820049694809421</id><published>2010-12-12T09:25:00.001-08:00</published><updated>2010-12-12T09:40:26.609-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou arrumando um armário, com o intuito de organizar o que vai ficando por aqui com a saída dos filhos de casa. Encontrei chapas de raio-x, com denúncias de narizes entupidos por adenóides dos cinco filhos, assim como algumas com lordoses, escolioses, pneumonias etc... tudo em pequena escala,  sem gravidade. Estou guardando livros didáticos de italiano, inglês, francês, espanhol, alemão, milhares de CDs, para o quais não conheço destino, muitos dos quais sem indicação do que são. Sobre Direito, guardo livros, xerox, projetos de monografias, cópias de monografias, quadros de formatura, fotos, o diabo. Adorei encontrar meus cadernos da faculdade de filosofia, folhas, manuscritos, provas, milhares de xerox dos livros de Foucault, uma delícia. Enfim, estou voltando no tempo e pensando no que posso separar e obrigar os filhos a levar para casa, afinal, não tenho tanto espaço assim. Nos interstícios de toda essa produção dos filhos, estão faltando aquelas estrelinhas, aqueles "amei" que vejo nos trabalhos da Cecília, as tentativas de escrever direitinho, mas tenho os cartõezinhos e os bilhetes cheios de amor que fui ganhando ao longo da vida. Aquele armário depois de arrumado conterá o suor, as lágrimas, as dúvidas, os avanços, as conquistas de todos nós, que nos esforçamos por construir uma vida que não foi e não será fácil e justamente por isso foi, é e será tão rica. Vale muito a pena essa retrospectiva que não é melancólica, mas a constatação de que vivemos de verdade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5650820049694809421?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5650820049694809421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5650820049694809421&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5650820049694809421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5650820049694809421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/12/estou-arrumando-um-armario-com-o.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-209413369020147961</id><published>2010-12-10T16:42:00.000-08:00</published><updated>2010-12-10T16:59:27.320-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu corpo teima em não acompanhar minha cabeça. Ando atrapalhada com tantas idéias e as limitações da idade, coisa que, até bem pouco, eu não sentia. Pensei ser exceção, pensei conseguir equilibrar as duas coisas por mais tempo, mas não estou conseguindo. Minha cabeça fervilha, empurra-me ainda em busca de minha utopia. Não creio em qualidade de vida sem objetivos, aquela que busca &lt;i&gt;mens sana in corpore sano, &lt;/i&gt;sem o acompanhamento de idéias, de pesquisa, de investigação, sem ação que busque melhores condições humanas para todos. Isso de fazer ginástica, tomar suplementos alimentares, fazer longas caminhadas, para depois tomar um banho e descansar, me parece um exercício extremamente egoísta. Eu preciso mais, muito mais. Não acredito também que se deva passar a vida lendo loucamente, sem tempo pra pensar e ter idéias próprias, sem compartilhar as construções internas, fruto dos tratos à bola, das leituras, da observação atenta da vida. Penso ser tudo, de cuidadora dos meus afetos à cidadã engajada; de guardiã da minha felicidade à guardiã da felicidade dos que me rodeiam; de mulher simples à mulher que tem os olhos bem abertos para os problemas da minha cidade, único lugar onde posso agir, mesmo atenta aos problemas do mundo. Não quero aceitar as limitações que sinto hoje. Quero acreditar que estou sentindo o cansaço de final de ano, como todo mundo. Deve ser isto...  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-209413369020147961?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/209413369020147961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=209413369020147961&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/209413369020147961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/209413369020147961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/12/meu-corpo-teima-em-nao-acompanhar-minha.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-6530165552976386110</id><published>2010-12-09T04:11:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T04:13:04.227-08:00</updated><title type='text'>Educação dionizíaca</title><content type='html'>Já postei aqui a proposta da Casa Warat, sobre educação dionizíaca. Eis uma postagem que vale a pena ler: &lt;a href="http://luisalbertowarat.blogspot.com/2010/12/al-fim-o-beijodromo-na-unb.html"&gt;http://luisalbertowarat.blogspot.com/2010/12/al-fim-o-beijodromo-na-unb.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-6530165552976386110?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/6530165552976386110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=6530165552976386110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6530165552976386110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6530165552976386110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/12/educacao-dioniziaca.html' title='Educação dionizíaca'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7721447303820402922</id><published>2010-11-25T06:12:00.001-08:00</published><updated>2010-11-25T06:12:45.919-08:00</updated><title type='text'>Olha o que encontrei do Contardo Calligaris - psicanalista</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 19px; "&gt;&lt;h2 class="date-header" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; position: relative; font: normal normal bold 11px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; color: rgb(255, 255, 255); text-transform: uppercase; min-height: 0px; "&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: rgb(0, 0, 0); padding: inherit; letter-spacing: inherit; margin: inherit; "&gt;24 NOVEMBRO 2010&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="date-posts"&gt;&lt;div class="post-outer"&gt;&lt;div class="post hentry" style="position: relative; min-height: 0px; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 25px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;a name="8530188850074854592"&gt;&lt;/a&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="margin-top: 0.75em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; position: relative; font: normal normal normal 22px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; "&gt;&lt;a href="http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/11/coerencia-e-um-valor-moral.html" style="text-decoration: none; color: rgb(0, 0, 0); "&gt;A coerência é um valor moral?&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header" style="line-height: 1.6; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.5em; margin-left: 0px; font-size: 13px; "&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content" style="width: 550px; font-size: 15px; line-height: 1.4; position: relative; "&gt;&lt;span style="font-size: large; "&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="width: 250px; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A coerência é o último refúgio de quem tem pouca fantasia e, talvez, de quem tem pouca coragem&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="2"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;NO FIM de semana retrasado, estive em Olinda, na Fliporto (Feira Literária Internacional de Pernambuco). No sábado, Benjamin Moser, que escreveu uma linda biografia de Clarice Lispector ("Clarice,", Cosac Naify), lembrou que, na famosa entrevista concedida à TV Cultura em 1977, a escritora afirmou que não fizera concessões, não que soubesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moser acrescentou imediatamente que ele não poderia dizer o mesmo. E eis que o público se manifestou com um aplauso caloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez as palmas de admiração fossem pela suposta coerência adamantina de Clarice, que nunca teria feito concessões na vida. Talvez elas se destinassem a Benjamin Moser pela admissão sincera de que ele (como todos nós) não poderia dizer o mesmo que disse Clarice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto faz. Nos dois casos, o pressuposto é o mesmo. Que as palmas fossem pela força de caráter de Clarice ou pela honestidade de Moser ao reconhecer sua própria fraqueza, de qualquer forma, não fazer concessões parecia ser, para os presentes, uma marca de excelência moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta surgiu em mim na hora: será que é mesmo? Posso respeitar a tenacidade corajosa de quem se mantém fiel a suas convicções, mas no que ela difere da teima de quem se esconde atrás dessa fidelidade porque não sabe negociar com quem pensa diferente e com o emaranhado das circunstâncias que mudam? Aplicar princípios e nunca se afastar deles é uma prova de coragem? Ou é a covardice de quem evita se sujar com as nuances da vida concreta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitos outros, se não como todo mundo, cresci pensando que não fazer concessões é uma coisa boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui criado na ideia de que há valores não negociáveis e mais importantes do que a própria vida (dos outros e da gente). Talvez por isso me impressionasse a intransigência dos mártires cristãos (embora eu tivesse uma certa simpatia envergonhada por Pedro renegando Jesus para evitar ser reconhecido e preso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos admirei os bolcheviques por eles serem homens de ferro (a expressão é de Maiakóvski, nada a ver com "Iron Man") e desprezei Karl Kautsky, que Lênin estigmatizou para sempre como "o renegado Kautsky", por ele ter mudado de opinião sobre a Primeira Guerra, sobre a revolução proletária, sobre o bolchevismo etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vingança da história: Lênin se tornou quase ilegível, mas a obra principal de Kautsky, que acaba de ser traduzida, "A Origem do Cristianismo" (Civilização Brasileira), continua crucial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos ao assunto. Hoje, estou mais para Kautsky do que para bolchevique; até porque descobri, desde então, que Mussolini se vangloriava gritando: "Eu me quebro, mas não me dobro". Ele se quebrou mesmo, enquanto eu me dobro e posso renegar ideias minhas que pareçam ser, de repente, inadequadas ao momento (dos outros, do mundo e meu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para trás, descubro (com certo orgulho) que, ao longo da vida, fiz inúmeras concessões, inclusive na hora de escolhas fundamentais. Poucas vezes lamentei não ter sido coerente. Mas muitas vezes lamento não ter sabido fazer as concessões necessárias, por exemplo, na hora de ajustar meu desejo ao desejo de pessoas que amava e de quem, portanto, tive que me afastar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém dirá: espere aí, então a fidelidade a princípios e valores não é uma condição da moralidade?&lt;br /&gt;Estou lendo (vorazmente) "O Ponto de Vista do Outro", de Jurandir Freire Costa (Garamond). O livro é, no mínimo, uma demonstração de que a forma moderna da moral não é o princípio, mas o dilema. E, no dilema, o que importa não é a fidelidade intransigente a valores estabelecidos; no dilema, o que importa é, ao contrário, nossa capacidade de transigir com as situações concretas e com os outros concretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coerência é uma virtude só para quem se orienta por princípios. Para o indivíduo moral, que se orienta (e desorienta) por dilemas, a coerência não é uma virtude, ao contrário, é uma fuga (um tanto covarde) da complexidade concreta. Oscar Wilde, que é um grande fustigador de nossas falsas certezas morais, disse que "a coerência é o último refúgio de quem tem pouca fantasia" e, eu acrescentaria, de quem tem pouca coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta absolver Clarice. Aquela frase da entrevista era, provavelmente, apenas uma reverência retórica a um lugar-comum de nosso moralismo trivial.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7721447303820402922?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7721447303820402922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7721447303820402922&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7721447303820402922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7721447303820402922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/11/olha-o-que-encontrei-do-contardo.html' title='Olha o que encontrei do Contardo Calligaris - psicanalista'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5970625535646290600</id><published>2010-11-20T04:07:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T11:12:55.707-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Boas notícias&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Receber os jornais toda manhã e ter a sensação de caos já é coisa rotineira. Pois nos últimos dias, os jornais locais noticiam coisas muito boas e o caos, parece, está começando a ter contornos mais organizados, pelo menos nas áreas que nos causam maior preocupação: o encaminhamento da nossa sociedade para o cuidado melhor de crianças e adolescentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Vejam só: Cai pela metade o número de internos no CASE; Bombeiro Mirim conquista prêmio estadual; Passo Fundo amanhece com novo sistema de coleta de lixo; &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;58 famílias são beneficiadas com casas construídas no residencial Donária II; Um Computador Por Aluno – novas escolas integram o projeto – (ainda não &lt;st1:personname productid="em Passo Fundo" st="on"&gt;em Passo Fundo&lt;/st1:personname&gt;); Gestação e o Bebê – mais de 50 gestantes e futuros pais dedicaram sete dias de seu tempo para aprender e reaprender sobre os cuidados com a gestação e o bebê; cerca de 80 mil pessoas passaram pela Feira do Livro; lançado o projeto Passo Fundo Natal dos Presépios; SEDEC- Material é entregue para núcleos esportivos nos bairros; UPF – Mostra de Iniciação Científica premia jovens pesquisadores; são alguns destaques da última semana. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;É claro que esse elenco de coisas boas vem acompanhado de relatos de crimes, tempestades de granizo, afogamentos, mas não lembro de ter sorrido tantos dias seguidos de satisfação por ver algumas coisas sendo resolvidas e tantas outras projetadas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A redução nas internações no CASE mostra o cuidado que estamos tendo com a aplicação de penas alternativas para os jovens infratores, assim como com as medidas em meio aberto estão sendo efetivamente acompanhadas e funcionando na região. A internação agora pode ser o último recurso para a recuperação dos adolescentes infratores, o que é uma nova realidade. O melhor de tudo é que a tendência é a reeducação de verdade, pois contamos também com Casa Semiliberdade – lugar para os que ganham progressão para medida de semiliberdade, onde os adolescentes pernoitam e, de dia, podem estudar e aprender, além de poderem visitar a família. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ufa! Quase copiei o que o jornal traz, tal o entusiasmo e a alegria de que sou tomada, por que, como todo mundo, às vezes fico desanimada, por ver tão poucos resultados, apesar de ver tantos esforços, tantos profissionais envolvidos, tantas entidades doando gratuitamente seu tempo e conhecimento, tantas pessoas bem intencionadas que são (como diz a Maria Olinda) iluminadas e prestam serviços que nem podem ser dimensionados de nenhuma forma, tal sua relevância. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Devo destacar também, a visão dos secretários municipais que acolhem sugestões, contribuições e idéias, com o intuito de promover o bem comum. Faço parte de uma instituição composta por voluntários que sabe do que estou falando. Nos últimos anos estamos sendo ouvidos e, melhor, estamos sendo chamados a trabalhar, tanto na SEMCAS, quanto SME, o que acredito, agrega valor ao serviço público. Logo, logo, teremos uma Associação de Voluntários Cidadãos Entusiastas AVOCE, integrada por gente que está louca para contribuir, para que as notícias nos jornais sejam cada vez melhores. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Passo Fundo, você está de parabéns!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã de 18/11/2010&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado em O Nacional de 23/11/2010&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5970625535646290600?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5970625535646290600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5970625535646290600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5970625535646290600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5970625535646290600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/11/boas-noticias-receber-os-jornais-toda.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-216762346766571674</id><published>2010-11-15T10:48:00.000-08:00</published><updated>2010-11-15T10:50:29.310-08:00</updated><title type='text'>Outro Sarau</title><content type='html'>Foi muito legal o segundo sarau da Academia, no qual li alguns textos meus. Vê-los aplaudidos foi bem emocionante. Amo cada vez mais a Feira do Livro, por sua magia, seu cheiro, seu clima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-216762346766571674?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/216762346766571674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=216762346766571674&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/216762346766571674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/216762346766571674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/11/outro-sarau.html' title='Outro Sarau'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-3470850582888538649</id><published>2010-11-15T04:11:00.001-08:00</published><updated>2010-12-26T11:02:54.668-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A difícil adolescência&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Confesso que não gostaria de ser adolescente, mesmo sabendo que estaria em meu pleno vigor, com muitos anos pela frente para realizar sonhos. Ter sessenta e três anos me parece ser mais fácil do que ter dezessete ou dezoito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ouço muitos comentários por parte de pais e professores, assisto às notícias, leio jornais e chego à conclusão de que nossos jovens estão sendo extremamente prejudicados, pois lhes negamos seu passado, seu presente e seu futuro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Fazemos isso quando lhes falamos que nossa infância foi muito melhor, pois andamos de carrinho de lomba, brincamos livremente pela rua, exploramos mato, rios e mares. Não nos furtamos de emitir nossas opiniões acerca da infância deles reprovando o videogame, os sites de relacionamento, as conversas no Messenger. Quando o assunto é música, então, a coisa fica pior. Nossas músicas tinham mais graça, dançava-se junto, o ritmo e a letra eram coisa que presta. Abominamos o fato de terem trocado o dançar junto pelo ficar junto, por terem trocado o caderno questionário com uma pergunta por página – horror das mães – pelo Orkut. Tudo o que fazíamos era muito melhor do que eles fazem, veja só!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quanto ao presente, não aceitamos que eles consigam aprender em meio ao barulho, que façam muitas coisas ao mesmo tempo e com uma rapidez incrível. Queremos que eles aprendam de bom grado, sentadinhos por horas, em silêncio, bebendo da sabedoria dos professores. Eles teimam em aprender do seu jeito, teimam em questionar os comandos e não conseguem obedecer sem que tenhamos que dar mil explicações antes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Com relação ao futuro, mostramos um mundo que desmontamos, onde promovemos guerras mundiais, territoriais, religiosas. Cometemos genocídios ainda hoje, mostramos pedófilos, terroristas, queimadas, num festival de tolices feitas por poderosos adultos. Nós somos adultos genocidas, suicidas e cheios de razão, questionamos meninos e meninas que, vendo todo esse descalabro, tratam de viver intensamente o momento presente, por ser impossível vislumbrar um futuro viável. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não seria mais sábio se olhássemos para nossos adolescentes e tirássemos lições do que estamos causando? Sabe-se que o comportamento irreverente da juventude é uma característica e uma marca da própria condição adolescente e infantil; sabe-se que há um modo novo de aprender que ainda não entendemos, mas existe para quem tem olhos de ver; sabe-se que nossa autoridade está sendo questionada, justamente por causa das bobagens que fazemos, protagonizando escândalos de corrupção, envolvemo-nos em falcatruas amplamente noticiadas pela mídia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Agora, como diriam nossos filhos: Fala sério! É possível ter uma adolescência saudável, se tudo o que se faz está errado? É possível projetar uma vida longa se tudo o que é mostrado está desmoronando? É possível confiar em adultos que exigem que se viva hoje, como se viveu ontem? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nós os adultos temos que pedir desculpas por apresentarmos um mundo onde o passado foi melhor, o presente é feio e o futuro á catastrófico. Melhor seria se mostrássemos a caminhada da maioria que é honesta, trabalhadora, empenhada em melhorar a vida das crianças, dos jovens, dos velhos. Melhor seria se compreendêssemos que vivemos uma nova era, na qual a família tem um novo papel, que é o de cuidar melhor, que é também o de promover a autonomia dos filhos, sem desqualificá-los, ajudando-os a ver o mundo em permanente evolução, sem saudade de tempos em que éramos comandados de todas as formas, tanto em casa, como nas ditaduras que sofremos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã de 2 de dezembro de 2010&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado como Tema para Debate em Zero Hora de 26/12/2010&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-3470850582888538649?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/3470850582888538649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=3470850582888538649&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3470850582888538649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3470850582888538649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/11/dificil-adolescencia-confesso-que-nao.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-943081318210516954</id><published>2010-11-09T02:31:00.000-08:00</published><updated>2010-11-09T02:40:13.349-08:00</updated><title type='text'>Sarau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tive oportunidade de apresentar à comunidade, pela primeira vez, um pouco do meu Patrono Ernani Fornari. Tivemos um sarau na Feira do Livro, um espaço concedido à Academia Passo-Fundense de Letras e o aproveitamos para ler poemas, cantar e, da minha parte, apresentar meu Patrono. Ernani Fornari nasceu no final do século XIX e morreu na década de 60, o que o fez protagonista de um movimento riquíssimo de quebra de paradigmas no pensamento e na estética brasileira. Fez parte daquele grupo que, a exemplo dos intelectuais da França, contestou a industrialização, o consumismo exacerbado, o que culminou no Simbolismo. O movimento que estava começando a estudar Freud, passou a cultivar a subjetividade, o que fez dessas personalidades questionadores dos dogmas, fez surgir fortemente um sentimento de antagonismo às verdades estabelecidas e incrementou o modernismo. Ainda estou estudando o homem Ernani Fornari, mas o que já sei me faz orgulhosa do meu Patrono. Ele fez parte do governo Vargas, como intelectual e encarregado de pastas ligadas à cultura, foi extremamente fiel ao Presidente, mas, insurgiu-se ao clima ditatorial do governo e retirou-se com muita dignidade. Ainda voltarei a falar dele, pois estou impressionada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-943081318210516954?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/943081318210516954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=943081318210516954&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/943081318210516954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/943081318210516954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/11/sarau.html' title='Sarau'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7406776240798018768</id><published>2010-11-04T16:41:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T16:55:34.394-07:00</updated><title type='text'>Paulo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje participamos da missa de sétimo dia de falecimento do Paulo. Não consegui escrever nada quando ele morreu e a respeito dele, por que foi muito doído perdê-lo. Estou vivendo isso ultimamente, estou perdendo amigos, todos homens. Minhas amigas viúvas me fazem tremer de medo, pois os homens têm o triste costume de morrer muito cedo. Vejo minhas amigas mergulhadas na dor, pois viveram vidas de verdade. Todas elas amavam seus maridos e ainda os amam. Vejo-as também, e isso é uma temeridade dizer, conseguirem sair da dor, justamente por que foram felizes. Percebo que o amor de verdade nos fortalece, por ser algo que levamos conosco, mesmo que um dia tenhamos que nos separar. A Simone está nesse mergulho doloroso, mas percebe-se seu imenso poder de regeneração. Tenho certeza de que ela ficará bem, assim como o Augusto e o Vinícius, pois tiveram lindas lições de como se vive, de como se ri, de como se deve ser amigo, de como se deve ser solidário, de como se vive em comunidade. Tenho que agradecer por ter convivido de forma tão estreita com o Paulo, por que foi tudo especial, leve, agradável, mesmo nas ocasiões em que trabalhávamos muito. O Paulo continua vivo dentro de mim, não como um amigo que perdi, mas como um amigo que ganhei e que ficará gravado na minha retina, sempre sorridente e no meu coração, sempre distribuindo amor. Tchau, Paulinho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7406776240798018768?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7406776240798018768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7406776240798018768&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7406776240798018768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7406776240798018768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/11/paulo.html' title='Paulo'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-4835979878735729655</id><published>2010-10-27T18:26:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T18:32:07.364-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 22px; "&gt;&lt;div style="font-size: 32px; text-align: left; padding-top: 10px; padding-right: 10px; padding-bottom: 20px; padding-left: 15px; color: rgb(6, 118, 204); background-color: rgb(255, 255, 255); font-weight: bold; height: 40px; vertical-align: inherit; "&gt;&lt;span style="float: left; "&gt;&lt;img src="http://www.diariodamanha.com/images/canto-editoria.png" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="float: left; text-align: left; color: rgb(6, 118, 204); "&gt;Geral&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="height: 10px; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="data-pub-atual" style="color: rgb(102, 102, 102); font-size: 13px; "&gt;27/10/2010 11:35:52 - Atualizada em 27/10/2010 11:35:02&lt;/div&gt;&lt;div&gt;CULTURA&lt;/div&gt;&lt;div id="titulo-leitura" style="font-size: 32px; font-weight: bold; line-height: 41px; "&gt;Posse dos novos membros da Academia Passo-Fundense de Letras&lt;/div&gt;&lt;div id="resumo-leitura" style="font-size: 18px; font-weight: bold; line-height: 23px; color: rgb(128, 128, 128); "&gt;Sete novos membros tomaram posse na APL. O evento reuniu autoridades locais dos mais diversos setores&lt;/div&gt;&lt;div style="height: 20px; border-bottom-width: 1px; border-bottom-style: solid; border-bottom-color: rgb(128, 128, 128); width: 645px; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="jornalista-leitura" style="border-top-width: 10px; border-top-style: solid; border-top-color: rgb(255, 255, 255); height: 50px; font-weight: bold; float: left; "&gt;&lt;a href="http://www.diariodamanha.com/falecomoautor.asp?ID=30" alt="Fale com o autor" style="color: rgb(0, 0, 0); font-size: 13px; text-decoration: none; "&gt;Redação Passo Fundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: normal; color: rgb(128, 128, 128); font-size: 11px; "&gt;Redação Passo Fundo / DM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="height: 10px; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; "&gt;&lt;a href="http://www.diariodamanha.com/print-version.asp?id=1756" style="color: rgb(0, 0, 0); font-size: 13px; text-decoration: none; "&gt;&lt;img src="http://www.diariodamanha.com/images/botoes/imprimir.gif" border="0" style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="height: 10px; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="height: 20px; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="conteudo-leitura"&gt;&lt;p&gt;A Academia Passo-Fundense de Letras empossou sete novos membros na última quinta-feira (21) com as dependências completamente lotadas por autoridades dos mais diferentes setores, acadêmicos Passo-Fundenses e seus familiares, amigos e demais convidados que foram prestigiar o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a coordenação da Presidente Elisabeth Souza Ferreira, a solenidade de Investidura e Posse foi conduzida com toda a pompa que uma sessão desse tipo requer. Os novos acadêmicos foram chamados um por um, em ordem alfabética: Carlos Antonio Madalosso recebeu das mãos da Presidente do Conselho Fiscal da APL, Selma Costamilan, o diploma, a carteira social, a pellerini e o medalhão, ocupando a cadeira nº 40 cujo Patrono é Dom Cláudio Colling. Diógenes Luiz Basegio recebeu a indumentária acadêmica das mãos de Santina Rodrigues Dal Paz, Vice-Presidente da Academia Passo-Fundense de Letras, ocupando a cadeira nª 35, cujo Patrono é Dr. César Santos. Elmar Luiz Floss também recebeu sua pellerini, medalhão, carteira social e diploma das mãos de Santina Rodrigues Dal Paz, Vice-Presidente da Academia Passo-Fundense de Letras, ocupando a cadeira nº 24, cujo Patrono é Érico Veríssimo. Marilise Brockstedt Lech recebeu a indumentária acadêmica das mãos de seu esposo, o também acadêmico Osvandré Lech, ocupando a cadeira nº 39, cujo Patrono é Delma Rosendo Gehm. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mauro Gaglietti, o brilhante orador que falou em nome da nova turma acadêmica recebeu sua indumentária das mãos de seu amigo e 2º Secretário da Academia Passo-Fundense de Letras, Rogério Moraes Sikora, ocupando a cadeira nº 31, cujo Patrono é  Francisco Antonino Xavier e Oliveira. Odilon Garcez Ayres foi homenageado com a entrega de sua indumentária pelas mãos de seu amigo coxilhense e também&lt;br /&gt;acadêmico Francisco Mello Garcia, ocupando a cadeira nº 38 cujo Patrono é Tenebro dos Santos Moura. Sueli Gehlen Frosi, a nova confreira que fez o juramento em nome dos demais, recebeu sua indumentária acadêmica das mãos da 1ª Secretária da Academia Passo-Fundense de Letras, Dilse Piccin Corteze, ficando com a cadeira nº 17, cujo Patrono é Ernani Fornari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os novos membros receberam ainda, um CD contendo o Hino da Academia Passo-Fundense de Letras de autoria da acadêmica Helena Rotta&lt;br /&gt;de Camargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os convidados foram recepcionados com um farto coquetel regado a vinhos e refrigerantes. A primeira tarefa que caberá aos novos membros cumprir será a pesquisa aprofundada de seus respectivos Patronos para uma apresentação pública aos demais acadêmicos, tão logo isto seja possível. A Academia Passo-Fundense de Letras deseja a todos os novos acadêmicos muito sucesso e felicidades!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-4835979878735729655?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/4835979878735729655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=4835979878735729655&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4835979878735729655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4835979878735729655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/10/geral-27102010-113552-atualizada-em.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-9076895293132161519</id><published>2010-10-23T11:17:00.001-07:00</published><updated>2010-10-23T11:17:49.076-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; color: rgb(18, 23, 43); "&gt;&lt;h2 class="notice" style="margin-top: 35px; margin-right: 0px; margin-bottom: 19px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 17px; font-weight: bold; "&gt;Comunicação Social&lt;/h2&gt;&lt;h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; font-weight: bold; width: 389px; "&gt;Notícias&lt;/h3&gt;&lt;div id="content-news" class="largura10" style="margin-top: 10px; margin-right: 13px; margin-bottom: 27px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; float: left; width: 390px; "&gt;&lt;h3 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 12px; font-weight: bold; width: 389px; "&gt;22/10/2010 - Legislativo participa da posse de imortais na Academia Passo-fundense de Letras&lt;/h3&gt;&lt;p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; font-size: 11px; text-align: justify; "&gt;O vereador Rafael Bortoluzzi (PP) prestigiou na noite desta quinta-feira, dia 20 de outubro, a posse dos sete novos integrantes da Academia Passo-fundense de Letras (APL). Na oportunidade tomaram posse os escritores Carlos Antonio Madalosso, Diogenes Luiz Basegio, Elmar Luiz Floss, Marilise Lech, Mauro Gaglietti, Odilon Garcez Ayres e Sueli Gehlen Frosi. &lt;br /&gt;Bortoluzzi salientou que era uma honra representar o Legislativo em um evento tão importante, ainda mais quando estava sendo incluído na galeria dos imortais um colega vereador em pleno exercício. “Estou muito feliz em estar aqui e desejo um bom trabalho aos novos empossados, principalmente ao Dr. Diógenes Basegio, que é nosso colega na Câmara de Vereadores e que agora é deputado eleito. Também nos colocamos à disposição para auxiliar no que for preciso”, salientou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Daniela de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="news-images-wrap" style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; border-top-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-left-style: solid; border-top-color: rgb(228, 230, 229); border-left-color: rgb(228, 230, 229); border-bottom-style: none; border-bottom-width: initial; border-bottom-color: initial; border-right-style: none; border-right-width: initial; border-right-color: initial; width: 330px; float: left; "&gt;&lt;div id="news-image-l-wrap" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 6px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; height: 245px; border-bottom-width: 1px; border-bottom-style: solid; border-bottom-color: rgb(228, 230, 229); border-right-width: 1px; border-right-style: solid; border-right-color: rgb(228, 230, 229); "&gt;&lt;div id="news-image-l" style="margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 0px; margin-left: auto; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; width: 317px; height: 242px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; background-image: url(http://www.cmpf.rs.gov.br/img/noticias/4858-1-interna.jpg); background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); background-position: initial initial; background-repeat: no-repeat no-repeat; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-9076895293132161519?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/9076895293132161519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=9076895293132161519&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/9076895293132161519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/9076895293132161519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/10/comunicacao-social-noticias-22102010.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-1504029263156069968</id><published>2010-10-22T13:09:00.001-07:00</published><updated>2010-10-22T13:09:26.131-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div id="headline" class="postaberto"&gt; &lt;h2 class="title24"&gt;Academia Passo-fundense de Letras recebe novos imortais&lt;/h2&gt; &lt;div class="entry clearfloat"&gt; &lt;p style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a href="http://wp.clicrbs.com.br/passofundo/files/2010/10/DSC01746.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-3093" alt="" src="http://wp.clicrbs.com.br/passofundo/files/2010/10/DSC01746.jpg" width="512" height="314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na noite de quinta-feira (20), a Academia Passo-fundense de  Letras (APL) nomeou sete novos integrantes. Na oportunidade, tomaram posse os  escritores Carlos Antonio Madalosso, Diogenes Luiz Basegio, Elmar Luiz Floss,  Marilise Lech, Mauro Gaglietti, Odilon Garcez Ayres e Sueli Gehlen Frosi.&lt;/p&gt; &lt;p class="autor"&gt;Por &lt;a title="Posts de clicRBS Passo Fundo" href="http://wp.clicrbs.com.br/passofundo/author/passofundo/"&gt;clicRBS Passo  Fundo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="metadata"&gt;&lt;span class="categorias"&gt;Categorias: &lt;a title="Ver todos os posts em Fotos" href="http://wp.clicrbs.com.br/passofundo/category/fotos/" rel="category tag"&gt;Fotos&lt;/a&gt;, &lt;a title="Ver todos os posts em Notícias" href="http://wp.clicrbs.com.br/passofundo/category/noticias/" rel="category tag"&gt;Notícias&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;| Tags: &lt;a href="http://wp.clicrbs.com.br/passofundo/tag/cultura/" rel="tag"&gt;Cultura&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://wp.clicrbs.com.br/passofundo/tag/literatura/" rel="tag"&gt;Literatura&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;!-- You can start editing here. --&gt;&lt;!-- If comments are open, but there are no comments. --&gt; &lt;h3 id="respond"&gt;Deixe a sua resposta!&lt;/h3&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-1504029263156069968?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/1504029263156069968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=1504029263156069968&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1504029263156069968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1504029263156069968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/10/academia-passo-fundense-de-letras.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5757495571947404603</id><published>2010-10-16T14:28:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T14:38:13.729-07:00</updated><title type='text'>Esta é uma opinião de respeito!</title><content type='html'>&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6wTIRvRLn84?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6wTIRvRLn84?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5757495571947404603?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5757495571947404603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5757495571947404603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5757495571947404603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5757495571947404603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/10/esta-e-uma-opiniao-de-respeito.html' title='Esta é uma opinião de respeito!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-9198538217470844454</id><published>2010-10-14T17:37:00.001-07:00</published><updated>2010-10-14T17:37:57.770-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Professora Elza&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Uma das maiores alegrias da minha vida foi saber que minha professora do terceiro ano primário ficaria mais um ano conosco. Lá se vão mais de cinqüenta anos, mas lembro que a achava linda, com aquele batom vermelho que passava do contorno natural da boca, para aumentá-la em, pelo menos, meio centímetro. E ela era cheirosa e bem fofinha e dava aula que era uma beleza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Havia os concursos de tabuada, aos quais a Valderes ganhava sempre, pobre de mim. Eu só conseguia impressionar minha professora esporadicamente, em alguma redação ou outra. Eu era meio apagada naquela época, meio tímida. Nunca disputei com a Delcídia, nem com a Sandra o colo da professora, as demonstrações de afeto que para elas duas era a coisa mais natural do mundo. Mas não me faltou vontade, só coragem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A professora Elsa dava aula só no Notre Dame e só para nós. Chegava toda alegre, batendo os tacos do sapato pelo corredor, o que para mim era o prenúncio de muito trabalho, de escrever tudo em um caderno, com o compromisso de transpor o conteúdo para um outro caderno, com uma “figurinha de passar” em cada página, mais os desenhos caprichados para arrematar. O Diário, aquele caderno todo enfeitado, era uma espécie de memória da aula, onde as lições ficavam compiladas em ordem cronológica. Além do Diário, tínhamos os livros didáticos, todos encapados com papel encerado, cada série de uma cor. Algumas (éramos somente meninas) encapavam com plástico transparente por cima do papel encerado. Um primor!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ainda hoje procuro uma professora Elza, que seja descansada, que dê aulas a poucas crianças, que ganhe bem a ponto de não precisar correr feito louca de uma escola para outra. Procuro uma professora feliz e disponível, com um colinho acolhedor, com tempo suficiente para preparar as aulas. O que encontro são professores sobrecarregados, empenhados em entender o comportamento de crianças ricas e pobres, cujos pais delegam-lhes os mais elementares cuidados. São os professores que ensinam as “palavrinhas mágicas”: com licença, por favor, muito obrigado, coisas que por direito, as crianças devem aprender &lt;st1:personname productid="em casa. S￣o" st="on"&gt;em casa. São&lt;/st1:personname&gt; os professores que têm que absorver as nossas mazelas, quando lhes pedimos que dêem aula, carinho, noções de empreendedorismo, ecologia, tradicionalismo, civismo, cidadania e o que mais resolvemos delegar.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Na escola de hoje não existe mais a professora Elza, mas existem milhares de heróis que nos substituem no que de mais caro existe e que a paternidade e a maternidade exigem, que é o cuidado básico, pois é muito grande o número de crianças negligenciadas e, ouso dizer, abandonadas em seus direitos fundamentais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quero dar um abraço bem apertado, assim como quero sentar no colo da minha professora Elza, mas, como isso não é possível, quero abraçar aos nossos professores e pedir-lhes que não percam a coragem, pois um dia desses acordamos e vamos fazer um curso do tipo: Educação para o amor – para pais e responsáveis por crianças e adolescentes. Aí sim, só precisaremos corrigir os salários, equipar as escolas, torná-las lindas e coloridas, construir ginásios de esportes suficientes, contratar um(a) psicólogo(a) por escola, montar uma equipe completa de suporte para a educação. Só isso! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;De qualquer forma, parabéns professores e professoras! Ficamos devendo coisas demais a vocês. Aproveitamos para pedir desculpas... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-9198538217470844454?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/9198538217470844454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=9198538217470844454&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/9198538217470844454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/9198538217470844454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/10/professora-elza-uma-das-maiores.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8073770601845962981</id><published>2010-10-07T18:26:00.000-07:00</published><updated>2010-10-13T19:31:35.009-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No Dia da Criança serei só avó.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não sou mais mãe de crianças, mas de adultos. Não fosse o fato de terem-me dado uma neta, talvez esse dia fosse feito de lembranças dos meus verdes anos, quando tinha a casa cheia delas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Há seis anos, tirando o primeiro &lt;st1:personname productid="em que Cec￭lia" st="on"&gt;em  que Cecília&lt;/st1:personname&gt; era um bebê que eu apertava e esperava uma resposta tão calorosa quanto a minha, os últimos cinco são feitos de experiências tocantes. Vale dizer que minha vida enfeitou-se de risos, danças, colares, chapéus, corridas e dificuldades para sair do chão, dado a um leve endurecimento das juntas já meio enferrujadas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Cecília sabe das dificuldades de uma avó acerca das limitações da idade, por isso busca assentos bem baixinhos para brincarmos: ela sabe que é normal ter as mãos diferentes das dela, pois comenta delicadamente sobre preguinhas, veinhas e o faz de forma comovente; ela sabe que dependo de beijos e abraços dela, por isso faz brincadeiras que me obrigam a correr atrás, agarrá-la e beijá-la como se fosse à força; ela sabe que dançar é um exercício que me cansa, por isso compreende quando quero parar e brincar de outra coisa; ela embarca nas minhas fantasias de fadas e duendes, assim como embarco nas dela, confinadas em uma barraquinha de pano, onde mal cabemos as duas: ela sabe que, após tantas histórias e fantasias, tenho que ser ajudada a sair da barraquinha o que ela faz com a cara mais satisfeita da mundo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Estamos, eu e ela, na fase de contar histórias de terror, à meia luz, acampadas em florestas imaginárias, correndo riscos, fazendo de conta que estamos morrendo de medo e nos abraçamos e nos amparamos como se tudo fosse de verdade. Esta fase recém começou e estou dando tratos à bola para imaginar historinhas aterrorizantes adequadas para a idade dela. Isso toma tempo, gente! E cansa! E é lindo! E eu não vejo a hora de nos encontrarmos de novo. Aliás, ela pensa que tenho todo o tempo do mundo para ela, já que vovó se não fizer comida, alguém pode fazer no lugar dela, se tiver um compromisso, ela pode adiar para brincar. É uma delícia!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O Dia da Criança é feito disso! Não imagino um dia desses sem envolvimento, sem carinho, sem beijos e abraços. Talvez eu compre um presente pra ela, mas se não comprar, ela me tem inteira, assim como tem a outra vovó, tem o vovô, tem tios, primos professoras, colegas e tem os pais que a amam de forma incondicional, o que é fundamental para ela. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Gostaria que o mundo fosse feito assim, para que todas as crianças fossem tão felizes e tivessem coisas simples, que não custam dinheiro, mas que marcam profundamente. Sei que um mundo saudável teria que ser construído na sua base, com o envolvimento amoroso, com o calor do contato e a construção de vínculos sólidos uns com os outros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Bem que eu gostaria de ver outra saída para o mundo, a não ser na construção e no exercício do amor, que deve ser demonstrado, assim como dito, assim como distribuído com generosidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Dia da Criança é dia de ser pai, de ser mãe, de ser avó, avô, de ser adulto que ama, não o futuro do mundo, mas o presente, único tempo que temos para nos dedicarmos de verdade aos nossos pimpolhos.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado em O Nacional de 11/10/2010&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8073770601845962981?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8073770601845962981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8073770601845962981&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8073770601845962981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8073770601845962981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/10/no-dia-da-crianca-serei-so-avo.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-1687981697646888375</id><published>2010-09-29T06:31:00.000-07:00</published><updated>2010-09-30T07:37:01.563-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O entregador de jornal&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Recebo três jornais todos os dias e, óbvio, eles são entregues por rapazes pilotando motocicletas e usando capacete. Um deles é especial, diferente, simpático. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;É agradável levantar cedo e ser cumprimentada com um “bom dia, tudo bem?”, expressão corriqueira, mas que, dita com ênfase, faz um bem danado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Todos nós temos um trabalho, que pode ser exercido com entusiasmo ou não. Um trabalhador que se move com desenvoltura e alegria, certamente é mais feliz do que aquele que o faz de forma mecânica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Um jornal não consegue assinaturas baseado na simpatia de seus entregadores, o que eles vendem são notícias, informações. Nunca vi anúncio de venda de jornais, dizendo que seus trabalhadores são alegres e gentis. Portanto, o rapaz do Diário da Manhã que me cumprimenta alegremente quase todos os dias, o faz de graça, por que é assim que ele se sente bem, por que esse é seu jeito. Minha assinatura desse jornal, a partir disso, tornou-se vitalícia, obrigatória. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Imagino que esse comportamento esteja influenciando muita gente, que, como eu, toma café com um sorriso, começando uma corrente de bem estar coletivo. Isso deveria ser adotado como coisa obrigatória. Imagine só. Professores chegando à escola, cumprimentando seus colegas e alunos, desejando um bom dia entusiasmado a todos e todas; imagine uma emergência de hospital, sendo atendida por gente de bom humor, respeitosa, tranqüilizadora; imagine atendentes de lojas, ansiosos por agradar e encontrar o que o cliente realmente precisa; imagine um funcionário público dando informações precisas aos contribuintes, com um desejo genuíno de que ele consiga resolver suas pendengas legais; imagine uma fábrica imbuída em proporcionar segurança e bem estar a seus trabalhadores, cuidando para que, além de procurar um bom desempenho e produtos bem acabados, consiga largar seus operários satisfeitos com o trabalho desempenhado, e, melhor, sem machucados nem cansaço excessivo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quero agradecer ao meu entregador, que proporciona aos leitores deste jornal, um dia mais bonito e a esperança de que, a partir do seu exemplo, consigamos ser cidadãos melhores e mais felizes. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã de 30 de setembro de 2010&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-1687981697646888375?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/1687981697646888375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=1687981697646888375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1687981697646888375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1687981697646888375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/09/o-entregador-de-jornal-recebo-tres.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5850760025184359455</id><published>2010-09-07T05:34:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T16:03:54.012-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Transformar nosso leão em um leãozinho é uma boa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Claro que é, pois estamos vivendo uma cultura de esmola zero, já que não admitimos mais a exposição das crianças ao perigo e a exploração delas por parte de adultos. Há em nossa cidade instituições aptas a recebê-las em seus programas de proteção à infância. Aos pais cabe encaminhá-los e acompanhá-los em uma caminhada nova, onde a vida digna seja a prioridade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Para que essas coisas aconteçam, as instituições são amparadas de várias formas, inclusive pelo dinheiro arrecadado através do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, um instrumento previsto pelo ECA, Lei 8069/90, no Artigo 260.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – FUNDICA é alimentado principalmente pelas doações de percentuais sobre o valor devido ao Imposto de Renda, não sobre o Imposto de Renda a pagar, mas, ressaltando, sobre o valor devido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As empresas doam até 1% do IR devido e as pessoas físicas até 6%. O doador não deve esquecer de indicar seu CPF/CIC, para evitar de cair na malha fina, uma queixa de muitos. Devemos ressaltar que só é possível cair na malha fina por omissão do CPF/CIC do doador e do CNPJ indicado na conta onde se faz o depósito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Em Passo Fundo" st="on"&gt;Em Passo Fundo&lt;/st1:personname&gt; as contas para doação ao FUNDICA são: Banrisul – agência 0310 – conta 04.034.967-00;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Banco do Brasil – agência 009272 – conta 18390-3; e, CEF – agência 0494 – conta 601-3 OP 06 e o Titular destas contas é a Prefeitura Municipal de Passo Fundo/Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CNPJ 87.612.537/0001-90.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Em nossa cidade, a Lei Municipal 3974 de 4/12/2002 diz o seguinte: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Art 1 – Fica instituído o título de “Amigo da Criança e do Adolescente” a ser conferido a todas as pessoas físicas ou jurídicas que tenham se distinguido no compromisso com a criança e adolescente, através de contribuição financeira ou dispinibilização voluntária de serviços ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – FU NDICA e ao Conselho Municipal da Criança e do Adolescente – COMDICA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Devemos, portanto, consultar nosso contador, com o intuito de doar nossa contribuição, pois o dinheiro que pagaríamos para os cofres federais fica aqui, na nossa cidade, onde saberemos como é aplicado, onde poderemos fiscalizar e visitar as instituições que cuidam de verdade das crianças que são nossas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sejamos então “Amigos da Criança e do Adolescente” fazendo algo simples, sabendo que a nossa doação será criteriosamente discutida, analisada e destinada às instituições que cuidam da integridade e da dignidade infantil. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As crianças e adolescentes são responsabilidade da família, instituição privilegiada na promoção do amor e da segurança, pressupostos para uma vida saudável e é, também, o lugar do cuidado com a educação. A omissão da família é a responsável pela vulnerabilidade das crianças, que, indefesas, ficam espalhadas pelas ruas, pedindo, prostituindo-se e sendo alvo de tantas coisas que as prejudicam. A falta da família é minimamente suprida pelas instituições que as abrigam, retirando-as do meio que as pode magoar.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O cuidado com a família deve ser nossa primeira preocupação, pois é na prevenção que reside a forma mais inteligente de proteção à infância &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã de 14/09/2010&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5850760025184359455?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5850760025184359455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5850760025184359455&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5850760025184359455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5850760025184359455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/09/transformar-nosso-leao-em-um-leaozinho.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8184085539362109254</id><published>2010-09-04T13:50:00.001-07:00</published><updated>2010-09-04T13:56:28.397-07:00</updated><title type='text'>Comentários</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um blog só resiste quando seu autor é surpreendido com comentários. O autor de blog alimenta-se de comentários. Triste é verificar que ele é bem frequentado, que é visualizado por muitas pessoas e que estas, por algum motivo, não o comentam. As críticas fazem parte do mundo do/a blogueiro/a e ele aprende com isso, tem estímulo para continuar, ou para fadar seu blog à estagnação, possibilidade que para mim é trágica. Escrevo por que tenho necessidade disso, não consigo passar nem um dia sem escrever minhas impressões, minhas broncas, minhas alegrias. Portanto, animem-se meus amigos, comentem e dêem-me o alimento de que necessito. Obrigada...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8184085539362109254?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8184085539362109254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8184085539362109254&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8184085539362109254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8184085539362109254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/09/comentarios.html' title='Comentários'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8965500776712609085</id><published>2010-08-31T18:27:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T19:58:00.646-07:00</updated><title type='text'>Susto e alegria, juntos!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já sabia extraoficialmente que fora eleita membro da Academia de Letras, então não me preocupei. Hoje foi publicado o Edital nas jornais locais e as pessoas começaram a ligar. Foi aí que caiu a ficha. Confesso que senti muitas coisas ao mesmo tempo, com destaque para o susto de saber oficialmente que seria imortal. Agora que já me acalmei, fico pensando na responsabilidade que isso acarreta, pois, acredito que membros de uma Academia de Letras, devam disseminar a cultura, devem representar e acolher o pensamento plural, além de produzir mais e melhor. Confesso que estou envaidecida pela distinção, mas isso logo passa. Nunca fui deslumbrada, sempre trabalhei muito para as bandeiras que abraço e acredito que agora não vá ser diferente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8965500776712609085?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8965500776712609085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8965500776712609085&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8965500776712609085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8965500776712609085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/08/susto-e-alegria-juntos.html' title='Susto e alegria, juntos!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-3337160061782481032</id><published>2010-08-27T18:44:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T18:51:33.730-07:00</updated><title type='text'>Espelho mágico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei hoje de manhã pela frente de um espelho e tive a impressão de ver a Angelina Jolie. Fiquei impressionada e, pra não quebrar aquela sensação de me sentir linda, demorei a voltar. Eis que comecei a sentir uma dor no lábio e putz, lá estava um herpes enorme. Fui olhar o estrago e descobri que não sou feia, é a Angelina que tem herpes crônico. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-3337160061782481032?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/3337160061782481032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=3337160061782481032&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3337160061782481032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3337160061782481032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/08/espelho-magico.html' title='Espelho mágico'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-1591632848149399813</id><published>2010-08-04T07:32:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T07:34:28.329-07:00</updated><title type='text'>Eis o embasamento filosófico e histórico do que venho afirmando há anos. Que bom!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  border-collapse: collapse; color: rgb(80, 0, 80); font-family:arial, sans-serif;font-size:11px;"&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: center; "&gt;&lt;b&gt;A (in)VERDADE DA VIOLÊNCIA&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: center; "&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="right" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: right; "&gt;&lt;i&gt;Paulo César Carbonari&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; "&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 1cm; text-align: justify; "&gt;Muitas verdades, por longos séculos aceitas e repetidas, deixaram de sê-lo não por outro motivo senão porque outras as substituíram em condições mais satisfatórias. Um exemplo clássico é certamente o que ilustra o debate renascentista sobre os máximos sistemas do mundo, se geocêntrico (como indica a percepção imediata e na qual se acreditou por séculos) ou se heliocêntrico (como pareciam exigir os cálculos matemáticos copernicanos ou as observações galileanas). Na vida prática o mesmo parece ocorrer, dado que ações tidas como absolutamente boas passam a ser execradas por serem atentatórias à dignidade humana. Um exemplo clássico é certamente o que levou a humanidade a reposicionar o significado de punir aos semelhantes que realizam ações maléficas: punir erros ou crimes com castigos físicos, com tortura (a melhor forma de submeter o infrator à expiação da culpa e à sua remissão por séculos), passou a ser condenado por ser tratamento cruel, desumano e degradante.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 1cm; text-align: justify; "&gt;Em termos práticos, há sempre uma grande margem de alternativas que informam tanto a deliberação quanto a escolha, requisitos que precedem ações imputáveis moralmente. Isso faz com que, em ações morais, a contingência não seja somente o que marca o tempo e o lugar da ação, mas também as condições formais que a antecedem. Escapar da contingência, das condicionalidades, parece ser o desejo de quem pretende agir sem sujar as mãos, de quem pretenda fazer sua parte sem se preocupar em que medida sua parte depende da parte dos outros ou a substitui, a viabiliza ou inviabiliza.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 1cm; text-align: justify; "&gt;A “consciência tranquila” leva o torturador a dormir o “sono dos justos” mesmo depois de uma vertiginosa sessão de tortura, dado que não fez outra coisa que o “estrito cumprimento do dever”, da ordem superior. A mesma tranquilidade de consciência é a de pais e mães que espancam – ou dão uma palmada – em seus filhos “desobedientes”, dado que cumpriram nada mais do que o “dever de educar”. Ambas, salvas as proporções, que nunca são de menor importância, soam agressivas a posições morais que levam a sério a contingência não somente como exterior à ação moral, mas como elemento dela constitutivo desde o começo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 1cm; text-align: justify; "&gt;Que verdade diz um pai ou uma mãe a um filho ou filha no qual bateu por “razões pedagógicas”? Seria a verdade de que assim agiu por dever, mais do que isso, por amor à humanidade que quer “moldar” em seu rebento? Catastroficamente, o que produz com uma verdade deste tipo não é outra que a certeza de que a humanidade que se moldou desde este ato admite como verdade a reação recíproca – que desde os primórdios da humanidade não tem outro nome do que vingança, ironicamente também por dever de amor à humanidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 1cm; text-align: justify; "&gt;A controvérsia pública gerada pela proposta de legislação que proíbe tratamentos violentos, cruéis, desumanos e degradantes a crianças e adolescentes por seus pais e por quem quer que seja nada tem de sentido para “consciências tranquilas” que agem por “amor à humanidade”. Aliás, lhes soa agressiva, exige-lhes a necessidade de revisão de sua própria certeza desde o “lugar do outro”, a criança e o adolescente vítimas da violência e que se recusam a agir de forma também violenta. As maiorias, segundo pesquisas de opinião, que advogam a legitimidade moral, jurídica, pedagógica e política da palmada o fazem por esquecer-se de um dado elementar da contingência: a existência de crianças e adolescentes que se recusam a agir pelo mesmo princípio e que já não querem pautar sua ação moral na legitimidade da recíproca violenta. Vítimas de violência, sejam elas crianças, adolescentes, jovens, adultos ou velhos, não importa, jogam na “cara limpa” dos que as produzem, a verdade de que existem e que querem existir de um outro modo, um modo no qual não apareçam apenas como abstração de humanidade, mas como humanidade concreta, histórica, contingente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 1cm; text-align: justify; "&gt;Verdade prática, dizer a verdade em sentido prático, é mais do que um enunciado aceitável e objetivo sob o aspecto da correção formal e da adequação material. Verdade prática, e dizer a verdade em sentido prático, é mais do que agregar algum grau de referência semântica satisfatória, acomodando a consciência na certeza moral de que tudo está bem e assim continuará, apesar de em nada interessar saber se o que se fez produziu efetivamente algum bem ou se o que fez foi gerar exatamente a perpetração do contrário e a reprodução de sua efetiva inviabilidade. Verdade prática, e dizer a verdade em sentido prático, exige tomar a humanidade sempre como fim, sim, mas sem se esquecer das mediações que objetivam, ou não, a mesma humanidade que, preservada como fim, poderia, contraditoriamente, ser inviabilizada pelas mediações. Não basta querer o bem dos filhos e, para que tal fim seja atingido, bater neles em nome de um suposto bem final.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 1cm; text-align: justify; "&gt;A verdade prática “dentro de mim” só ganha sentido se há verdade moral no “entorno de mim”, ou, dito de outro modo, a verdade prática que não toma a alteridade contingente como seu conteúdo deixa de fazer sentido, simplesmente por reduzi-la a vítima e por negligenciar-lhe a dignidade que invoca como razão para dela não tomar cuidado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-indent: 1cm; text-align: justify; "&gt;Em consequência, não dá para admitir alguma verdade prática na defesa da violência como pedagogia. Aliás, por mais que por longos tempos a pedagogia tenha convivido com a violência e até a tenha erigido a atividade pedagógica, o sentido da pedagogia está exatamente em práticas que, por promover a humanização, afastam os seres humanos da violência e da barbárie, de toda a violência e de toda a barbárie, desde a mais simples, como a de uma palmada, até a mais sofisticada e que não suporta a presença do outro e simplesmente o elimina. A verdade prática só faz sentido se toma a sério a alteridade e não se erige em seu modelo abstrato. Por isso é que faz sentido moral e pedagógico propor o fim de todo tratamento violento a crianças e adolescentes, aliás, a qualquer pessoa!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "&gt;____________&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0pt; margin-left: 0cm; text-align: justify; "&gt;&lt;span style=" ;font-size:8pt;"&gt;Professor de filosofia (IFIBE) e militante de direitos humanos (CDHPF/MNDH)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Paulo César Carbonari&lt;br /&gt;54 9983-4757&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[...] não se é o próximo de ninguém, fazemos de outrem um próximo ao nos fazermos seu próximo por um ato”&lt;br /&gt;(Simone de Beauvoir)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-1591632848149399813?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/1591632848149399813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=1591632848149399813&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1591632848149399813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1591632848149399813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/08/inverdade-da-violencia-paulo-cesar.html' title='Eis o embasamento filosófico e histórico do que venho afirmando há anos. Que bom!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5406530853594232239</id><published>2010-08-04T05:55:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T05:56:10.762-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Confiram: &lt;a href="http://www.naobataeduque.org.br/site/home/index.php"&gt;http://www.naobataeduque.org.br/site/home/index.php&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5406530853594232239?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5406530853594232239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5406530853594232239&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5406530853594232239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5406530853594232239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/08/confiram-httpwww.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5701894299072651360</id><published>2010-07-20T05:35:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T05:36:20.410-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sobre palmadas e tapinhas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A tarefa de educar crianças é a mais complexa e ao mesmo tempo a mais significativa com que deparamos na vida. Nada se compara à contribuição dos pais na fase mais frágil da trajetória dos seres humanos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nossa humanização acontece de forma satisfatória, desde que obedeçamos aos requisitos mínimos que regem a convivência pacífica, carinhosa, atenta, comprometida. Ter filhos inteligentes, saudáveis, generosos e pacíficos é o que todos queremos e isso não depende do nosso grau de escolaridade, nem da nossa conta bancária. Pensar diferente é de um reducionismo atroz. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A palavra diálogo tornou-se lugar comum, na medida em que todos sabemos da sua importância e, mesmo assim, não conseguimos nos desvencilhar da idéia de que o tapa no bumbum é pedagógico e que não traz conseqüências. Se um tapa não dói, ele não serve pra nada e se dói é violência pura. Os pais pensam que se não tiverem o recurso do tapa, não sobra nada para aquele momento de birra, para aquela situação em que nos encontramos cansados e com raiva e, como último recurso, recorremos ao tapa, o que traz mais choro, descambando facilmente para uma sessão de pancadaria. A fronteira entre o que dói e o que não dói á muito tênue, já que muitas vezes, lá no íntimo, o tapa machuca mais. Abandonar o tapa e qualquer agressão deve ser uma meta, um imperativo para quem cuida de crianças. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A Lei deve conter em sua letra, claramente, que não se bate nas crianças de forma nenhuma e esta é a intenção do adendo que pretendem colocar na nossa Lei. Isso já aconteceu em vários outros países, como conta Marcos Rolim, em sua crônica de domingo. Foi necessário que fizessem adendos às leis, falando claramente que é proibido bater em crianças e adolescentes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A exemplo dos países que aderiram à proibição, no Brasil está-se protestando com veemência, dizendo que o Estado pretende se imiscuir na vida das famílias, como se o Estado não tivesse o dever de proteger as duas pontas mais vulneráveis da população: os velhos e as crianças. Protestou-se muito também lá no estrangeiro, mas aprendeu-se muito no processo de criação dos adendos às Leis e para nós não vai ser diferente. Aprenderemos muito e passaremos a ter um olhar mais atento para com as nossas crianças e para com as que não são nossas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As crianças são um nicho da população que não pode fazer passeatas, queimar soutiens, reivindicar em praça pública, bater sinetas, nem se dirigir à delegacia, pois em muitos casos, são de colo. Elas precisam que o Estado, os pais, os cuidadores e a sociedade toda, as protejam e essa é uma tentativa concreta de nos fazer falar, debater, achar alternativas condizentes com o tempo evolutivo em que nos encontramos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Lindo seria se o Estado tivesse olhos também para a falta de creches, para o sistema de saúde que ainda não é como precisamos, para o aparelhamento decente dos Conselhos de Direitos, para o cuidado e educação dos que já são e dos que pretendem ser pais um dia. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5701894299072651360?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5701894299072651360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5701894299072651360&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5701894299072651360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5701894299072651360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/07/sobre-palmadas-e-tapinhas-tarefa-de.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-3847631446935852164</id><published>2010-07-17T07:57:00.000-07:00</published><updated>2010-07-17T08:03:33.934-07:00</updated><title type='text'>Que frio!!!!!!!!!!!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos enfrentando um frio de lascar! Hoje é sábado e estou fazendo uma sopa de capeletti. Uma delícia. O que antecede a sopa é uma dose reforçada de uísque, o que também é uma delícia. Estou quente e o inverno está passado ao largo, como por encanto. Tomara que os filhos que prometeram tomar a sopa apareçam, ou vou ter que tomar muita sopa com o Mingo, o que é uma delícia dobrada. Os filhos não sabem que, às vezes. são completamente dispensáveis, por conta da parceria que é estabelecida entre os pais, ou melhor, para os pais que sabem ser parceiros. O Mingo e eu somos parceiros e isso me agrada muito. Uhú!!!!!!!!!!!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-3847631446935852164?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/3847631446935852164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=3847631446935852164&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3847631446935852164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3847631446935852164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/07/que-frio.html' title='Que frio!!!!!!!!!!!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-1168040065013602909</id><published>2010-07-08T15:35:00.001-07:00</published><updated>2010-07-09T05:31:40.612-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Toque de proteger é uma necessidade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Somos um país que gosta de legislar e é bom nisso. Temos leis de primeiro mundo para a preservação ambiental, coisa elogiada e copiada por aí afora. Temos o Estatuto da Criança e do Adolescente que é um primor humanista, além de ser uma lei democrática e um avanço que vai para além do Código de Menores que continha medidas reducionistas, dando lugar a arbitrariedades que feriam a dignidade e a liberdade de crianças e adolescentes. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O ECA contempla todos os aspectos da proteção à infância e à adolescência, mesmo que contestada por muitos na intenção de fazer modificações como a redução da idade penal, coisa debatida e sonhada por quem se assusta com a criminalidade juvenil. Há vinte anos já, estudamos, debatemos, sonhamos, instituímos órgãos de proteção, adaptamos como dá, aceitamos o que os gestores oferecem, mesmo que sejam arremedos do que seria necessário e constatamos que, em vinte anos, o ECA, essa lei perfeita e democrática, ainda não foi efetivada, pois a criança está longe de ser prioridade absoluta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Esse gosto por legislar e por contemplar o clamor do povo, criou um Projeto de Lei Municipal, que já foi aprovado pela Câmara de Vereadores, faltando ainda ser sancionado pelo Sr. Prefeito, que institui o que foi chamado de “toque de proteger”, como se trocar “proteger” por “recolher”, escondesse os verdadeiros objetivos da lei. Estamos, portanto, aguardando a decisão do Executivo, que esperamos seja o veto ao texto completo do projeto.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O clamor do povo nós já conhecemos, pois acontece quando algo muito grave ganha a mídia, que gosta de noticia exaustivamente explorada e faz com que, revoltados e extremamente sensibilidados, demos apoio a medidas nem sempre humanas e humanizadoras. . Aí acontece a grita geral. Facilmente a solução é apoiar medidas para ver meninos e meninas trancafiados com 16 anos, falamos em impunidade da juventude, esquecemos as sanções previstas no ECA, mais severas do que as aplicadas a adultos, pois são imediatas e prevêem a reeducação e a reinserção social. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O Toque de Proteger quer ser uma tentativa de proteção, porém é perigosa por vários motivos: não há equipe capacitada para abordagem de crianças e adolescentes; não há um lugar adequado para colocar esses meninos e meninas enquanto se busca a família; em caso de surto por ingestão de drogas, não há onde tratá-los pelo período necessário para sua eventual cura; não temos garantia de que a lei não seja usada como tentativa de fazer-se uma “limpeza social”. Todos nós sabemos quem seria retirado das ruas, para quem não sabe, ou para quem faz de conta que não sabe, serão crianças e adolescentes pobres, aqueles que não podem dizer: “sabes com quem estás falando?”; não se está prevendo intervir em festas particulares de formatura de primeiro e segundo graus, por exemplo, onde a bebida corre solta; não está previsto intervir em festinhas de crianças e adolescentes, quando sabemos que os próprios pais servem e oferecem bebidas a seus filhos e convidados, quando não fazem vista grossa à vodka escondida dentro de inocentes refrigerantes. Proteger, definitivamente, não é sinônimo de recolher. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O que necessitamos é que as leis sejam cumpridas com rigorosa e eficiente fiscalização; o que necessitamos é uma sociedade imbuída da responsabilidade de cuidar de todas as crianças e adolescentes e não só dos próprios filhos; o que necessitamos é de um legislativo que também fiscalize o cumprimento das leis que já existem, pois esta é uma atribuição importante, inerente ao seu mandato. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não queremos leis novas, queremos crianças e adolescentes felizes e livres, devidamente protegidos pela família, pelo Estado e pela sociedade. É isso o que reza o ECA e é isso que não estamos fazendo, mas temos esperança de que seja feito.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã de 9/07/2010&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-1168040065013602909?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/1168040065013602909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=1168040065013602909&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1168040065013602909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1168040065013602909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/07/toque-de-proteger-e-uma-necessidade.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7783915876984722141</id><published>2010-06-23T20:59:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T17:34:52.549-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sequestro de mentira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Inúmeras vezes consolei pessoas torturadas por falsos sequestradores, dando-lhes apoio e dizendo-lhes que isto é comum e que devemos conservar a cabeça fria para desligar o telefone. Nunca imaginei que eu seria uma vítima e daquelas que embarcam com tudo: desespero, correria até o banco, coração em louca disparada, a imaginação correndo solta e ouvindo nitidamente a voz do filho chorando ao telefone. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Fui torturada por cerca de quarenta e cinco minutos por um bandido, provavelmente muito distante daqui, dono de uma técnica para estraçalhar uma pessoa, inimaginável. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Fui atendida no banco com presteza e profissionalismo, vendo-me paralisada pelo medo, sem saber o que fazer, tendo o telefone celular aberto dentro da bolsa, sendo ouvida na minha movimentação desesperada. Conversaram comigo normalmente, enquanto chamavam meu marido e meu filho. Quando conseguimos contato com o suposto filho sequestrado, &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;tudo acabou. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Senti muita vergonha por ter acreditado em um golpe manjado, corriqueiro, mas, sei que não sou a única, tal o profissionalismo com que a coisa é armada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mesmo depois de aliviada, recebendo toda a compreensão dos funcionários do HSBC, o carinho do meu marido e filho, eu não conseguia acreditar que alguém fosse capaz de infligir tal sofrimento a uma pessoa. Não lembro de nada do trajeto de casa até o banco, o que configura um trauma violento, só consigo lembrar do que estava sendo falado ao telefone, das ameaças, do palavreado frio, do requinte das descrições do que aconteceria ao meu filho caso eu não pagasse a quantia exigida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quando do registro da ocorrência na polícia, ficamos sabendo de uma outra vítima que, depois de sacado o dinheiro, ao invés de dirigir-se para onde foi ordenado pela bandidagem, foi até à escola da filha, certificou-se de que ela estava lá e pode desligar o telefone. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A tecnologia permite esse tipo de procedimento contra as pessoas, mas não permite que se impeça o uso de celulares dentro das prisões, que é de onde as ligações partem. Somos violentados todos os dias por câmeras de vigilância, por detectores que nos fazem tirar os sapatos nos aeroportos, coisa comum, que ocorreu comigo há poucos dias, mas não são instaladas as ferramentas para que não entrem meios de comunicação nas prisões. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Imagino quanto dinheiro é movimentado em favor de criminosos e os detectores ficam lá, parados, acumulando poeira. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Se alguém quiser me chamar de burra pode fazê-lo, aceito de bom grado. Fui burra, ingênua, a exemplo de um delegado antisequestro de São Paulo, que, mesmo trabalhando com isso, foi obrigado a acreditar na tortura que lhe foi infligida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O que recomendo, se é que alguém tão passional como eu pode recomendar alguma coisa, é que, caso aconteça algo parecido, desligue o telefone, procure seu familiar, coisa fácil hoje em dia e não alimente essa indústria que conta com nosso despreparo e desespero. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7783915876984722141?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7783915876984722141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7783915876984722141&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7783915876984722141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7783915876984722141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/06/sequestro-de-mentira-inumeras-vezes.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-4696211440048677299</id><published>2010-06-18T06:43:00.000-07:00</published><updated>2010-06-18T06:44:25.285-07:00</updated><title type='text'>Texto extraído do blog de Luiz Alberto Warat</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px; "&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 19px; "&gt;La mediación para una comunidad participativa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por Juan Carlos Vezzulla&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2phC6CZye1g/TA_qQZkckCI/AAAAAAAAC-o/H1qQoOckAtw/s1600/manos.jpg" style="color: rgb(10, 5, 156); text-decoration: none; "&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480856838995742754" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2phC6CZye1g/TA_qQZkckCI/AAAAAAAAC-o/H1qQoOckAtw/s200/manos.jpg" border="0" style="border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 6px; padding-right: 6px; padding-bottom: 6px; padding-left: 6px; border-top-width: 0px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-left-width: 0px; border-left-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-width: 0px; border-bottom-color: rgb(192, 192, 192); border-right-width: 0px; border-right-color: rgb(192, 192, 192); float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; width: 167px; height: 155px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;III entrega&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abordaje de un mediador para una comunidad participativa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En un primer momento, usamos para este mediador el nombre de animador social, siguiendo la denominación portuguesa, considerando que ellos debían “animar”, incentivar a los miembros de una comunidad a participar y a asumir sus propios problemas. Pero el significado distorsionado que la palabra animador recibía, fundamentalmente en Brasil, como presentador de programas televisivos o promotor de fiestas y de diversión, me llevó a usar directamente el nombre de mediador para una comunidad participativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La primera cuestión a ser pensada es con que objetivo nos acercamos a una comunidad. Los modelos asistencialistas están tan incorporados en todos nosotros que nuestra aproximación con el objetivo de ayudar ya conlleva la diferenciación entre ellos que necesitan y yo que no necesito.Esa diferenciación promueve un distanciamiento que inhibe el real conocimiento de la realidad de una comunidad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La única aproximación posible es la de partir del respeto por una identidad que desconocemos. Yo no sé quiénes son ellos, yo no sé cómo son ellos. A partir de esta actitud respetuosa sólo nos queda observar, observar atentamente para descubrir cómo son, sin comparaciones ni juicios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquí debemos hacer una diferenciación entre observar, que es simplemente registrar lo que nuestros sentidos nos informan, e interpretar, conclusión posterior a la observación que nos lleva a dar sentido, intenciones, objetivos y razones a lo observado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si realmente queremos saber cómo es o cómo son, debemos observar sin interpretar, dejando para un segundo momento que el trabajo de interpretación sea hecho por ellos mismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tarea es semejante a la de diagnosticar. Una cosa es captar, observar una serie de hechos, de información recibida, otra es construir en base a ellos un diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que la gran diferencia del mediador respecto a los otros profesionales es precisamente que aquél no busca diagnosticar, sino conseguir que los clientes se escuchen y que a partir de esa escucha y de esa toma de consciencia puedan realizar su diagnóstico, su reflexión sobre el estado de las cosas. Lo mismo debe hacer el mediador al aproximarse a una comunidad, observar, observar y observar para que la comunidad pueda diagnosticarse según sus propios criterios de realidad. (Estos conceptos están extraídos de la descripción aristotélica de catarsis como la depuración de los sentimientos de miedo y de piedad que liberarían al ciudadano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este concepto, después tomado por Gramsci, fue aplicado a la toma de consciencia para abandonar la posición “egoístico pasional” individualista.)Es éste el mayor de los respetos, aceptar la elaboración de la información realizada por ellos según sus propios parámetros. Reconocer, aceptando esa elaboración sin dar intervención a nuestros pensamientos, nuestra ideología y nuestros parámetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de esa respetuosa aproximación es que podremos facilitar la integración de todos, pues al sentirse respetados es que consiguen participar, incluirse en las discusiones, expresar sus pensamientos y necesidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veamos qué diferente resulta la aproximación cuando es realizada por medio de un modelo que excluye a todos los que no lo aceptan o que no se sienten identificados con él y, que al ser excluidos, encuentran en la violencia el único camino de expresión.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La inclusión, además de favorecer la participación, desarrolla la responsabilidad. Solamente nos sentimos responsables de aquello que es decidido por nosotros. Si ejecutamos lo decidido por otros, la responsabilidad queda a cargo de quien decidió.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al ser respetados, respetamos. Al ser reconocidos, reconocemos. Reconocimiento y respeto son la base de la cooperación. La igualdad en las diferencias y el respeto a las necesidades y los derechos de todos es la cooperación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mayores dificultades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No solamente por nuestras experiencias sino también por la de otros, sabemos que la peor de las dificultades, trátese de Portugal, de Brasil o de México, es conseguir la participación de los ciudadanos en las discusiones sobre la propia comunidad de la que forman parte.&lt;br /&gt;¿Cómo convocarlos? Cansados de ser usados por los políticos, los religiosos, los líderes (bien o mal intencionados) que sólo los quieren como objetos de sus objetivos, como número de seguidores, los ciudadanos están hartos de escuchar. Desean hablar, expresarse, ser oídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;La acción&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La escucha (observación) del mediador, exenta de todo comentario, va creando un cambio, una modificación. Sin promesas ni propuestas, sin planes y sin crear expectativas, alentando a hablar por medio de intervenciones puntuales -a veces resúmenes-_sobre lo que han dicho, resaltando la visión presentada por cada uno de ellos sobre los problemas de la comunidad y la forma de enfrentarlos –lo que propicia que cada persona se sienta cada vez más capaz de atender sus necesidades y de buscar soluciones por sí misma-, y de esta manera es posible conseguir que la ideología derrotista ceda a cada nueva capacidad que va reconociéndose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este reconocimiento hecho por la atención y el respeto con que son escuchados les permite desarrollar las habilidades que tienen para enfrentar responsablemente las dificultades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de este trabajo individual, el mediador realiza la convocatoria a una reunión, ejerciendo la coordinación de esa reunión para que todos puedan hablar, escucharse y finalmente construir una agenda de problemas y de diferentes opciones de solución. Cada nuevo paso los va confirmando en su capacidad de ejercer la autonomía y de resolver lo que los aqueja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En México, el poco tiempo con el que contábamos nos permitió sólo trabajar con un grupo de aproximadamente sesenta internos, escuchándolos y promoviendo la expresión de sus dificultades. Fueron conducidos a que analizaran las dificultades que ellos mismos ponían a la realización de este trabajo de convocatoria en la prisión, y generalmente eran manifestaciones de incapacidad, de limitación y de impotencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como respuesta a mis preguntas, ellos mismos fueron reconociendo que las limitaciones (fundamentalmente la falta de libertad y de libre movilidad) no les cortaba la capacidad de trabajar sus problemas y sus necesidades. A partir de las propias circunstancias podían crear acciones que les proporcionase una mejor calidad de vida, dándoles solución a los problemas cotidianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si algunos de ellos habían sido capaces de formarse como mediadores y de crear un servicio de mediación entre pares, ¿cómo no iban a poder trabajar en el tratamiento de los problemas de la comunidad aunque no llegaran al servicio de mediación?, ¿cómo no iban a poder convocar, escuchar y animar a sus compañeros para que participativa y responsablemente expusiesen esos problemas y les buscasen soluciones?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusiones&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiendo de tres realidades diferentes y contando con una base teórica capaz de permitirnos operar seguros de que nuestras acciones respondían a una coherencia entre teoría y práctica, conseguimos alcanzar el verdadero objetivo de la mediación, el de llevar a los ciudadanos la emancipación que conlleva la capacidad de enfrentar y resolver los propios conflictos personales y comunitarios por medio de la participación, la responsabilidad, la cooperación y el respeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En síntesis, espero no solamente haber podido presentar unas experiencias que con certeza poco contribuyen a lo ya realizado en la práctica por muchos de nuestros colegas especializados en comunidades, sino que me gustaría haber motivado a los mediadores a que, sea donde sea que realicen su trabajo, no se queden exclusivamente ligados a él sin el cuestionamiento, sin la búsqueda de los correlatos teóricos que sostienen esa práctica y los resultados obtenidos con ella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos encontrar en el Derecho, en la Psicología, en la Sociología, en la Filosofía, en las Ciencias de la Comunicación y en otras ciencias las bases teóricas que den sentido y orientación a nuestra práctica. Pensar nuestra teoría y nuestro accionar desde todos los terrenos científicos posibles conseguirá consagrar a la mediación como el procedimiento que instaure definitivamente su filosofía como un modo de vida, que atienda a la dignidad de las personas y que influencie a todos los sectores de la sociedad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguir, en definitiva, que el pensamiento hegemónico no le abra solamente un espacio aparente para después usarla a su servicio, sino que se instituya como paradigma del derecho emancipador y de una realidad social más justa, más armónica, más humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Referencias bibliográficas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;&lt;br /&gt;Baratta, Alessandro. Criminología Crítica y Crítica del Derecho Penal: Introducción a la Sociología jurídico penal. Buenos Aires, Siglo XXI, 2002.&lt;br /&gt;Gotheil, Julio. "La mediación y la salud del tejido social". EnAAVV Mediación una transformación en la cultura, compilado por Gotheil, J. y Schiffrin, A. Buenos Aires, Paidós, 1996.&lt;br /&gt;Gramsci, Antonio. Cadernos do cárcere. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1999-2002.Held, David. "Desigualdades de Poder, Problemas da Democracia". En AAVVReinventando a esquerda, compilado por Miliband, David. São Paulo, UNESP, 1997.&lt;br /&gt;Morais, José Luis Bolzam de y Silveira, Anarita Araújo da. "Outras Formas de Dizer o Direito". EnAAVV Em nome do acordo, a mediação no direito, compilado por Warat, Luiz Alberto. Buenos Aires: AlmED, 1998.&lt;br /&gt;Pavarini, Massimo. Control y Dominación. Teorías criminológicas burguesas y proyecto hegemónico. Buenos Aires, Siglo XXI, 2002.&lt;br /&gt;Santos, Boaventura de Sousa.A Crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência (3ª.ed). São Paulo, Cortez, 2001.&lt;br /&gt;Vezzulla, Juan Carlos. Mediação: Guia para Usuários e Profissionais. São Paulo, IMAB, 2001.&lt;br /&gt;________. "Ser Mediador, Reflexões". En AAVVEstudos sobre Mediação e Arbitragem, compilado por Sales, Lilian de Morais. Universidade de Fortaleza, Fortaleza, ABC, 2003.&lt;br /&gt;________. Mediação.Teoria e Prática. Guia para Utilizadores e Profissionais. Lisboa, Ministério da Justiça de Portugal, Agora Publicações, 2003.&lt;br /&gt;________. Mediación con adolescentes autores de acto infractor. Hermosillo, Universidad de Sonora, México, 2005&lt;br /&gt;Warat, Luis Alberto. O Ofício do Mediador (vol. 1). Florianópolis, Habitus Editora, 2001.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuente: www.mediate.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-4696211440048677299?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/4696211440048677299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=4696211440048677299&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4696211440048677299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4696211440048677299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/06/texto-extraido-do-blog-de-luiz-alberto.html' title='Texto extraído do blog de Luiz Alberto Warat'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2phC6CZye1g/TA_qQZkckCI/AAAAAAAAC-o/H1qQoOckAtw/s72-c/manos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-1277545723087025258</id><published>2010-06-15T07:07:00.000-07:00</published><updated>2010-06-15T07:10:08.959-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;FAMÍLIA SAUDÁVEL – SONHO OU REALIDADE?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nós estamos doentes, consequentemente a família também está. Necessitamos de algo que nos alimente melhor, para que consigamos vigor para os novos tempos, tão desafiadores. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Conseguir famílias saudáveis não pode ser só um sonho, mas deve ser uma meta viável, com propósitos densos, ditados pelas nossas necessidades humanas mais elementares. Devemos cuidar de nós mesmos e cuidar dos outros, sabendo perceber nossa biologia, que, sabiamente, nos convida a ouvir, a ver, a cheirar, a degustar e, principalmente, a sentir na pele, a nós mesmos e aos outros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Provocar proximidade e contato é uma necessidade primordial, em qualquer idade. Tocar com carinho e respeito é o alimento que nos falta, na medida em que constatamos nossa carência em tocar nas pessoas e de sermos tocados. Somos capazes de proezas inimagináveis, podemos alcançar outros planetas, mas ainda ficamos constrangidos com o contato físico, ainda negamos abraços e beijos a quem vive conosco. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quanto mais racionais somos, quanto mais estudamos, mais nos fechamos em nós mesmos, mas amigos virtuais angariamos, mais solitários nos tornamos, mais carentes ficamos de intimidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Temos à mão fontes de prazer que não custam nada e limitamo-nos a viver assepticamente, sem sentir a pele do nosso amor de toda uma vida, sem sentir o cheiro dos nossos filhos adultos. Fazemos ensaios tímidos com os netos, por medo de estragá-los com nossos mimos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As famílias felizes têm a concepção de que é bom tocar, de que é bom abraçar, de que é saudável mimar-nos e mimar aos outros. São famílias amorosas, que distribuem todo o carinho que recebem e, sabiamente, generosamente, transcendem seus lares, transmitindo para a sociedade o que vivem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Devemos parar de olhar para os problemas das famílias, para as famílias que erroneamente chamamos de desestruturadas, mas devemos investigar por que as famílias felizes conseguem driblar tão bem o consumismo, os vícios, conseguindo ser tão gentis e humanamente produtivas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Certamente nossa investigação mostrará que não há nada de especial, que não há pressupostos acadêmicos, nem necessariamente QIs elevados, mas um potencial amoroso inerente, aprendido lá no berço, lá na intimidade uterina e que acompanha essas famílias pela vida afora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O contrário também é verdadeiro. Uma família violenta também transcende suas paredes, também leva para fora toda sua desgraça. As escolas são um exemplo do que podemos fazer com nossas crianças. É lá que constatamos verdadeiras contendas físicas e psíquicas, na forma de socos e pontapés e de bullying. Constatamos também, dramáticas disputas por ser mais bonita, mas magra, mais na moda, mais &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;in&lt;/i&gt;. Os &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;up&lt;/i&gt; estão sempre fora, sempre marginais. Nossas escolas são a vitrine do que acontece dentro das nossas casas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ashley Montagu radicaliza quando fala que nossas maternidades foram concebias para servir ao obstetra e não para a mãe, muito menos para os bebês. A constatação é feita para alertar-nos de que devemos ouvir nossa natureza, devemos aconchegar nossos bebês, devemos ficar com a criança junto ao nosso corpo, repudiando assim a distância que os berçários mantém, no momento mais importante de nossas vidas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Os estudos contemporâneos mostram-nos, que sempre estaremos carentes da proximidade, sempre necessitaremos sentir o corpo das outras pessoas, por mais velhinhos que nos tornemos. Montagu reproduz em &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Tocar – O Significado Humano da&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Pele&lt;/i&gt;, o bilhete que uma mulher de 90 anos escreve para as enfermeiras:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“VELHA RANZINZA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O corpo &lt;st1:personname productid="em ru￭nas. A" st="on"&gt;em ruínas. A&lt;/st1:personname&gt; graça e a energia desaparecidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Hoje há uma pedra onde antes havia um coração.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas dentro dessa velha carcaça, uma mocinha ainda existe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E vez e outra incha este velho coração. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Lembro-me da dor, e me recordo das alegrias&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E estou viva e consigo amar, por inteiro, novamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E penso que nada durará.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por isso, abram os olhos, enfermeiras, abram os olhos e vejam&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não uma mulher ranzinza&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Olhem mais de perto. Vejam a mim.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O sonho de termos famílias felizes é possível desde que façamos do amor algo concreto, palpável e não um lugar comum, cantado em verso e proza, sem substância. Nossas famílias serão uma linda realidade, realizando a máxima de Montagu: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“...humanizar-se é viver aprendendo e sendo cada vez mais gentilmente amoroso.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Publicado na Revista do Congresso Nacional da Escola de Pais do Brasil&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-1277545723087025258?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/1277545723087025258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=1277545723087025258&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1277545723087025258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1277545723087025258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/06/familia-saudavel-sonho-ou-realidade-nos.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5162756812424107807</id><published>2010-06-07T14:42:00.000-07:00</published><updated>2010-06-07T14:53:55.165-07:00</updated><title type='text'>Sem compromisso</title><content type='html'>Estamos vivendo uma semana de vagabundagem, o Mingo e eu. Passeamos pela Avenida Paulista, de mãos dadas, fazemos planos pra amanhã, compramos pãezinhos diferentes, carolinas e pães de queijo, só isso. Estamos sem compromisso, sem horários, sem urgências. Andar de mãos dadas, um passo após o outro é um calmante, é uma volta ao passado, quando fomos namorados. Nesse tempo não sabíamos, nem de longe, a intensidade de uma vida a dois que começávamos, de uma correria pra criar cinco filhos, das corridas o dia inteiro pra levar um pra cá e outro pra lá. Foram anos de colégio, livros espalhados em todos os lugares, enciclopédias pré google sendo consultados, lápis, borrachas, cadernos, idas ao pediatra, ortopedista, cirurgias de garganta e joelhos, machucados bem frequentes, enfim, foi tudo muito corrido e maravilhoso. Corremos tanto que temos a sensação de não termos aproveitado direito, mas, tenho certeza que aproveitamos, ou não estaríamos aproveitando tanto a folga de hoje. Enfim, não ter compromissos é muito bom, mas ter compromissos interessantes é bom também. Ser dispensável é que é triste. Uáááá´!!!!!!!!!! Que sono!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5162756812424107807?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5162756812424107807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5162756812424107807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5162756812424107807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5162756812424107807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/06/sem-compromisso.html' title='Sem compromisso'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7973204305459861405</id><published>2010-06-06T10:56:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T11:14:43.666-07:00</updated><title type='text'>Parada Gay na Avenida Paulista</title><content type='html'>Acabei de ver um espetáculo magnífico, onde a tônica foi a alegria e a música. Todos os anos observo algo diferente e que me toca profundamente neste evento. Neste ano, havia uma enorme inscrição em um trio elétrico que dizia: UMA INJUSTIÇA NÃO PRECISA DE MAIORIA PARA SER INJUSTIÇA. Fiquei imaginando quantos deles, os gays, ao chegarem à adolescência, foram jogados pra fora de casa, foram desprezados por seus pais; quantos deles sofreram com o bulliyng em suas escolas pelo simples fato de apresentarem um comportamento considerado anormal; quantos deles estão doentes por serem obrigados a viver em guetos; quantos deles viram seus pares sendo mortos por homofóbicos; quantos deles tiveram seus direitos negados por pessoas "de bem"; quantos deles já ouviram: não tenho nada contra a tua "opção", mas fica na tua e não chega perto de mim; e, quantos, ainda bem, estão felizes, vivendo sua vida com dignidade, perto da sua família, sendo acolhidos e entendidos como pessoas que vivem sua orientação sexual de forma saudável, como deve ser. Gostei, de novo! Uma parada gay tem uma forte conotação política e este ano não foi deferente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7973204305459861405?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7973204305459861405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7973204305459861405&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7973204305459861405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7973204305459861405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/06/parada-gay-na-avenida-paulista.html' title='Parada Gay na Avenida Paulista'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-2695546668648396980</id><published>2010-06-05T16:38:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T10:07:45.761-07:00</updated><title type='text'>Congresso Nacional da Escola de Pais do Brasil</title><content type='html'>Ainda estou quentinha das emoções, dos abraços, dos contatos tão estreitos e significativos que pautaram o Congresso. Do conteúdo falarei depois, quero aqui e hoje, deter-me nas impressões humanas, no calor que senti logo de saída, por reencontrar meus queridos amigos, angariados nestes últimos anos de tantos Congressos. Foi marcante, depois de uma crise pessoal de desencantos, ver que estou inserida em algo tão grande, que congrega visionários com os pés firmemente pregados no chão, porém, que levitam lindamente em suas utopias de um mundo com mais amor, ou melhor, de um mundo que conjuga o verbo amar com mais inteligência e criatividade. Jamais vou esquecer o abraço caloroso da EP de Praia Grande, cujo destemor ficou ressaltado na fala de sua presidente, uma pessoa corajosa e ao mesmo tempo amorosa e idealista. Jamais esquecerei o carinho com que alguém de Minas Gerais abriu as bandejas ainda fechadas, para que eu pudesse provar de um pedacinho de cada coisa antes do tempo. Os sabores do Brasil foram-nos oferecidos com generosidade, desde a cachaça da Bahia, aos embutidos de Santa Catarina, desde o arroz com pequi de Goiás ao arroz carreteiro do meu Rio Grande do Sul, desde frutas sêcas deliciosas às frutas frescas cultivadas de norte a sul do Brasil. Dançamos embalados por músicas dos anos 60 e 70, junto com pessoas vestidas a caráter e dos outros que, em sua maioria esqueceram de levar roupas adequadas à ocasião. Foram vestidos de bolinhas, saias rodadas, ripongas, cabelos black power e por aí afora. Dancei rock até cansar, cantei até perder a voz, ri até perder o fôlego e fiz coreografias da Xuxa como se tivesse 6 anos. Vi a alegria genuína no rosto dos meus amigos, vi o suor cobrir seus rostos e roupas, enquanto comemorávamos o simples fato de estarmos juntos. Minhas crises e inseguranças diluíram-se, pois vi a força do nosso movimento, vi a necessidade que temos de existir, vi que o mundo está necessitando disso, de jovens e velhos, dançando juntos, estudando juntos, abraçando-se calorosamente em torno de um projeto humanizante e pacificador. Adorei tudo, tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-2695546668648396980?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/2695546668648396980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=2695546668648396980&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/2695546668648396980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/2695546668648396980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/06/congresso-nacional-da-escola-de-pais-do.html' title='Congresso Nacional da Escola de Pais do Brasil'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-667927401146772494</id><published>2010-06-01T17:48:00.001-07:00</published><updated>2010-06-01T17:56:23.527-07:00</updated><title type='text'>Estou feliz!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/TAWrueEGy5I/AAAAAAAAAOw/bBm34jfsjpk/s1600/folder+face+externa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 158px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/TAWrueEGy5I/AAAAAAAAAOw/bBm34jfsjpk/s400/folder+face+externa.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477973336598694802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/TAWqnmJxJyI/AAAAAAAAAOo/CQ1XEc40XZs/s1600/Folder+SEMCAS+Semin%C3%A1rio+interno.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/TAWqnmJxJyI/AAAAAAAAAOo/CQ1XEc40XZs/s400/Folder+SEMCAS+Semin%C3%A1rio+interno.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477972118999213858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olhá só que belo seminário realizamos ontem: Lotamos o Teatro do SESC e mais um pouco. Havia gente sentada nos degraus. Trabalhamos muito, mas fizemos um belíssimo trabalho, o que é motivo de orgulho e gratificação. UFA!&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-667927401146772494?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/667927401146772494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=667927401146772494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/667927401146772494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/667927401146772494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/06/estou-feliz.html' title='Estou feliz!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/TAWrueEGy5I/AAAAAAAAAOw/bBm34jfsjpk/s72-c/folder+face+externa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5021779914771243423</id><published>2010-05-21T17:33:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T11:17:16.009-07:00</updated><title type='text'>Como é a criança do século XXI?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S_cnVUIDAJI/AAAAAAAAAOg/rG4enaCYFHM/s1600/images+(4).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 124px; height: 101px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S_cnVUIDAJI/AAAAAAAAAOg/rG4enaCYFHM/s400/images+(4).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473887119225323666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O século vinte foi marcado por grandes revoluções nos costumes, com os quais, pouco a pouco fomos aprendendo a lidar. A maior das reviravoltas foi a do reconhecimento de que a mulher é tão gente quanto o homem e ela, amparada por leis criadas na marra, foi conquistando direitos, foi se libertando do jugo patriarcal.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Hoje estamos adaptados, não por completo, mas temos símbolos que representam essa adaptação, na figura de duas candidatas a presidentes da república. Elas representam milhões de mulheres que causaram estranhamento em uma sociedade machista, mas que foram galgando os lugares que eram delas por direito, por capacidade, por preparo. As mulheres provaram que aquilo pelo que lutaram veio para ficar, gostemos ou não gostemos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pois, o século vinte e um mostra-nos uma nova infância, ciente de sua cidadania, uma infância que sacou antes dos adultos que ela é cidadã. Nossas crianças estão mostrando um comportamento incompatível com a obediência, com a subserviência. Ela já sabe qual a sua condição na sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;É difícil esse período de adaptação, tanto que estamos escrevendo tratados, estudando o fenômeno incansavelmente. Percebemos o rancor que a altivez infantil provoca em adultos que ainda estão tentando compreender que vivemos uma quebra de paradigma. A criança não pertence mais ao adulto, não aceita falta de negociação, olha-nos desafiadoramente e quer discutir tudo, quer compreender tudo, requisitos necessários para que ela comece a pensar se faz o que estamos pedindo ou não. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Cabe-nos entender o contexto dessa nova infância e cabe-nos uma difícil adaptação. Entender que vivemos de forma visível e palpável uma revolução de costumes, mexe com nossas convicções e nos faz rever conceitos, valores e formas de relacionamento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O estado de estupefação e de alerta em que estamos nos vivendo, remete-nos à certeza de que o mundo muda, a criança muda, nós todos mudamos, mas existem necessidades humanas que não mudam. Todos continuamos necessitando de amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mesmo que estejamos atrapalhados, tentando entender as revoluções que o ser humano provoca, não devemos esquecer que temos o dever de amar essas crianças tão inteligentes, tão barulhentas, que insistem em nos olhar nos olhos e a pedir explicações após explicações, que ainda gostam de sentar no nosso colo, que têm momentos de completo abandono ao nosso afago. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não entender o que está acontecendo é uma coisa, negligenciar o que não entendemos é abandono. É tarefa de adultos inteligentes procurar caminhos criativos para cuidar das crianças do nosso tempo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado em Diário da Manhã de 26/05/2010&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5021779914771243423?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5021779914771243423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5021779914771243423&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5021779914771243423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5021779914771243423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/05/como-e-crianca-do-seculo-xxi.html' title='Como é a criança do século XXI?'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S_cnVUIDAJI/AAAAAAAAAOg/rG4enaCYFHM/s72-c/images+(4).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-1672458002566633532</id><published>2010-05-14T19:33:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T19:41:21.097-07:00</updated><title type='text'>Nada como um dia depois do outro!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje estou feliz, como sempre. Os mal estares que descrevo são periódicos, não acontecem na maioria dos dias. Estou aqui, tomando uma cerveja preta, realizada por ter feito um belo trabalho, com uma maravilhosa equipe. Foi pesado, mas a turma sempre percebeu quando estava pesando e sempre me acolheu e animou. Nos próximos dias vou divulgar aqui um projeto que ocupa meu pensamento desde o ano passado. Acho que sou uma pessoa tenaz, por que saiu e vai acontecer. Cercar-se de gente boa e inteligente é o pontapé inicial para que nossos sonhos aconteçam. Ter sonhos que interessam ao coletivo e encontrar a sensibilidade dos outros em consonância com a nossa, faz tudo acontecer. Que legal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-1672458002566633532?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/1672458002566633532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=1672458002566633532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1672458002566633532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1672458002566633532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/05/nada-como-um-dia-depois-do-outro.html' title='Nada como um dia depois do outro!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-2052923026713317874</id><published>2010-05-13T09:10:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T05:04:49.679-07:00</updated><title type='text'>Estou angustiada de novo!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se quiserem me ver feliz, vejam-me ocupada com alguma coisa relevante, que faça a diferença. Ultimamente, mesmo sabendo da importância das coisas que faço, necessito fugir delas. Há circunstâncias intransponíveis que me amedrontam, tal a intensidade com que me afetam fisicamente. Não aguento mais sentir o peito tremendo, as extremidades geladas e a sensação de que meu cérebro está sendo sugado, pelo simples fato de falar com alguém, sobre assuntos pontuais, que consigo identificar como gatilhos para meu mal estar. Preciso aprender a desvencilhar-me do que me incomoda, mas que já foi central na minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontro, ainda bem, pessoas que compreendem a situação, inúmeras delas já passaram por isso e hoje estão bem. Dizem-me que o que incomoda não nos serve, mas ignoram que ideais e utopias não podem ser abandonadas como se fossem descartáveis. Ontem encontrei um personagem que aprova trabalho infantil, aprova tortura a adolescentes infratores, diz que já praticou inclusive e isso me abalou sobremaneira. O resultado é o Mingo chegar do trabalho, me encontrar sob o edredon, esperando que o ansiolítico faça efeito. Estou esperando que a humanidade evolua, que nos enxerguemos com outros olhos, que as crianças e os adolescentes sejam respeitados, que eles sejam filhos de todos nós. Enquanto isso, vou tomando meus remedinhos básicos e comprando lenços de papel. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-2052923026713317874?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/2052923026713317874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=2052923026713317874&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/2052923026713317874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/2052923026713317874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/05/estou-angustiada-de-novo.html' title='Estou angustiada de novo!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-9155421673305810174</id><published>2010-04-30T18:36:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T18:39:02.401-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; "&gt;&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="5" cellpadding="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" valign="top"&gt;&lt;table width="100%" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="49%" valign="top"&gt;&lt;table width="100%" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="98%" align="left" class="borda_cinza_bottom" style="border-bottom-color: rgb(183, 183, 183); border-bottom-width: 1px; border-bottom-style: solid; "&gt;&lt;span class="texto_corpri_24_bold" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 24px; font-weight: bold; color: rgb(0, 60, 158); font-style: normal; "&gt;Revista Somando&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td colspan="2" valign="top"&gt;&lt;table width="100%" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td width="49%" valign="top"&gt;&lt;table width="100%" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="http://www.rplanalto.com/site.php?menu=revista&amp;amp;acao=listar" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; font-style: normal; font-weight: normal; color: rgb(122, 92, 63); text-decoration: none; "&gt;&lt;span class="texto_preto_10_bold" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px; font-weight: bold; color: rgb(82, 82, 82); font-style: normal; "&gt;Revista Somando &gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="texto_preto_11" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; font-weight: normal; color: rgb(82, 82, 82); font-style: normal; "&gt;Homenagem às proezas das mães&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt; &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto_preto_10_bold" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px; font-weight: bold; color: rgb(82, 82, 82); font-style: normal; "&gt;Especial&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;span class="texto_corpri_11_bold" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; font-weight: bold; color: rgb(0, 60, 158); font-style: normal; "&gt;Homenagem às proezas das mães&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;address&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; * Sueli Gehlen Frosi&lt;/span&gt;&lt;/address&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;address lang="en" class="western" style="margin-bottom: 0cm; "&gt;Reverenciar as mães é uma necessidade na medida em que reconhecemos sua contribuição inestimável e intransferível para a evolução da humanidade. É reconhecer suas façanhas ditadas pela experiência de ser mãe de uma criança, pois é aí que a mulher vive uma plenitude difícil de descrever, feita de humores corporais, cheiros, olhares, aprendizados mútuos de ser mais gente. Queremos homenagear as mães suficientemente boas, não as perfeitas, mesmo porque, segundo Winnicott, elas não existem.&lt;/address&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;address lang="en" class="western" style="margin-bottom: 0cm; "&gt;Uma mulher, quando aconchega seu bebê e olha para ele, permite-lhe o reconhecimento de sua maternidade, fazendo do ato de amamentação algo muito superior ao ato de alimentá-lo. Um ato que humaniza, que amoriza e aproxima. A mãe que não gesta, mas adota um filho, consegue o mesmo feito, desde que se valha dos mesmos mecanismos biológicos que empurram as mulheres para uma maternidade bem-sucedida.&lt;/address&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;address lang="en" class="western" style="margin-bottom: 0cm; "&gt;A mãe é responsável pela proeza mais complexa vivida por um ser humano, que é a de aprender o idioma materno em alguns meses. Uma aprendizagem tão intensa e rápida acontece por causa dos sussurros, cantigas de ninar, conversinhas ao pé do ouvido, olhar atento e ao aplauso a cada avanço. A mãe deve acompanhar as primeiras tentativas de fala da criança, pois é dela a tarefa de ensiná-la a falar, sob risco de prejuízo posterior, tanto em outros aprendizados, quanto em seu desempenho social. Uma criança bem alfabetizada aprendeu a falar com sua mãe.&lt;/address&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;address lang="en" class="western" style="margin-bottom: 0cm; "&gt;Para aprender com competência, um bebê não necessita que sua mãe tenha formação acadêmica, não precisa dela um QI superior; ele só necessita ser apreciado, aplaudido, estimulado por alguém feliz e disponível, o que derruba as teorias de que a qualidade do tempo vale mais do que a quantidade de tempo. É crucial que a criança pequena seja atendida em sua integralidade, o que lhe proporciona a certeza de que está segura, de que não precisa ficar angustiada, mas, se ficar, ser compreendida e acolhida com o colo e o olhar carinhoso. Essa segurança será a mola propulsora para que o bebê vá se afastando da mãe gradativamente, bem antes do que uma criança negligenciada, ou a que fica longe da mãe por muito tempo.&lt;/address&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;address lang="en" class="western" style="margin-bottom: 0cm; "&gt;Devemos homenagear as mães, também, por permitirem que o pai ou outro adulto significativo entre na vida da criança, a fim de que ela se perceba alguém separado e diferenciado da mãe. A função paterna apresenta o filho ao mundo, é o que socializa o bebê, é o que o leva a passear e diz com suas atitudes que a mãe não é exclusividade sua. Isso contribui para que a criança vá conquistando autonomia, rompendo com o elo exagerado mãe-bebê. A entrada de uma terceira pessoa na relação, depois de outras mais, só é possível acontecer de forma saudável com o consentimento da mãe, e isso acontece se ela for saudável emocionalmente, se estiver feliz e segura. Isso ocorre desde que se sinta amada, protegida e cuidada pelas pessoas que a rodeiam.&lt;/address&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;address lang="en" class="western" style="margin-bottom: 0cm; "&gt;Sabemos muita coisa, hoje, para que fiquemos alheios às necessidades de cuidados à gestante, à nutriz, à mãe que despende toda sua energia para atender sua prole. As iniciativas que protegem as mães, como licença maternidade, agora ampliada para seis meses, representam a constatação de que devemos cuidar melhor da infância, cuidando melhor das mães, valendo a máxima de Maturana, que afirma que o futuro da humanidade não está nas crianças, mas nos adultos que cuidam das crianças.&lt;/address&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;address lang="en" class="western" style="margin-bottom: 0cm; "&gt;As homenagens às mães são mais do que merecidas, pois ainda existimos por causa delas. Somos fruto do que ganhamos das nossas mães, suas proezas nos acompanham pela vida afora, pois seu legado nos marca indelevelmente.&lt;/address&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;address lang="en" class="western" style="margin-bottom: 0cm; "&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Diretora Regional da Escola de Pais do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/address&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-9155421673305810174?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/9155421673305810174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=9155421673305810174&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/9155421673305810174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/9155421673305810174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/04/revista-somando-homenagem-as-proezas.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-4594952506318299071</id><published>2010-04-28T20:01:00.000-07:00</published><updated>2010-04-30T05:36:44.836-07:00</updated><title type='text'>Quem cuida de quem cuida de crianças?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S9j3b6vtE9I/AAAAAAAAAOY/L__B_KBAnD0/s1600/images+(3).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 123px; height: 86px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S9j3b6vtE9I/AAAAAAAAAOY/L__B_KBAnD0/s400/images+(3).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465390206811968466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Estamos longe dos tempos em que as mães cuidavam de suas crianças durante as vinte e quatro horas do dia. Hoje elas trabalham fora de casa, viram-se em duas pra dar conta de tudo o que tem que fazer e as crianças, em grande parte, são cuidadas por cuidadores. Ainda há as mães e pais que ficam em casa, mas, ainda assim, as crianças são levadas para escolinhas e creches bem cedo.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pode-se arriscar dizer que a maioria das crianças são cuidadas por cuidadores, portanto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mas, será que essas pessoas que assumem o encargo de cuidar de pessoas em desenvolvimento estão capacitadas devidamente para tão grandiosa missão? Será que elas estão aptas a amar e proteger de forma adequada? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Temos notícia nos últimos dias de casos de tortura contra crianças bem pequenas, vitimadas por pessoas que, desequilibradas, foram notícia de jornais e TV. Para as autoridades que lidam todos os dias com crimes contra crianças, isso não é novidade, pois recebem, de forma assustadora e crescente, denúncias de maus tratos, estupros e todos os tipos de violação de direitos, por parte de adultos, na maioria das vezes adultos da própria família. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Cabe-nos proteger nossos filhos e filhas, mas não só isso, cabe-nos cuidar de todas as crianças. A perda e a violação de uma criança é irreparável e depõe contra a nossa humanidade. É intolerável a omissão e a ignorância quando se trata de proteger a infância.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Esses casos notórios e ostensivos, por vezes, não nos deixam ver as pequenas crueldades que acontecem e que, por não estarmos preparados, deixamos acontecer. Quantas vezes vimos crianças serem surradas, até mesmo espancadas e ficamos quietos? Quantas vezes vimos meninos e meninas serem insultados por adultos? Quantas vezes vimos crianças serem vitimadas por outras crianças e pensamos que fosse normal? Se olharmos pra dentro de nós, talvez nos lembremos da nossa infância, das vezes em que riram das nossas gafes, das vezes em que gritaram conosco, das vezes em que bateram em nós e de quanto isso nos fez sofrer. Talvez nos lembremos dos apelidos que botamos nos nossos colegas, rimos deles e isso nos fez sofrer também. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A infância deve ser um tempo cheio de alegria, de aprendizado, de descobertas, de carinho. A atuação dos adultos deve ser estimulante, exigente com relação às boas maneiras e para isso eles devem ser respeitáveis, equilibrados e, principalmente, disponíveis. O abandono também se caracteriza quando os adultos são indiferentes e relapsos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Cuidar de crianças não é tarefa para todos, pois dá muito trabalho, exige atenção em tempo integral e, mais importante, exige preparo. Nem todas as pessoas estão preparadas para algo tão absorvente. Sentir-se gratificado no final do dia por ter respondido mil perguntas, por ter ajudado a andar, por ter ajudado nas tarefas da escola, por ter cuidado dos machucados, por ter tranqüilizado, por ter dito mil vezes a mesma coisa, é a melhor coisa do mundo. Mas, estamos nos sentindo assim? Ou descobrimos falhas onde não podemos falhar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Há que cuidar dos adultos para que eles cuidem adequadamente das crianças. Este é um desafio que não tem tamanho, gente!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã em 30/04/2010&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-4594952506318299071?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/4594952506318299071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=4594952506318299071&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4594952506318299071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4594952506318299071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/04/quem-cuida-de-quem-cuida-de-criancas.html' title='Quem cuida de quem cuida de crianças?'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S9j3b6vtE9I/AAAAAAAAAOY/L__B_KBAnD0/s72-c/images+(3).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7075108522906727675</id><published>2010-04-08T06:32:00.000-07:00</published><updated>2010-04-17T05:45:36.510-07:00</updated><title type='text'>Fila para idosos, para quê?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S73bsESx6uI/AAAAAAAAAOQ/GE5XduCLFmQ/s1600/idosos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 142px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S73bsESx6uI/AAAAAAAAAOQ/GE5XduCLFmQ/s400/idosos.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457759873556146914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Raramente faço uso de fila para idosos, por várias razões, pois sou saudável e forte, por ver que as filas de idosos são maiores do que as dos caixas normais e por esquecer-me da idade que tenho.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Esta semana precisei de um medicamento em uma cidade do nordeste, tarde da noite, estava muito quente dentro da farmácia, o que piorava meu mal estar e a fila era enorme. Vi que não aguentaria e pedi um caixa para idosos. Fui orientada a passar na frente de todo mundo, o que fiz a contragosto e constrangida. Um senhor abordou o caixa que me atenderia e disse que não concordava com a deferência e disse que havia mais idosos na fila. O caixa, ciente do Estatuto do Idoso, pediu que os idosos passassem à frente, o que irritou mais ainda o dito senhor, que, indelicadamente, afirmou que dali em diante levaria sua avó para as filas que teria de enfrentar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Fui atendida, como era certo, mas a ironia de que fui vítima me incomodou sobremaneira. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Contei o caso a um gerente de banco e ele me esclareceu que as filas dos idosos são um engodo e que a lei manda dar prioridade ao idoso, às gestantes e aos portadores de necessidades especiais, só isso. Portanto, não há necessidade de filas, mas há necessidade de que as pessoas que compõem as filas, assim como os caixas de bancos, farmácias, supermercados, lojas e todos os estabelecimentos que recebem pessoas, compreendam que ceder lugar aos que necessitam, nos torna melhores, mais humanos e mais gentis. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Logo, logo seremos muitos velhos, as estatísticas mostram isso e se não formos mais civilizados, o trabalho de pessoas como o da doutora Zilda Arns terá sido inútil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Há quem diga que as pessoas só conhecem seus direitos e não seus deveres, o que encoraja alguns a se referirem a crianças, como se crianças tivessem voz para reivindicar seus direitos. Elas necessitam do nosso discernimento adulto para que sejam respeitados e cuidados devidamente. Há velhos que também perderam sua capacidade de discernimento e curvam-se às exigências de estabelecimentos que não os protegem, mas os sacrificam ainda mais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Portanto, espero que as pessoas vulneráveis saibam que têm prioridade e que não necessitam enfrentar filas, mesmo as especiais, às vezes longas demais e que ninguém se valha da sua avó para desvirtuar o que veio para facilitar a vida de muitas pessoas. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã de 09/04/2010&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado em O Nacional de 14/04/2010&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado em Zero Hora de 17/04/2010&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7075108522906727675?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7075108522906727675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7075108522906727675&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7075108522906727675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7075108522906727675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/04/fila-para-idosos-para-que.html' title='Fila para idosos, para quê?'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S73bsESx6uI/AAAAAAAAAOQ/GE5XduCLFmQ/s72-c/idosos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-3798692701397864904</id><published>2010-03-24T06:56:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T07:30:34.902-07:00</updated><title type='text'>Espetáculo de danças Deborah Kolker</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S6oh_cFrSgI/AAAAAAAAAOI/70XcMZBQD_s/s1600/Dan%C3%A7a+-+Deborah+Kolher.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; DISPLAY: block; HEIGHT: 188px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452207672640883202" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S6oh_cFrSgI/AAAAAAAAAOI/70XcMZBQD_s/s400/Dan%C3%A7a+-+Deborah+Kolher.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tive a oportunidade de assistir à Companhia de Danças Deborah Kolker, no Centro de Convenções de Olinda, PE. Fomos Gabriela e eu, faceiras e com uma expectativa de que fosse um grande evento e nos enganamos, foi muito mais do que isso. Foi algo impressionante, desde os cenários, à iluminação e, claro, os bailarinos. São ocasiões como essa que nos fazem crescer e aprender que a arte é a melhor forma de elevar nosso espírito e alcançar momentos de plenitude. Começou tudo com nossa entrada no Centro de Convenções, algo grandioso e super moderno, com vários auditórios, que possibilitam a realização de espetáculos os mais diversos, além de shows, formaturas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deborah Kolker, no último ato, toca ela mesma piano e faz uma mistura de arte e dança, focando o quadro em Degas e Velásquez, numa composição de vasos e bailarinos. Ficamos extasiadas. Adoramos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-3798692701397864904?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/3798692701397864904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=3798692701397864904&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3798692701397864904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3798692701397864904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/03/espetaculo-de-dancas-deborah-kolker.html' title='Espetáculo de danças Deborah Kolker'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S6oh_cFrSgI/AAAAAAAAAOI/70XcMZBQD_s/s72-c/Dan%C3%A7a+-+Deborah+Kolher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-468107101020252380</id><published>2010-03-19T19:32:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T19:46:38.363-07:00</updated><title type='text'>Amigo doente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabe aquele amigo que sempre sorri e que sempre abraça e que sempre aperta quando abraça e que sempre diz que sim para tudo. Tenho um assim. Já compartilhamos muitas festas, já comemos muita comida boa, já nos preocupamos com coisas sérias e, sobretudo, já sonhamos coisas grandiosas. Somos dois sonhadores salvadores do mundo, num tempo em que tão poucos têm uma utopia para conseguirem viver. Eu e ele não conseguiríamos viver sem ter um horizonte possível e bonito. Tudo para nós é factível, mesmo que difícil. Algumas coisas ficam para trás, mas o foco está lá, esperando e nós correndo atrás dele. Amo muito a mulher dele, aquela exuberante mulher, para quem tudo tem uma solução prática e que ri rasgado, sem pudor. São pessoas para as quais sempre ofereci o que tenho de melhor, mas, com amigos de verdade, não adianta, nossos defeitos ficam visíveis, mas eles nunca deixaram de ressaltar e de apreciar minhas virtudes e sempre me ajudaram a lapidar minhas falhas, para que elas não me prejudicassem mais do que o necessário. Pois o meu amigo está doente e eu estou aqui, vendo-o recuperado de novo, pois sei da sua força e sei do amor que move sua vida. Penso que os que amam e são felizes têm mais facilidade para se reabilitarem, mas eu quero que seja rápido, pois quero vê-los entrarem lá em casa e quero levá-los de novo para o nosso quarto, onde tem um aparelho que deixa tudo fresquinho ou tudo quentinho, para que sentemos na cama, nós quatro, de novo, para que façamos planos, para que sonhemos e para que programemos muitas festas e jantares e viagens e trabalhos importantes. Estou aqui esperando a cura dele e estou confiando na força do amor da mulher dele e dos filhos dele para que tudo aconteça pelo melhor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-468107101020252380?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/468107101020252380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=468107101020252380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/468107101020252380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/468107101020252380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/03/amigo-doente.html' title='Amigo doente'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5434586615081469560</id><published>2010-03-08T06:39:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T06:41:19.149-08:00</updated><title type='text'>Quem é a mulher que trabalha?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;No Brasil a partir da Revolução Industrial de 1930 o contexto social e econômico mudou radicalmente. O êxodo rural transformou-nos, pouco a pouco, em um povo urbano, fazendo-nos espectadores de transformações impactantes, às quais ainda não estamos acostumados. Continuamos aprendendo a viver sem o modelo ancestral, onde havia pai, mãe, filhos, animais domésticos e terra para trabalhar.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Primeiro quem saiu de casa foi o pai, engolido pela indústria, ficando o cuidado da casa e dos filhos para a mãe. Em seguida saiu a mãe, para cumprir horários fabris, em detrimento do que queria e sabia fazer, que era o de cuidar dos filhos, fazer a comida e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;cuidar da casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Mas, muitas mulheres têm como modelo a própria mãe levantando cedo para trabalhar na lavoura, não sem antes servir o café, tirar leite, deixar a roupa ensaboada, para retornar no horário de maior calor, começar o almoço, torcer a roupa, almoçar com o marido e os filhos e, enquanto o marido descansava do trabalho na roça, lavar a louça e pendurar as roupas no varal; ou, uma mãe urbana, sobrecarregada e submissa, insatisfeita com sua condição de dependente do marido; ou, uma mãe mal paga para ensinar gerações e gerações, cuja frustração nunca escapou da família.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As mulheres a partir daí são divididas em duas categorias: as que trabalham fora e as que não trabalham. De trabalhadoras nas fábricas, elas alçaram outros voos e tornaram-se importante mão de obra em todos os setores e com muito sucesso. Não é mais possível prescindir do trabalho cada vez mais qualificado das mulheres, o que nos orgulha sobremaneira. Elas são as que trabalham, coisa que se ouve e se diz comumente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As mulheres que não trabalham são aquelas que optaram e optam por cuidar da casa, dos filhos e essas deveriam ser remuneradas pelo Estado, pois não necessitam de creches, fazem a comida todos os dias, seus filhos raramente precisam ser internados e ajudam as crianças nas tarefas escolares. São as que levam os filhos à escola e os buscam, não sem antes conversar com a professora. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A primeira categoria de mulheres faz das tripas coração para conseguir conciliar sua vida profissional, familiar e social. Cumpre jornadas de trabalho inimagináveis e consegue equiparar-se ao homem no quesito stress e doenças cardíacas. São heroínas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A segunda categoria foi desqualificada quando a casa, o lar, deixou de ser fonte de renda para tornar-se somente moradia da família. O trabalho da casa tornou-se “coisa de mulher”. Não é raro encontrarmos mulheres frustradas por não encontrarem o reconhecimento da sua importância na sociedade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A verdade é que as mulheres sempre trabalharam, e muito. O fato de ganharmos menos do que os homens, mesmo trabalhando muito mais é um grande equívoco e motivo de violência. Muitas mulheres agredidas pelos homens suportam a situação por não conseguirem ganhar o suficiente para livrarem-se de seus agressores. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não deveríamos ter um dia dedicado às mulheres, pois elas fazem jus a que todos os dias sejam delas, dado à crucial relevância de seu trabalho, sem o qual não existiríamos mais como humanidade. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã de 06/03/2010&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5434586615081469560?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5434586615081469560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5434586615081469560&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5434586615081469560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5434586615081469560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/03/quem-e-mulher-que-trabalha.html' title='Quem é a mulher que trabalha?'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-2245402739771079075</id><published>2010-03-04T04:00:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T04:11:48.872-08:00</updated><title type='text'>Capacidade de dizer não</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li não faz muito, que o brasileiro tem dificuldade de dizer não e quando o faz, dá um milhão de desculpas, quase sempre esfarrapadas. Pois eu tenho essa dificuldade e vou assumindo coisas que tomam um vulto enorme. Quando amanheci ontem com uma tremenda crise de ansiedade, coisa de que eu achei estar livre, fui olhar minha agenda e vi que havia assumido 4 palestras e estava quase assumindo a quinta. A sensação de impotência de uma crise de ansiedade é muito assustadora, motivo pelo qual, resolvi finalmente ouvir os conselhos do psiquiatra: vou dizer não sempre que for necessário, sempre que a tarefa for estressante. Gosto dos meus trabalhos voluntários, acho-os importantes e sempre tive prazer em realizá-los, mas, acho que preciso de uma folga, preciso me sentir mais solta, sem a urgência de pesquisar e montar trabalhos. Dizer não pra mim é algo obrigatório e urgente, se eu quiser preservar minha sanidade, tanto física, quanto mental. Tenho que conceder este ano para minha tranquilidade. Posso copiar algo dos americanos, sim!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-2245402739771079075?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/2245402739771079075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=2245402739771079075&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/2245402739771079075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/2245402739771079075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/03/capacidade-de-dizer-nao.html' title='Capacidade de dizer não'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-6535128907591726059</id><published>2010-02-13T05:07:00.001-08:00</published><updated>2010-02-13T10:52:21.817-08:00</updated><title type='text'>Carnaval e filhos nas estradas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós os pais temos a imaginação fértil, principalmente com filhos transitando pelas estradas em feriadão. Imagine em feriadão de carnaval, então. Procuro evitar os noticiários recheados de notícias de avalanches de terra, tempestades, acidentes e procuro concentrar-me na felicidade que os filhos estão desfrutando, após tanto trabalho, estudos e correria. Confesso que sempre resta lá no fundo da alma, aquele temor de que algo dê errado, que alguém sofra de alguma forma. Procuro esquecer de que na minha juventude sofri alguns apertos, me arrisquei algumas vezes com aquele sentimento de onipotência que caracteriza os jovens ávidos por aventuras e novidades. Embora saiba da ingenuidade que caracterizou a mim e aos meus pares, para os padrões da época fomos ousados, pois protestávamos contra o regime, voávamos pelas estradas, voltávamos das baladas de manhã, a pé. Não passava pela minha cabeça que algo de perigoso pudesse acontecer e não entendia as apreensões dos meus pais e o alívio deles ao ver que chegava em casa. Lembro que o maior temor dos pais da época era o de que namorássemos sem o devido pudor, sem o devido respeito, sem a fiscalização deles. Éramos monitorados tanto por eles, quanto pelos amigos deles. Os vizinhos eram fiscais da moral e dos bons costumes, escondidos atrás das venezianas, para verificar se o comportamento da juventude transviada estava de acordo com os preceitos da religião. Tínhamos medo da opinião dos outros, do que os outros pudessem comentar, pois isso faria muita diferença na avaliação que nossos pais fariam de nós. "Os outros" eram o grande fantasma, eram a grande vacina de que nossos pais lançavam mão para tentar refrear nossas investidas mais ousadas. Aos rapazes era dada a chance de redenção, levando-os ao médico para curar gonorréias adquiridas nos prostíbulos muito frequentados pelos rapazes de boa família. Era normal o atendimento dos meninos nos hospitais, com o intuito de "tomarem soro" após as bebedeiras e prováveis ingestões de "boletas", terror dos terrores. Até hoje não sei em que consistia a tal "boleta", mas a maconha era o próprio diabo, não sendo permitido que tivéssemos olhos vermelhos sob qualquer motivo, para logo sermos suspeitos de fumar a maldita. Conquistamos o grande feito de darmos de ombro aos "outros", namoro íntimo é a regra, beijos e abraços e amassos sem compromisso não causam estranheza, mas assistimos a massacres juvenis em grande escala. Estamos perdendo filhos demais e isso me apavora. Perdemos pessoas que bebem cerveja demais, que se brutalizam com o crack, encontramos caminhoneiros que adormecem por exaustão ou que, enlouquecidos por remédios, cometem verdadeiros desatinos nas estradas. Convivemos com a impunidade, com o descompromisso, com a pressa sem medida e com litros e litros de vodka e cerveja que rolam nas baladas mais inocentes que nossos filhos frequentam. Melhor é não pensar muito e confiar que tudo dê certo e que, daqui a alguns dias, eles estejam junto conosco sãos e salvos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-6535128907591726059?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/6535128907591726059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=6535128907591726059&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6535128907591726059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6535128907591726059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/02/carnaval-e-filhos-nas-estradas.html' title='Carnaval e filhos nas estradas'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-1436441416294175531</id><published>2010-01-28T05:33:00.000-08:00</published><updated>2010-02-02T16:32:31.835-08:00</updated><title type='text'>Licença maternidade ampliada</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S2GUjR_pKtI/AAAAAAAAAOA/D_TbPGl9-UI/s1600-h/m%C3%A3e+amamentando.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 127px; height: 95px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S2GUjR_pKtI/AAAAAAAAAOA/D_TbPGl9-UI/s400/m%C3%A3e+amamentando.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431785959432202962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;De acordo com &lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;o Diário Oficial a instrução normativa nº 991, que regulamenta o Programa Empresa Cidadã, a licença maternidade pode ser ampliada de quatro para seis meses, o que é motivo de júbilo para toda a sociedade, pois permite que os bebês sejam amamentados e acalentados por um período muito maior, trazendo benefícios a ele e à mãe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;                &lt;/span&gt;Todos conhecemos a situação de angústia por que passam as mães ao terem que se desvenciliar de seus filhos tão pequenos e tão dependentes, dependência essa que é uma característica humana. Uma criança é humanizada devidamente quando tem oportunidade de permanecer aconchegada ao corpo da mãe, sentindo seu cheiro, sentindo seu coração e sugando seu seio. Freqüentar uma creche ou ser cuidada por uma pessoa estranha em tão tenra idade traz prejuízos tanto para a mãe, quanto para o bebê. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;                &lt;/span&gt;Pouco ou nada podemos fazer em favor das crianças do Haiti, dos órfãos das catástrofes tão comuns pelo mundo afora, mas podemos cuidar das nossas crianças. Condoemo-nos com a situação de tantas crianças que sofrem e nos sentimos impotentes e, por vezes, desesperançados quanto ao futuro da humanidade. Há muitos que preferem não ter filhos por causa desta angústia, que não os deixa vislumbrar um futuro possível para os que virão. Quanto a isso não podemos fazer nada, a não ser lamentar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;                &lt;/span&gt;O que é possível e viável é cuidarmos do aqui e do agora, é cuidarmos do que é possível fazer em nosso entorno e, proporcionar uma vida melhor para as mães e os pais é possível, pois isso reflete diretamente na qualidade do nosso povo. Está mais do que na hora de pararmos com a falácia de que as crianças são o futuro do Brasil. Devemos incorporar a máxima de Daniela Mistral que diz: “O futuro da criança é sempre agora.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;                &lt;/span&gt;Todas as iniciativas que priorizam o bem estar de mães, pais e bebês devem mobilizar-nos no sentido de darmos nosso apoio incondicional, pois estaremos apostando na prevenção da saúde mental e física de toda a população. Sabe-se que mães mais tranquilas, para as quais é permitido que cumpram seu papel de maternar, são muito mais saudáveis, faltam menos ao trabalho e comparecem menos aos serviços de saúde. Sabe-se também, que crianças amamentadas exclusivamente com leite materno, não necessitam ingerir outro alimento durante esse período, são mais saudáveis, não ficam expostas a contaminação por via alimentar, são mais felizes e seguras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;                &lt;/span&gt;Será que segurança, amor, felicidade, saúde e salubridade são argumentos suficientes para que todos os esforços sejam investidos para que o Programa Empresa Cidadã seja uma realidade? Será que, de tão preocupados com a situação mundial, estamos nos esquecendo do que é possível fazer em nossa empresa, em nossa casa, em nosso bairro, em nossa cidade? Não há ação garantidora de vida melhor que suplante a ação concreta de cuidarmos de crianças de forma adequada. Não há ação mais concreta que a de cuidarmos das mães, tanto as gestantes, quanto as que têm sob sua guarda crianças pequenas, cujas necessidades temos obrigação de suprir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;                &lt;/span&gt;Permitir que as mães permaneçam a maior parte do seu tempo junto ao bebê é algo tão lindo e grandioso, que não pode ser negligenciado por quem quer que seja. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;Publicado em O Nacional de 02/02/2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;                &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:9.0pt;color:black;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;                &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-1436441416294175531?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/1436441416294175531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=1436441416294175531&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1436441416294175531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1436441416294175531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/01/licenca-maternidade-ampliada.html' title='Licença maternidade ampliada'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/S2GUjR_pKtI/AAAAAAAAAOA/D_TbPGl9-UI/s72-c/m%C3%A3e+amamentando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-6431816153856938990</id><published>2010-01-08T10:24:00.000-08:00</published><updated>2010-01-15T10:33:35.450-08:00</updated><title type='text'>Ressaca</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“São casas simples, com cadeiras na calçada e na fachada escrito em cima, que é um lar...” Gente humilde – Garoto, Chico e Vinícius&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Da época da música citada aos nossos dias encontramos diferenças abissais, começando pelo fato de que vivíamos com vagar, com tempo de conversar com os vizinhos, quando uma viagem daqui a Carazinho levava quase um dia. Hoje, percebe-se uma pressa louca, mesmo com estradas asfaltadas que nos levam daqui para ali em questões de minutos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Estamos vivendo a ressaca da natureza implacável, coisa provocada por nós, segundo os cientistas, ou segundo outros, vivemos um ciclo natural de mudanças, mas, de qualquer forma, o fato é que estamos enterrando nossos mortos e lamentando a perda de bens materiais, tendo que reconstruir cidades inteiras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A ressaca da nossa pressa em chegar é mais chocante, pois enterramos centenas de pessoas, vitimas das estradas ocupadas afoitamente, no afã de chegar logo e viver os feriadões tão aguardados. Os ocupantes dos veículos envolvidos em acidentes sabiam que estavam sendo aguardados com ansiedade, sabiam de suas mães e pais preparando ceias e docinhos e quitutes que eles sabiam, eram seus preferidos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Há ressacas sem cura, há ressacas que amargaremos para sempre, porém as estradas estão cada vez melhores, os espumantes estão sendo fabricados em quantidade suficiente, as cervejas são cada vez mais variadas e não temos mais que perder tempo sentados nas calçadas, proseando com os vizinhos, afinal temos nossos amigos virtuais, os quais podemos acessar de qualquer lugar do mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O fato é que somos muito condescendentes com o perigo e não hesitamos em arranjar desculpas pessoais para nossos desmandos. Ouvimos nossos filhos, nossos amigos e ouvimos de nós mesmos desculpas para correr na estrada, já que ela está tão boa e não tem pardais; concordamos e toleramos que em festas é permitido beber e dirigir, já que alguns, segundo eles, não perdem os reflexos com a bebida, já que alguns são mais fortes pra bebida do que outros; concordamos com o fato de que a fiscalização está frouxa, então podemos abrir uma exceção; e, sorridentes e felizes abrimos mão do que deveria ser fundamental, abrimos mão da segurança dos nossos filhos, abrimos mão da firmeza nas nossas opiniões, abrimos mão do exemplo cidadão que deveríamos ser. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quem sabe se, cansados disso tudo, este ano e nos próximos, tomemos decisões inteligentes para preservar o planeta, viajemos apreciando a natureza, dentro da velocidade permitida, sem ultrapassagens perigosas e, façanha das façanhas, voltemos a colocar cadeiras nas calçadas para conversar com os vizinhos e aprender uma nova forma de fazer chimarrão, numa troca que só pode ser enriquecedora. Quem sabe se essa prática não espanta assaltantes? Quem sabe se aquele menino enlouquecido pelo crack, filho do nosso vizinho, não vem bater um papo conosco?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Temos direito aos nossos brindes, à nossa alegria, mas temos a obrigação de chamar um taxi que nos leve para casa, caso nossos brindes contenham álcool, não lhe parece? Ressaca é um sintoma de algum excesso, mas não pode ser permanente. Um remedinho pra dor de cabeça, muita água e um café forte devem bastar, afinal, não estamos em guerra pra perder tantos filhos e filhas, não é?&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado em O Nacional de 11/01/2010&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã em 14/01/2010&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-6431816153856938990?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/6431816153856938990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=6431816153856938990&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6431816153856938990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6431816153856938990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2010/01/ressaca.html' title='Ressaca'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8075292912853467669</id><published>2009-12-31T05:08:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T05:22:46.131-08:00</updated><title type='text'>Suspiros!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/Szylnlz6-0I/AAAAAAAAAN4/bq3EIZeLB_g/s1600-h/suspiros.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 91px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/Szylnlz6-0I/AAAAAAAAAN4/bq3EIZeLB_g/s400/suspiros.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421390151030602562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi a fazer suspiros! Este era um tabu que demorei muitos anos para resolver, pois não conseguia assá-los convenientemente. Agora eu sei que devo deixar o fogo bem baixinho e colocar a parte de baixo da manteigueira de inox entre a porta do forno e o forno, de forma a mantê-lo sempre entreaberto. E zás! Lá estão meus suspiros com nozes, lindos leves e soltos, como sempre almejei e sempre comi com voracidade, feitos pelas minhas cunhadas. Agora sim, os ovos serão aproveitados em sua totalidade, exceto as cascas. Elas sempre podem ser misturadas à terra, dizem, para fazer compostagem, e, como não faço compostagem, elas vão diretamente à lata de lixo orgânico. Tenho mania de separar os lixos, mas sei que tudo é bem misturado por essa empresa que nos impingiram, que finge fazer um serviço, e nós fingimos que acreditamos. Vi no Bourbon, vários recipientes para reciclagem de lixo e entre eles, há um que recolhe pilhas usadas. Eu adorei, pois estou com um estoque de pilhas que acredito serem muito danosas ao planeta, se jogados por aí, nos lixões. Enfim, venci uma etapa culinária e estou feliz por isso. O Domingos vai se refestelar comendo essas bolinhas brancas e açucaradas, que são a paixão dele. Para quem não sabe, misturar nozes picadas à merengada é tudo de bom... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8075292912853467669?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8075292912853467669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8075292912853467669&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8075292912853467669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8075292912853467669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/12/suspiros.html' title='Suspiros!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/Szylnlz6-0I/AAAAAAAAAN4/bq3EIZeLB_g/s72-c/suspiros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-6782598134323588849</id><published>2009-12-22T09:07:00.001-08:00</published><updated>2009-12-22T09:24:35.777-08:00</updated><title type='text'>Cozinhando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Natal está chegando e eu estou cozinhando. Faço-o enquanto penso no gosto dos meus queridos, tentando agradar a todos. Papo de anjo é uma unanimidade, portanto fiz muitos e ainda farei outro tanto. Vou mandar as claras para a Iria que sabe fazer merengues com nozes, uma delícia sem par. Sou péssima pra fazer merengues, mas meus papos de anjo... Eu poderia ser uma portuguesa, tal a facilidade com que os faço. Penso muito nos portugueses e nas delícias que nos legaram, feitos basicamente de ovos e açúcar. Claro que de farinha também, ou não teriam criado os pastéis de Santa Clara. Amo a textura dos doces portugueses, por sua leveza e simplicidade, pois tudo se desmancha na boca. Ainda vou fazer uma pesquisa bem séria e me especializar em transformar ovos em algo quase etéreo, inacreditável. Cozinho enquanto espero a Flávia, com uma saudade que não tem nome, tal a intensidade. Perdi os cantinhos que permaneciam com o cheirinho dela, por causa do tempo e o tempo se encarrega de apagar o que não é frequentado por um tempo. Ela levou quase tudo embora e o que ficou foi se tornando algo pertencente à casa, sem suas características, sem seu cheiro. Espero que daqui a alguns anos, meus filhos procurem o cheiro da casa deles, por sentirem saudade de nós. Enquanto isso, vou fazendo quitutes e procurando reunir todos em volta da mesa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-6782598134323588849?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/6782598134323588849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=6782598134323588849&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6782598134323588849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6782598134323588849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/12/cozinhando.html' title='Cozinhando'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-2931338340839489771</id><published>2009-12-18T08:29:00.001-08:00</published><updated>2009-12-18T08:30:37.848-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 21px; "&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="text-align: left; font: italic normal bold 146%/normal Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; padding-bottom: 14px; color: rgb(0, 0, 0); background-image: url(http://3.bp.blogspot.com/_kMUpUqMmduA/SVVzV-YkTnI/AAAAAAAAA9g/IUFlIvTEg_A/s1600/agenda_05_titulopost.jpg); background-repeat: no-repeat; background-attachment: initial; -webkit-background-clip: initial; -webkit-background-origin: initial; background-color: initial; background-position: 0% 100%; "&gt;&lt;a href="http://luisalbertowarat.blogspot.com/2009/12/ciudades-sensibles-i.html" style="color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: none; "&gt;Ciudades sensibles I&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="post-body entry-content"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 19px; "&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Cuestiones (abiertas) sobre ciudades sensibles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2phC6CZye1g/SyrYv6QJx3I/AAAAAAAACoE/6evniN9Sr0A/s1600-h/P9220068.JPG" style="color: rgb(10, 5, 156); text-decoration: none; "&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416379819468900210" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2phC6CZye1g/SyrYv6QJx3I/AAAAAAAACoE/6evniN9Sr0A/s200/P9220068.JPG" border="0" style="border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-width: initial; border-color: initial; border-width: initial; border-color: initial; padding-top: 6px; padding-right: 6px; padding-bottom: 6px; padding-left: 6px; border-top-width: 0px; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-left-width: 0px; border-left-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-width: 0px; border-bottom-color: rgb(192, 192, 192); border-right-width: 0px; border-right-color: rgb(192, 192, 192); float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; width: 200px; height: 150px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;- Primera entrega -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;Por: Leopoldo Fidyka (*)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;“Ciudad sensible, no es la de bellos edificios sino aquella más cerca de los corazones...”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2phC6CZye1g/SyrXVPGrkeI/AAAAAAAACns/apiOD9MhOMg/s1600-h/PB145102.JPG" style="color: rgb(10, 5, 156); text-decoration: none; "&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;Estructuramos nuestra vida en ciudades, ellas son nuestra casa, nuestro espacio común, lo que nos lleva a la urgente necesidad de repensar nuestra forma de abordarlas, vivirlas, gestionarlas y planificarlas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quizás falte algo, quizás se necesite exteriorizar e incorporar los sentimientos: Ciudades sentidas, ciudades que sientan, ciudades que permitan sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El pensamiento por una ciudad mejor, no es nuevo aunque la temática en los últimos años tomo una singular trascendencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ya desde antigüedad surgió la búsqueda por la Ciudad Ideal en procura de las características que debía reunir una ciudad para el desarrollo de los hombres teniendo en cuenta su bienestar físico y sus necesidades sociales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde distintas perspectivas y contextos como Platón, Vitrubio, Al Farabí, Leonardo Da Vinci, Tomás Moro, Le Corbusier, entre muchos otros, reiteran su preocupación por este aspecto, sin embargo, los años pasan y los problemas se acrecientan, por lo que algo estamos haciendo mal, las ciudades permanentemente vienen reproduciendo muros, barreras (espaciales y físicas), degradaciones, desigualdades y exclusiones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero llegamos a este punto, quizás por varios sesgos culturales[1], los cuales serán importante tener en cuenta para hacer efectivo el pleno ejercicio de los derechos humanos y la ciudadanía en clave sensible.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. El individualismo, “del sálvese quien pueda” que deja afuera la solidaridad y la construcción colectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. El racionalismo, como única fuente de entrada para abordar y comprender los fenómenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. El antroprocentrismo, de ver al hombre como dueño de la naturaleza, que llevó a atrocidades contra el ambiente y nosotros mismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. El economicismo, que solo valora lo medible o redituable desde el punto de vista material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. La representación "formal" de la democracia como delegación "abstracta", donde se incluye también a los marcos normativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. El sesgo masculino-patriarcal de la sociedad contemporánea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Es decir, el pensamiento fragmentado, instrumental nos llevó por caminos alejados de la sensibilidad. Si entendemos por sensibilidad la facultad de sentir algo, la capacidad de respuesta o la inclinación a dejarse llevar por los sentimientos, llevado esto, al plano exterior o urbano, ciudades sensibles serían ciudades que sienten, ciudades que perciben o incorporan los sentimientos, o ciudades que permiten o facilitan expresarlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se generan “de adentro hacia fuera”, dado que intenta explicitar los sentimientos más sublimes de los seres humanos; “de abajo hacia arriba”, porque se despliega desde la misma ciudad; “de aquí al mundo y del mundo hacia aquí”, porque integra la relación global-local y viceversa, pone en consideración la búsqueda en la identidad pero sin resignar a la apertura y la diversidad cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una ciudad sensible no permite el sufrimiento, la degradación ambiental, social y cultural. Se piensa con clave de género y de igualdad de oportunidades e integra al todo y a las partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sería una ciudad educadora, saludable, creativa[2] (por eso resultan valiosas las iniciativas que en este sentido se vienen intentando en ciudades de distintas partes del mundo) pero la ciudad sensible debe ir mucho más mucho más allá, por lo tanto también, deberá ser solidaria y afectiva.&lt;br /&gt;Por lo tando se distingue de las demás ciudades y redes que pone su eje en la alteridad, en los encuentros, en los afectos y en la alegría, pero lejos de ser un concepto cerrado, la ciudad sensible, es una idea abierta, progresiva y en construcción.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Continuará...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;[1] Más sobre el particular en “Formación en Cultura Democrática”, de Elizalde, Antonio y Donoso, Patricio: documento presentado por los autores en el 1er. Seminario Nacional de Formación Artística y Cultural organizado por el Ministerio de Cultura y realizado en Santafé de Bogotá del 27 al 29 de julio de 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Existen redes internacionales de ciudades educadoras (Asociación Internacional de Ciudades Educadoras AICE) impulsada por el Ayuntamiento de Barcelona cuya sede en Argentina es Rosario; Municipios y comunidades saludables OMS/OPS; y Ciudades Creativas UNESCO.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8518341226765926755#_ftnref1" name="_ftn1" style="color: rgb(10, 5, 156); text-decoration: none; "&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8518341226765926755#_ftnref2" name="_ftn2" style="color: rgb(10, 5, 156); text-decoration: none; "&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8518341226765926755#_ftnref3" name="_ftn3" style="color: rgb(10, 5, 156); text-decoration: none; "&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=8518341226765926755#_ftnref4" name="_ftn4" style="color: rgb(10, 5, 156); text-decoration: none; "&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span style="font-size: 12px; "&gt;(*) Abogado y magíster en Dirección y Gestión Pública Local. Proyecto Casa Warat Buenos Aires&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:100%;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:100%;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:100%;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12px;"&gt;Extraído do blog Casa Warat&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-2931338340839489771?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/2931338340839489771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=2931338340839489771&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/2931338340839489771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/2931338340839489771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/12/ciudades-sensibles-i-cuestiones.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2phC6CZye1g/SyrYv6QJx3I/AAAAAAAACoE/6evniN9Sr0A/s72-c/P9220068.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-6259232008843666835</id><published>2009-12-18T02:49:00.000-08:00</published><updated>2009-12-24T07:04:43.829-08:00</updated><title type='text'>Podemos comemorar o Natal, sim!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/Sytf1AGwDeI/AAAAAAAAANw/EddyhrgOkn8/s1600-h/images+(2).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 122px; height: 100px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/Sytf1AGwDeI/AAAAAAAAANw/EddyhrgOkn8/s400/images+(2).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416528341009173986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Desde a idade média comemoramos o Natal, a festa maior do ocidente. É impossível ficar indiferente ao clima natalino, por vir carregado de uma atmosfera de boa vontade, de perdão, de troca e de algumas chatices, convenhamos.&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ao relembrarmos o nascimento de Jesus, revisitamos seu legado filosófico e pacificador. Mesmo quem não é religioso, mesmo quem não acredita na divindade de Jesus, curva-se ante a sabedoria latente e sempre atual contida nos evangelhos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Deve ser por isso que todos nós, salvo raras exceções, continuamos a enfeitar a casa, ano após ano, continuamos fazendo das tripas coração para reunir a família e continuamos fazendo comidas gostosas no intuito de compartilharmos mais um ano de nossas vidas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A pontinha de melancolia que nos acomete nesta época só pode ser explicada, na medida em que temos consciência de que os ensinamentos de Jesus não foram realizados em sua totalidade. Sabemos que sua linda mensagem ainda não nos tornou fraternos o suficiente, pacíficos o suficiente, humanos o suficiente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Como podemos comemorar o Natal com plenitude, se sabemos de uma criança perfurada por dezenas de agulhas, pois foi submetido a um ritual religioso? Como podemos saborear nossas comidinhas sem que lembremos que milhões de pessoas ainda passam fome? Como podemos abraçar nossos familiares se não conseguimos alcançar os que moram nos esgotos, em prisões superlotadas e fétidas, sob pontes barulhentas? Como podemos trocar presentes se há crianças esperando um Papai Noel que nunca chegará? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Todas essas perguntas remetem-nos à ciranda de corrupção que faz girar vertiginosamente um grande número dos nossos políticos, que oram e riem, enquanto sugam o dinheiro público, feito vampiros que se alimentam do sangue de um povo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As religiões fracassam ante atos tão escandalosos em nome de alguma divindade, ante pessoas que oram enquanto enfiam dinheiro público em cuecas e meias. Nós todos fracassamos quando, enganados, reelegemos corruptos, num ato cuja responsabilidade é dos candidatos, pois sabem enganar-nos e induzir-nos a acreditar neles de novo, dando-lhes um mandato que deveriam honrar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O Natal deve ser de esperança e não podemos desistir de aprender com Jesus, que nos ensina sempre a sermos fraternos, livres, comprometidos uns com os outros. A intenção de Jesus ao falar com o povo, não foi a de submetê-lo e torná-lo resignado, esperando que seu sofrimento seja recompensado no céu, mas ensinou-nos a ter altivez e capacidade de combater as injustiças. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Podemos comemorar, sim, desde que, em meio aos abomináveis fogos e rojões, tomemos a decisão de melhorarmos nossas relações com nossos queridos e com o resto da humanidade. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã de 14/12/2009&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-6259232008843666835?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/6259232008843666835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=6259232008843666835&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6259232008843666835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/6259232008843666835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/12/podemos-comemorar-o-natal-sim.html' title='Podemos comemorar o Natal, sim!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/Sytf1AGwDeI/AAAAAAAAANw/EddyhrgOkn8/s72-c/images+(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8314169533513331557</id><published>2009-12-08T03:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-08T03:58:05.149-08:00</updated><title type='text'>A Pedra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o Bruno era bem pequeno, ainda no ensino fundamental, a escola propôs a ele e a seus colegas uma pesquisa sobre pedras. Lá foram o Domingos e ele à cata de exemplares de pedras, em marmorarias, em pedreiras, no quintal e, lógico, em Soledade. Eis que o Bruno, bem embasado com leituras e pesquisas, descobriu que um certo tipo de pedra possuía poder curativo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta época, minha mãe estava sofrendo dores muito fortes por causa de uma úlcera na perna e não encontrávamos nada que a pudesse ajudar efetivamente. Eis que o Bruno colocou uma pedrinha preta em cima do telhado, deixou-a lá ao sol por um tempo e a levou para a avó, com a recomendação de que só ela a tocasse. Por muitos dias, na hora de tirar o pó da máquina de costura onde a pedra foi colocada, a pessoa que o fizesse chamava minha mãe para que ela mesma a pegasse e a recolocasse no lugar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se a pedra ajudou, mas o elo de afeto que isso produziu foi algo inesperado e emocionante. Todos os dias o Bruno subia e perguntava se a avó havia melhorado e, invariavelmente, a avó respondia que sim, que a pedra estava ajudando muito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coisas simples dão colorido ao nosso quotidiano, desde que tenhamos sensibilidade para aproveitar tudo o que nos aproxima. O amor é feito disso e de mais nada!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8314169533513331557?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8314169533513331557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8314169533513331557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8314169533513331557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8314169533513331557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/12/pedra.html' title='A Pedra'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8454262612890385875</id><published>2009-12-02T18:47:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T19:01:56.765-08:00</updated><title type='text'>Companheiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ter um marido como o meu é muito bom. Há momentos em que necessitamos dizer coisas inimagináveis sobre a vida, sobre as situações, até como forma de desabafo. Eu digo ao meu Mingo. E ele entende. E não critica. Ouve e sorri daquele jeito carinhoso de quem já tem duzentos anos de compreensão do mundo. Seu temperamento sereno é um contraponto ao meu, o que é muito bom, tranquilizador. Sei que ele tem os mesmos sentimentos de todos nós, isto é, raiva, ódio, insegurança, carências, mas, o amor nele é muito maior que tudo. Com relação aos filhos que aprontaram como todos os filhos aprontam, ele soube responsabilizá-los firmemente, mas sem o menor ressentimento, sem a insegurança típica que nos assola, do tipo, o que eu fiz pra merecer isso, ou, onde foi que falhei. Ele não, sua segurança de que tudo daria certo nortearam sua conduta de educador. Ele nunca duvidou da linha que adotou e as falhas que aconteceram ele encarou como inerentes e necessárias ao processo. Agora que estou vulnerável, ganho dele a serenidade de que preciso, ganho a confiança de que amanhã será melhor. E com ele será sempre muito melhor do que está sendo. Não me sinto um complemento dele, nem ele é meu complemento, somos somente duas pessoas diferentes que se amam profundamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8454262612890385875?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8454262612890385875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8454262612890385875&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8454262612890385875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8454262612890385875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/12/companheiro.html' title='Companheiro'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-1419374763556125848</id><published>2009-12-01T10:01:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T15:18:11.760-08:00</updated><title type='text'>Ansiedade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho suportado bravamente um mal-estar que me atormenta. Quem me conhece pergunta invariavelmente o que me falta e por que estou tão ansiosa. Não consigo responder, o que me torna uma pessoa privilegiada, porém profundamente afetada por sintomas que reputo insuportáveis. Acordar no meio da noite com sensação de morte, sem capacidade de dar um passo, sentindo a boca seca, as extremidades amortecidas e um turbilhão concentrado no meio do peito, é algo que me amedronta. Esse turbilhão, parecido com água em movimento é o grande pavor de um quadro desses. Tem-se a nítida sensação de estar tendo um ataque cardíaco. A consulta ao psiquiatra é imperativa, já que não há como escapar de tomar remédios. Sei que terei que me submeter a uma psicoterapia, com todos os requintes de abrir porões, baús e gavetas emocionais. Imagino-me sentada de novo, tentando desvelar minha alma para uma pessoa desconhecida, porém super preparada para encarar o torvelinho de angústias e situações mal resolvidas que ficaram lá no passado e que, subitamente surgem e mostram que o bicho não é tão feio quanto a minha imaginação elaborou. A cada sessão deixa-se algo que já morreu dentro do consultório e isso nos liberta aos poucos. Por vezes deixei vários cadáveres que eu imaginava ficassem lá, sólidos a ponto de ocuparem um espaço. Com o tempo entendi que a sensação de deixar algo para trás, dizia respeito ao alívio de ter abandonado algo que me incomodava e que só ocupava um espaço incômodo dentro de mim. Mas, abandonar antigas crenças, antigos fantasmas é traumático. O que me impede de correr de novo ao consultório da minha psicóloga é o medo de deparar com coisas de que não gosto de lembrar, com o trauma de ter que purgar algo que faz parte de mim a tanto tempo, que pensava fosse normal ficar grudado à minha maneira de ser. Penso que ser livre é alguma forma de auto perdão, é alguma forma de perdoar e elaborar o passado e para isso preciso de ajuda. Meus porões, minhas gavetas e baús já não estão mais tão atulhados, mas estão merecendo uma boa faxina. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-1419374763556125848?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/1419374763556125848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=1419374763556125848&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1419374763556125848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1419374763556125848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/12/ansiedade.html' title='Ansiedade'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-4288126475311073979</id><published>2009-11-26T08:10:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T04:20:54.188-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ah, as mulheres!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;“Antigamente (isto acontecia antes do Cristianismo), depois do casamento, o homem tinha o poder sobre a vida e a morte de sua esposa. Ela não poderia recorrer a nenhuma lei contra ele: ele era o único tribunal e a única lei para ela.” ...”algumas pessoas têm consciência da enorme infelicidade produzida, até mesmo nos dias atuais, pelo sentimento de uma vida desperdiçada.”&lt;/span&gt; Stuart Mill – A Sujeição das Mulheres (1869)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Stuart Mill escreveu a obra na esteira de um movimento do final do século XVIII, fruto da Revolução Francesa. A partir daí houve muita produção intelectual, elaboração de leis em favor das mulheres e, mais importante que isso, propiciou uma mobilização por parte das próprias mulheres pela sua emancipação e pela equiparação de seus direitos em relação aos homens. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pois, esta semana, vê-se mulheres exigindo o fim da violência contra elas, mostrando que o espírito retratado na frase de Mill continua norteando nossas relações de gênero. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ao reivindicarem horário integral para o funcionamento da delegacia da mulher, e não uma delegacia de mentirinha, um centro de ajuda, cursos profissionalizantes para que as mulheres se tornem autônomas e aptas a viver sem seu agressor, abrigo seguro para as que corajosamente fazem denúncia contra seus companheiros, equipe que as ampare e cuide para que recobrem sua auto estima, elas estão exigindo os direitos já há muito positivados, inclusive obtiveram a maior conquista social sobre o tema, a promulgação da Lei Maria da Penha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Comove-nos a proposição dessas intrépidas mulheres de que os agressores sejam tratados, por acreditarem que eles mesmos estão doentes. Só mulheres engajadas, bem informadas e tomadas de um profundo senso de humanidade, são capazes de enxergar o que para o senso comum é um paradoxo. O senso comum vê na punição a única forma de corrigir os crimes e os erros cometidos, mas, existem muitas pessoas que compreendem que o ser humano merece ser cuidado em sua integralidade, merece ter a chance de corrigir seus erros e de ser educado de forma adequada para que, com uma nova visão de mundo não volte a fazer vítimas. A punição por si só não educa, mas reproduz a violência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;As reivindicações das mulheres que lutam pelo fim do silêncio, pelo fim da indiferença, pelo direito inalienável que todas as pessoas têm a sua integridade física não são difíceis de serem atendidas. Desde a Revolução Francesa (1789) já aprendemos muita coisa, só não aprendemos a usar o dinheiro público para o bem estar das pessoas, só não sabemos salvar pessoas com nossas leis, mas protegemos muito bem o patrimônio. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nossa solidariedade para com o Movimento de Mulheres é pouco. Devemos também educar nossos meninos e meninas de forma a termos lá adiante a concretização dos ideais: Liberdade, Igualdade e Fraternidade, tão caros à Revolução Francesa. Ver fotos de mulheres amordaçadas, denunciando que ainda há quem acredite ter dono, e que há quem acredite ser dono de alguém. É de doer! &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado em Zero Hora no dia 28/11/2009&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado no Diário da Manhã de 01/12/2009&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-4288126475311073979?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/4288126475311073979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=4288126475311073979&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4288126475311073979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4288126475311073979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/11/ah-as-mulheres-antigamente-isto.html' title=''/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-596586247621400766</id><published>2009-11-17T10:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-01T14:59:22.358-08:00</updated><title type='text'>Comunicador apoplético, furioso!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebi várias vezes o mesmo e-mail contendo a manifestação de Luis Carlos Prates, intitulado Pedagogia da Cinta. Pois bem, poucas vezes dou importância exagerada ao que recebo pela internet, mas, desta vez, fiquei extremamente preocupada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Demorei para acreditar que um comunicador, um formador de opinião, fosse capaz de se referir a seus semelhantes com tamanha falta de respeito. Não consigo me calar quando vejo alguém chamar criança de pivete e ainda por cima, recomendar que se use a cinta para castigá-la. Ele começa seu desrespeitoso discurso, falando que um jogador de futebol que ouse dar uma bofetada no juiz, será punido exemplarmente, respondendo em juízo pelo que fez. Ao referir-se aos professores que, segundo ele, estão indefesos nas mãos de seus alunos pivetes, ele chega ao requinte de dizer: "... desde quando criança tem opinião?". Para ele as crianças devem ser castigadas com cinta pelos seus pais, para que aprendam a ficar calados e obedientes. Diz também, pasmem, que pivete agora é chamado de hiperativo e que pedófilo agora é considerado doente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sr. Prates ignora que vivemos uma outra era, na qual a ciência recomenda que se cuide da criança de forma respeitosa, para que consiga conduzir-se de forma pacífica e adequada. Não é do desconhecimento de ninguém, que a maioria das crianças não são sequer olhadas pelos adultos, nem pelos seus pais. Não ignoramos o abandono em que vivem, tendo pais indiferentes e ocupados com suas próprias vidas, enquanto os professores tentam compensar essa ausência, gerando uma sobrecarga difícil de carregar. O que temos são crianças que, ao invés de chamadas de pivetes, ao invés de castigadas com cintas, deveriam ser cuidadas amorosamente pelos adultos responsáveis por elas. Não conheço uma criança cuidada com amor e responsabilidade que tenha se tornado violenta. O contrário todos nós conhecemos. Aquele pedófilo a que o nervoso comunicador se refere, esse sim foi abusado e espancado quando criança, o que explica em parte seu comportamento predador. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está doente alguém que ignora as tentativas mundiais de pacificação, que ignora o exemplo de Gandhi, que ignora que uma cultura de surras de cinta produz crianças amedrontadas, incapazes de se defenderem de pedófilos, por temerem a reação dos que os espancam; está doente quem usa de bancadas de comunicação de massas para insuflar a violência contra crianças, chamando-as por nomes que as desqualificam como cidadãos de direitos que realmente são. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperemos que, caso a jornada de trabalho seja reduzida no Brasil, os pais tenham tempo de dizer à sua criança: "hoje vamos à escola com você, conversar com sua professora que você ama tanto." Isso sim seria uma ação positiva, isso sim é pacificador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à recomendação do uso da cinta, experimentemos usá-la em nosso cão, para ver se não seremos denunciados na mesma hora, com razão, aliás. Experimentemos usá-la no jogador de futebol a que o comunicador se refere, para ver se não seremos acusados de violência descabida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Usar de cinta para bater em criança, pode? Que espécie de pessoas somos? Estamos retrocendo para um passado em que criança era propriedade dos adultos, o que permitia que fossem mortos, internados, maltratados pelo trabalho, ou avançando para tempos ainda mais sombrios?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale a pena pensar em amor, em cuidado, em proteção, em carinho. Dar beijos e abraços produz milagres. A cinta fica muito bem se afivelada na cintura dos pais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publicado em O Nacional de 1/12/2009&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-596586247621400766?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/596586247621400766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=596586247621400766&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/596586247621400766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/596586247621400766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/11/comunicador-apopletico-furioso.html' title='Comunicador apoplético, furioso!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-8770981862790583263</id><published>2009-11-14T14:08:00.000-08:00</published><updated>2009-11-14T14:31:00.678-08:00</updated><title type='text'>Cidade sensível</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguindo o raciocínio da postagem anterior, fico imaginando minha cidade com escolas onde as crianças fossem educadas priorizando a sensibilidade. Esta semana, vendo um filme pela tv fechada - sabe aquela que a gente paga e mesmo assim tem propaganda - e fiquei pasma com a constatação de que existe uma experiência nos Estados Unidos neste sentido. Pena que peguei o filme pela metade, estrelado por Antonio Banderas, aquele feioso, que faz papel de professor em uma escola pública violenta. Ele começa um trabalho com dança e é contestado pelos colegas, que diziam ser perda de tempo e de dinheiro. Em dado momento, ele explica que a dança trabalha valores, pois, quando um menino enlaça a cintura de uma menina ele a conduz e a respeita, assim como respeita regras e a disciplina. Segundo ele, a dança melhora a auto estima dos adolescentes, o que ficou evidente quando participaram de um concurso em um baile. O final é emocionante, pois retrata a atitude dos meninos e meninas que não venceram, mas que deram um show de caráter e discernimento, pois se conduziram pacificamente o tempo todo. O filme é uma homenagem ao professor que teve a idéia, que ainda é adotada em várias escolas nos EUA. Adorei! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta semana fiquei sabendo que a invernada artística de uma escola estadual foi extinta, o que me entristeceu, pois assisti por vários anos, o quanto a gorotada gostava de dançar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-8770981862790583263?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/8770981862790583263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=8770981862790583263&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8770981862790583263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/8770981862790583263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/11/cidade-sensivel.html' title='Cidade sensível'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-168333839467481259</id><published>2009-11-13T17:06:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T18:21:01.930-08:00</updated><title type='text'>Educação erótica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Participei de três cafés filosóficos promovidos pelo Dr. Luiz Alberto Warat, um aqui em Passo Fundo e dois em Buenos Aires. Nas três ocasiões ele mostrou sua preocupação com o descalabro em que se encontram as universidades, que cumprem criteriosamente a proposta cartesiana, ou seja, que produzem conhecimento de forma fragmentada, onde nada dialoga com nada. O que me impressiona no Dr. Warat não é a forma consistente com que critica, mas a solução que ele acredita seja a mais adequada. Discutimos nas três ocasiões o que ele chama de educação erótica, dionisíaca. Ele propõe a sensibilização das pessoas, pressuposto para o que Henrique Dussel chama  Alteridade (relação rosto a rosto). A partir do que discutimos e do que aprendi e apreendi, pus-me a pensar na forma como fui educada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui aluna de escola particular de confissão católica, promotora de uma educação vitoriana, moralista e excludente. Fui ensinada que o corpo é a morada da alma, duas coisas completamente diferentes e com objetivos diferentes. O corpo serve para conspurcar a alma e a alma sofre manchas causadas pelo corpo, chamadas pecado. Por causa do corpo, a alma pode ser condenada para toda a eternidade, motivo pelo qual, quanto mais o corpo sofrer, mais será purificado e mais chance terá de um dia ressussitar, juntar-se à alma e subir aos céus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi, assim como a maioria das pessoas no ocidente, que nossos desejos, nossos ímpetos, nossas satisfações carnais são condenáveis. O que se conseguiu com esse tipo de educação foi a castração de tudo o prazer físico em favor do que a Igreja impunha como correto e adequado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos pessoas adestradas para servir ao poder, pois, com a promessa de outra vida no céu, induziram-nos à resignação. Isso me faz lembrar de Michel Foucault e seus três volumes da História da Sexualidade, onde, vasculhando a história de uma forma totalmente nova, ele faz um resgate da criação das ciências e da construção da ideologia católica relativa à sexualidade humana. Segundo ele, as ciências e a igreja valeram-se do discurso sobre a sexualidade para produzirem conhecimento e, consequentemente, construírem uma engenharia de poder. Fomos induzidos a falar sobre nossa sexualidade nos consultórios e nos confessionários, tendo como resultado uma produção de verdades e conceitos do que seja "normal" em matéria de sexo. Tudo o que foge desses padrões é anormal, patológico e anadequado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Das minhas reflexões a partir do Dr. Warat, chego à conclusão que sofri uma educação que Nietzsche chamaria de apolínea e oposta à educação dionisíaca (expressão nietzscheana também), proposta pela escola sensível discutida nos cafés filosóficos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou dando tratos à bola para encontrar uma forma de concretizar a escola surrealista do Dr. Warat, onde, segundo ele, construiremos o que antigamente se pensava ser a vida boa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-168333839467481259?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/168333839467481259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=168333839467481259&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/168333839467481259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/168333839467481259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/11/educacao-erotica.html' title='Educação erótica'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-3553775770658650636</id><published>2009-11-07T11:26:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T18:48:33.867-08:00</updated><title type='text'>Feira do Livro – um acontecimento!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/SvXKslvlMMI/AAAAAAAAANk/8-C8c1iBfUg/s1600-h/images+(1).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 113px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/SvXKslvlMMI/AAAAAAAAANk/8-C8c1iBfUg/s400/images+(1).jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401446195495514306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Participar de uma feira do livro é um acontecimento. Encontram-se ali pessoas com os mais variados interesses, desde as que devoram livros até as que estão lá por causa de um único exemplar de que estejam precisando. Há ainda pessoas que, angustiadas, procuram solução para seus problemas entre as letras dos livros de auto-ajuda, ou estudiosos vorazes atrás de livros técnicos com preços mais em conta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Gosto de ver os garimpeiros, aqueles que fuçam os cestos, lêem lombadas, orelhas e preços, pois nunca levam poucos livros pra casa. Geralmente são curiosos demais, não sabem muito bem o que querem e percorrem tenazmente estande por estande com um sorrisinho característico na boca. Cada achado é uma vitória. E vá fuçar, enquanto acumulam sacolinhas incômodas, que insistem em cortar a circulação dos braços. Esses levam os filhos consigo e trocam idéias com eles, com o intuito de passar adiante a paixão que cada livro desperta. São eles que compram presentes em livrarias, quase nunca &lt;st1:personname productid="em shoppings. S￣o" st="on"&gt;em shoppings. São&lt;/st1:personname&gt; esses os que lêem antes de dormir, não só para que os filhos durmam, mas para servirem de ponte entre as crianças e os livros. Eles sabem que essa atitude significa um legado para o futuro.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Gosto de ver as pessoas que compram ficção, por que essas são empolgadas, enxergam-se nos personagens, elaboram seus conflitos, constroem bases novas para suas vidas. Os romances têm capacidade de proporcionar uma catarse para os sofrimentos humanos, na medida em que retratam uma época, passível de ser transposta para a nossa e projetam sempre um de final feliz. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Amo os relatos de viagens, pois nos transportam para lugares que não conhecemos e a lugares onde já estivemos e para os quais tivemos um olhar diferente. Relatar uma viagem é um exercício de generosidade, pois compartilha experiências subjetivas e instiga-nos a percorrer caminhos desconhecidos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Na feira do livro não encontramos os indiferentes, a não ser que, de tão entediados, a frequentem por falta de algo melhor a fazer. Esses nem sabem que a biblioteca da escola de seus filhos seja um mero depósito de livros, onde não existe paixão, onde não existe ponte, onde não existe um intermediário competente entre seus filhos e os livros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Caminhar entre os estandes e saber que daqui a pouco vai chover, ou vai ventar forte, ou vai fazer um calorão, fazem parte da aventura de participar de feira do livro aqui no sul, onde tudo é charmoso, até o clima. Duvido que alguém não tenha corrido como louco, sacolas em punho, em busca de abrigo. Um charme!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Publicado em O Nacional em 12/11/2009&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-3553775770658650636?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/3553775770658650636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=3553775770658650636&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3553775770658650636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/3553775770658650636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/11/feira-do-livro-um-acontecimento.html' title='Feira do Livro – um acontecimento!'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IMa50T63zXU/SvXKslvlMMI/AAAAAAAAANk/8-C8c1iBfUg/s72-c/images+(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7043355797000612896</id><published>2009-11-05T02:36:00.000-08:00</published><updated>2009-11-05T02:47:03.554-08:00</updated><title type='text'>Calorão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Domingos, meu marido, sempre fala que nunca estamos satisfeitos com o tempo, o que nos caracteriza como seres humanos. Concordo com ele, pois no inverno temos saudade do verão e vice versa. Agora, como podemos ficar satisfeitos, se vivemos quase que somente de extremos? Nosso inverno foi chuvoso e extremamente frio e o verão nem começou e estamos ardendo em um inferno quente e abafado. Deveríamos contar com montanhas nevadas no inverno, o que proporcionaria uma paisagem condizente com o frio, e, no verão, uma praiazinha não seria nada mau. Mas, morar sem esses requisitos e com temperaturas tão extremas é brutal. O jeito é parar de reclamar e viver da melhor forma, abarrotando nossos guarda-roupas com mil edredons, guardá-los na parte de cima do guarda-roupa mil vezes, para trazê-los de volta logo que o tempo resolva dar uma virada. Somos aliás, um povo do sul, acostumado a experimentar as quatro estações do ano no mesmo dia. Li outro dia, que aquelas meninas lindas que anunciam o tempo na TV, são alvo de ressentimentos de parte dos espectadores, já que falam geralmente o que não queremos ouvir. A sensação que temos é que elas têm influência junto a São Pedro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7043355797000612896?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7043355797000612896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7043355797000612896&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7043355797000612896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7043355797000612896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/11/calorao.html' title='Calorão'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-1962122636493842537</id><published>2009-11-03T11:21:00.001-08:00</published><updated>2009-11-03T11:29:04.416-08:00</updated><title type='text'>Morreu Lévi-Strauss</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase completando 101 anos, morreu o antropólogo Lévi-Strauss. Sua contribuição para o pensamento contemporâneo é inestimável. Em suas andanças pelo interior do Brasil, compreendeu que cada organização social tem uma racionalidade, mesmo a mais primitiva e que "funcionamos" socialmente da mesma forma. Ajudou o ocidente a pensar o índio, por causa dos seus estudos e dos dados que levantou. A filosofia da linguagem deve-lhe muito também. Há poucos anos atrás disse uma frase emblemática: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 13px; line-height: 19px; "&gt;"Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-1962122636493842537?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/1962122636493842537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=1962122636493842537&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1962122636493842537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/1962122636493842537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/11/morreu-levi-strauss.html' title='Morreu Lévi-Strauss'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7037823660285823169</id><published>2009-10-04T18:36:00.000-07:00</published><updated>2009-10-04T18:44:52.652-07:00</updated><title type='text'>O DESEJO - entre o fogo e a luz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o título do espetáculo que acabamos de assistir no Teatro do Sesc. Falei com várias pessoas que, unânimes, consideram o espetátulo tão bom quanto o Circle Du Soleil em Alegría. O musical é maravilhoso, o malabarismo circense é surpreendente e as danças perfeitas. Em Passo Fundo temos uma companhia que sabe tudo de palco e consegue proporcionar ao público todos os ingredientes que os grandes espetáculos do mundo oferecem. Temos que parabenizar a Cia. da Cidade e agradecer pelo que vem realizando pela beleza, pela música, pelo circo, pela dança e pela cultura em nossa cidade. Estou gratificada... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7037823660285823169?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7037823660285823169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7037823660285823169&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7037823660285823169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7037823660285823169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/10/o-desejo-entre-o-fogo-e-luz.html' title='O DESEJO - entre o fogo e a luz'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-4616527143039043379</id><published>2009-09-26T14:00:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T14:31:41.617-07:00</updated><title type='text'>Lançamento na Academia de Letras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheci um rapaz, lá pelos idos da década de 60, líder estudantil num tempo em que o movimento dos estudantes era acontecimento importante. Paulo foi eleito presidente da União Passofundense de Estudantes (UPE), mais de uma vez. Todos reconhecíamos nele uma inteligência fora do comum, liderança nata e fazíamos festa pelas ruas em comemoração ao resultado das eleições. Eis que, adulto, Paulo mudou-se para Porto Alegre, fez carreira por lá, abandonou o jornalismo e dedicou-se ao Direito. Após muitos anos, vejo-o de vez em quando. Convidada que fui para o lançamento de um livro sobre viagens da sua autoria, fui-me à Academia com o mesmo entusiasmo de antigamente. Sabia de antemão que tudo seria muito bom e de qualidade. FORA DE ROTA da editora WS editor é um relato de viagens. Transcrevo a contracapa: "&lt;i&gt;Mais do que narrativas de viagens, Fora de Rota de Paulo R. Pires, contém um valioso acervo de informações, resultante de criterioso trabalho de pesquisa do Autor, proporcionando uma leitura agradável e fluída. Ao mesmo tempo, fornece dados, opiniões e críticas sobre os países visitados, tudo isso temperado com boa dose de polêmica e de surpresas. Não escapam às observações de Paulo R. Pires, viajante experimentado, as inúmeras situações curiosas e peculiares protagonizadas pela gente comum em sua rotina diária, em lugares exóticos de países instigantes como Índia, Rússia, Vietnã, México, Turquia, Marrocos, Nepal, Laos, Camboja, Emirados Árabes e China."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em sua explanação, Paulo contou suas impressões sobre o povo, a economia, a política, as artes, a arquitetura, os costumes dos países que visitou. Fiquei impressionada com sua fala, mais impressionada ainda estou com a leitura, com a visão das fotos que tirou e com sua capacidade de analisar o que chamamos de terceiro mundo, com sua acuidade jornalística em ver o que as pessoas comuns não veriam. Estou envolvida por palavras, danças, cheiros, sabores, lugares que nunca frequentei, mas que me são dados graças ao cuidado criterioso que o Paulo teve em elaborar sua obra. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-4616527143039043379?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/4616527143039043379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=4616527143039043379&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4616527143039043379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/4616527143039043379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/09/lancamento-na-academia-de-letras.html' title='Lançamento na Academia de Letras'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-7899289636580443157</id><published>2009-09-23T18:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-23T18:56:47.001-07:00</updated><title type='text'>Sobre respeito e autoridade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O incidente polêmico que envolve um adolescente pichador e uma professora merece algumas considerações com o intuito de ajudar a arrefecer os ânimos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A professora é uma autoridade e uma referência dentro e fora da escola. Cabe a ela desempenhar o papel de adulto educador, capaz de tomar atitudes que ajudem os educandos a se conduzirem de forma adequada e civilizada. Atitudes que não condizem com estas prerrogativas deixam crianças e adolescentes à deriva, sem capacidade de assimilar os valores necessários a uma boa convivência social. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Um adolescente tem capacidade de entender quando é chamado a assumir seus atos, o que inclui a reparação dos danos que ele causa, não só ao patrimônio, mas a tudo e a todos. Danificar coisas, maltratar pessoas e animais, são atitudes de desrespeito que devem merecer especial atenção da parte dos adultos que cuidam e educam crianças e adolescentes. Uma atitude atenta pressupõe disposição para ajudar e para cobrar, o que não significa punir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A cobrança por parte da professora para que o menino repintasse a parede foi correta em parte, pois deveria ter sido firme, respeitosa e só. O que se espera de um adulto numa hora destas é maturidade. A autoridade só se estabelece se ela é outorgada a alguém, reconhecida. Uma autoridade imposta por ameaças e xingamentos não se concretiza, mas fica esvaziada por conta do destempero, compreensível até certo ponto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Uma professora executa a mais nobre das tarefas e a mais difícil também. Cuidar dos jovens requer um equilíbrio fora do comum e, para tanto, a professora deve ser cuidada adequadamente. Uma professora não deveria ter que pintar paredes, já que o lugar onde executa suas tarefas é de responsabilidade do Estado e ele deveria zelar pelo bem estar de seus trabalhadores; não deveria ser mal paga, para que sua carga horária não tivesse que ser tão grande; deveria ter educandos devidamente preparados para o exercício do respeito, da cidadania, para que não tivesse que exercer as prerrogativas dos pais, muitas vezes omissos e ausentes; e, deveria ser alguém cujo valor fosse reconhecido pelos gestores, a ponto de proporcionar-lhe tranqüilidade, material adequado, oportunidades de aperfeiçoamento e um lugar digno, limpo, bonito e agradável para trabalhar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Quanto ao pai do menino pichador, entendemos sua indignação, pois ninguém suporta ver o filho ser xingado, porém, a parede foi repintada por quem deliberadamente a estragou e pai não tem que ajudar um filho nestas circunstâncias. Pai tem que dar exemplo, tem que ser firme e exigir que seu filho seja alguém que saiba o que é respeito e isso é uma grande coisa, mesmo que quase em desuso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Aprendamos pois, por que é tropeçando que vamos percorrendo o caminho da educação, que é permanente e é feito por muitos atores. Nele não pode haver omissão, pois, na falta de um ator, outros ficam sobrecarregados e outros ainda, mal cuidados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Atire a primeira pedra quem nunca se destemperou, quem nunca ficou desesperado, quem nunca ficou desesperançado frente a situação das escolas. O que queremos é dar nossa solidariedade à professora Maria Denise Bandeira e a tantos outros que realmente se importam com nossos meninos e meninas. As paredes conseguem ficar novinhas de novo, mas as pessoas envolvidas podem ter que carregar cicatrizes para sempre. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-7899289636580443157?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/7899289636580443157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=7899289636580443157&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7899289636580443157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/7899289636580443157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/09/sobre-respeito-e-autoridade.html' title='Sobre respeito e autoridade'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-5880540281014475693</id><published>2009-09-22T06:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T06:20:45.229-07:00</updated><title type='text'>MANIFESTO CONTRA O TRADICIONALISMO - esclarecimento</title><content type='html'>O Manifesto que reprodizi foi escrito por um grupo de jornalistas e historiadores e está contido em muitos sites pela internet afora. Embora não o tenha escrito (quem me dera escrever tão bem e com tanta propriedade), comungo de todas as idéias que ele contém. Peço desculpas por haver esquecido de divulgar a origem do texto, por entendê-lo público e notório.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8966213650754929887-5880540281014475693?l=sugehlenfrosi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/feeds/5880540281014475693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8966213650754929887&amp;postID=5880540281014475693&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5880540281014475693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8966213650754929887/posts/default/5880540281014475693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sugehlenfrosi.blogspot.com/2009/09/manifesto-contra-o-tradicionalismo_22.html' title='MANIFESTO CONTRA O TRADICIONALISMO - esclarecimento'/><author><name>Sueli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09547539906083795580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='28' src='http://bp1.blogger.com/_IMa50T63zXU/SH_tDo7m0lI/AAAAAAAAAAU/eJ3AjM4kWJE/S220/fotoSueli.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8966213650754929887.post-723315685638517983</id><published>2009-09-17T07:24:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T07:25:32.042-07:00</updated><title type='text'>MANIFESTO CONTRA O TRADICIONALISMO</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, freesans; font-size: medium; "&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-size: 0.8em; "&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;I - Em defesa de uma cultura e de uma estética correspondentes à memória e à história do Rio Grande do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;O Rio Grande do Sul é um estado da federação brasileira resultante de um longo processo histórico de conquista e ocupação, no âmbito da geopolítica colonial, na disputa territorial entre Portugal e Espanha. O território foi consolidado em suas dimensões definitivas no período imperial e teve pequenas áreas ajustadas na República Velha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Em todo o ciclo histórico, observou-se o esforço de vidas humanas e material para a construção de um espaço luso-brasileiro nos séculos iniciais, e brasileiro, com a Independência, a partir de 1822. A população do Rio Grande concorreu para a invenção do Brasil soberano. Nesse ato, passou a ter uma identidade e a pertencer a um Estado-nação. Historicamente, a escolha rio-grandense foi pelo seu pertencimento brasileiro, rompendo com Portugal e tendo a América espanhola como sua alteridade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Concorreram para a conquista, ocupação e formação da sociedade sulina indivíduos de diversos grupos sociais e étnicos, genericamente identificados como: portugueses, índios, negros, mamelucos, cafuzos, mestiços da terra; espanhóis, uruguaios, argentinos, paraguaios, que escolheram permanecer na terra independentemente dos tratados divisórios; imigrantes de projetos de colonização ou que se aventuraram individualmente, em especial, advindos de territórios atualmente inseridos na territorialidade da Alemanha, Itália, Polônia, Rússia, Ucrânia, Espanha, França, etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Ao longo do tempo, o rio-grandense se formou através da inserção em uma identidade política, na composição da brasilidade e da naturalidade regionalizada e fronteiriça. E no cotidiano, através da vivência de todas as culturas, hábitos e costumes de origem, reelaborados na dinâmica da convivência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Nesse processo de formação, em diversos de seus setores, ocorreu um involucramento com a sociedade e a cultura platina e latino-americana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Historicamente, o Rio Grande é multicultural e multi-étnico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Cultural e simbolicamente é uma região de representação aberta, de recriação constante, como critério indispensável às manifestações de pertencimento, motivadas pelas transformações históricas, sociológicas e culturais, típicas de uma sociedade em movimento, de transformações estruturais e antropológicas, onde ainda se opera, por exemplo, a mestiçagem dos grupos étnicos de origem. Um estado onde as fronteiras internas são evidentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Portanto, só é legítima a cultura que representar esta diversidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Conseqüentemente, é ilegítimo todo o movimento ou iniciativa doutrinária de orientação pública ou particular que não represente a complexidade social e cultural do estado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;É alienante e escapista todo o movimento que impede e atua através de instrumentos de coerção cultural, midiático ou econômico, com o objetivo de dificultar os desenvolvimentos culturais e estéticos que tomam os indivíduos e as realidades contemporâneas como matérias de suas criações e vivências estéticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;É repressor todo o movimento que milita através do governo, da educação, da economia e da mídia, para fechar os espaços das manifestações artísticas, das representações simbólicas e das inquietações filosóficas sobre os múltiplos aspectos do Rio Grande do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;É doutrinador e usurpador do direito individual todo o movimento organizado que impõe modelos de comportamento fora de seu espaço privado, se auto-elegendo como arquétipo de uma moralidade para toda a sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Nessa direção, consideramos como legítimas as manifestações que tomam os rio-grandenses em suas complexidades históricas e culturais, dimensionados em seus tempos sociais, e que transformam, em especial, a sociedade contemporânea como expressões de suas criações estéticas, formulações teóricas e inquietações existenciais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Somos, em razão disso, contra todas as forças que dogmatizam, embretam, engessam, imobilizam a cultura e o saber em "expressões" canonizadas em um espaço simbólico de revigoramento e opressão a partir de um "mito fundante", inventando um imaginário para atender interesses contemporâneos e questionáveis, geralmente identificados pela história como farsa e inexistência concreta. Consideramos que todo o processo de invenção e sustentação de uma visão "mitologizada" objetiva, unicamente, atender interesses atuais; é uma forma de militância que recorre à fábula, a ressignificação de rituais, hábitos e costumes, como forma de "legitimação" de causas particulares como se fossem "tradições" coletivas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;II - Em defesa de uma racionalidade sobre a história do Rio Grande do Sul, de equivalência para todos os construtores de nossa sociedade, de equiparação e direito para todas as manifestações culturais, de inclusão multicultural e respeito às heranças étnicas, sem que todas essas expressões sejam diluídas em um gauchismo pilchado de civismo ufanista, ideológico e manipulador dos mais sinceros sentimentos do povo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Fundamentados nos princípios acima e nos demais existentes no transcurso deste manifesto, identificamos o MOVIMENTO TRADICIONALISTA GAÚCHO (MTG) como o principal instrumento de negação e destruição desses traços culturais e direitos fundamentais do povo rio-grandense.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;Nossa posição se fundamenta nos seguintes argumentos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;1.. Somos contra o Movimento Tradicionalista Gaúcho, especialmente porque, em sua cruzada unificadora, construiu uma idéia vitoriosa de "rio-grandense autêntico", pilchado e tradicionalista, criando uma espécie de discriminação, como se a maioria da população tivesse uma cidadania de segunda ordem, como "estrangeira" no "estado templário" produzido fantasiosamente pela ideologia tradicionalista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;2.. Somos contra o Movimento Tradicionalista Gaúcho, por identificá-lo como um movimento ideológico-cultural, com uma visão conservadora e ilusória sobre o Rio Grande, cujo sucesso se deve, em especial, à manipulação e ressignificação de patrimônios genuínos do povo, pertencentes aos seus hábitos e costumes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;3.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele não é a Tradição, mas se arrogou de seu representante e a transformou em elemento de sua construção simbólica, distorcendo-a, manipulando-a, inserindo-a em uma rede gauchesca aculturadora, sem respeito às tradições genuinamente representativas das diversidades dos grupos sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;4.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele não é Folclore, mas o caducou dentro de invernadas artísticas e retirou dele seus aspectos dinâmicos e pedagógicos; o seu apresilhamento ao espírito e ao sentido do pilchamento do estado está destruindo o Folclore do Rio Grande do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;5.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele é um movimento organizado na sociedade civil, de natureza privada, mas que desenvolveu uma hábil estratégia de ocupação dos órgãos do Estado, da Educação e de controle da programação da mídia, conseguindo produzir a ilusão de que o tradicionalismo é oficialmente a genuína cultura e a identidade do Rio Grande do Sul. A "representação" tomou o lugar da realidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;6.. Somos contra o Tradicionalismo, porque, insensível à história e à constituição multicultural do Rio Grande do Sul, através de procedimentos normativos, embretou o rio-grandense em uma representação simbólica pilchada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;7.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele criou um calendário de eventos e, através de seus prepostos, aprovou leis que "reconhecem" o próprio tradicionalista como modelo gentílico, apesar de ser, em verdade, um ente contemporâneo, sem enraizamento histórico e cultural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;8.. Somos contra o Tradicionalismo porque identificamos nele a criação de instrumentos normativos usurpadores, com a ambição de exercer um controle sobre a população, multiplicando a cultura da "patronagem", com a reprodução de milhares de caudilhetes que tiranizam os grupos sociais em seu cotidiano. Tiranetes que, com sua truculência, ditam regras "estéticas" e limitam os espaços da arte e da cultura, lançando o preconceito estigmatizador, pejorativo e excludente, sobre formas de comportamento e manifestações artísticas inovadoras ou sobre concepções do regional, diferentes da matriz "cetegista", mesmo quando essas manifestações surgem no interior do próprio Tradicionalismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;9.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele instrumentaliza política e culturalmente uma visão unificadora, como se a origem identitária do Rio Grande estivesse no movimento da "minoria farroupilha", falseando sobre a sua natureza "republicana", elencando um panteão de "heróis" latifundiários e senhores de escravos, como se fossem entes tutelares a serem venerados pelas gerações atuais e vindouras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;10.. Somos contra o Tradicionalismo, por ele se fazer passar por uma Tradição, desmentida pela própria história de sua origem, ao ser inventado através de uma bucólica reunião de estudantes secundaristas, em 1947, no colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;11.. Somos contra o Tradicionalismo, porque ele se transformou em força institucional e "popular", em cultura oficial, através dos prepostos da Ditadura Militar no Rio Grande do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;a) Na verdade, em 1964, o Tradicionalismo foi incluído no projeto cultural da Ditadura Militar, pois o "Folclore", como fenômeno que não pensa o presente, serviu de alternativa estatal à contundência do movimento nacional-popular, que colocou o povo e seus problemas reais no centro das preocupações culturais e políticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;b) O Tradicionalismo usurpou, assim mesmo, o lugar do Folclore, e se beneficiou do decreto do general Humberto Castelo Branco, de 1965, que criou o Dia Nacional do Folclore, e suas políticas sucedâneas. A difusão de espaços tradicionalistas no Estado e as multiplicações dos galpões crioulos nos quartéis do Exército e da Brigada Militar são fenômenos dessa aliança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;c) A lei que instituiu a "Semana Farroupilha" é de dezembro de 1964, determinando que os festejos e comemorações fossem realizados através da fusão estatal e civil, pela organização de secretarias governamentais (Cultura, Desportos, Turismo, Educação, etc.) e de particulares (CTGs, mídia, comércio, etc.).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;d) Durante a Ditadura Militar, o Tradicionalismo foi praticamente a única "representação" com origem na sociedade civil que fez desfiles juntamente com as forças da repressão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;e) Enquanto as demais esferas da cultura eram perseguidas, seus representantes censurados, presos, torturados e mortos, o Tradicionalismo engrossou os piquetes da ditadura - seus serviçais pilchados animaram as solenidades oficiais, chulearam pelos gabinetes e se responsabilizaram pelas churrasqueadas do poder. Esse processo de oficialização dos tradicionalistas resultou na "federalização" autoritária, com um centro dominador (ao estilo do positivismo), com a fundação do Movimento Tradicionalista Gaúcho, em 1967. Autoritário, ao estilo do espírito de caserna dos donos do poder, nasceu como órgão de coordenação e representação. Enquanto o general Médici, de Bagé, era o patrão da Ditadura e responsável, juntamente com seu grupo, pelos trágicos anos de chumbo que enlutaram o Brasil na tortura, na execução, na submissão à censura, na expulsão de milhares de brasileiros para o exílio, os tradicionalistas bailavam pelos salões do poder. Paradoxalmente, enquanto muitos freqüentadores de CTGs eram perseguidos ou impedidos de transitarem suas idéias políticas no âmbito de suas entidades, o Tradicionalismo oficialista atrelou o movimento ao poder, pervertendo o sentimento de milhares de pessoas que nele ingressaram motivados por autênticos sentimentos lúdicos de pertencimento e identidade fraterna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;f) Através da relação de intimidade com a ditadura, o MTG conseguiu "criar" órgãos estatais de invenção, difusão e educação tradicionalista, ao mesmo tempo em que entregou, ou reservou diversos cargos "públicos", para seus ideólogos, sob os títulos de "folclorista", "assessor cultural", etc.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;g) O auge do processo de colaboração entre a Ditadura e o MTG foi a instituição do IGTF - Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, em 1974, consagrando uma ação que vinha em operação desde 1954. A missão era aparentemente nobre: pesquisar e difundir o folclore e a tradição. Mas do papel para a realidade existe grande diferença. Havia um interesse perverso e não revelado. A constituição do quadro de pessoal, ao contrário da inclusão de antropólogos, historiadores da cultura, pessoas habilitadas para a tarefa (que deveriam ser selecionadas por concurso público), o critério preponderante para assumir os cargos era, antes de tudo, a condição de tradicionalista. Assim, um órgão de pesquisa, mantido pelo dinheiro público, transformou-se em mais uma mangueira do MTG. Com o passar dos anos, os governos que tentaram arejar o IGTF, indicando dirigentes menos dogmáticos, invariavelmente, entraram em tensão com o MTG.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;h) Essa rede de usurpação do público pelo Tradicionalismo, por fim, atingiu a força de uma imanência incontrolável. Em 1985, já na redemocratização, o MTG conseguiu que a Assembléia Legislativa instituísse o Dia do Gaúcho, adotando como tipo ideal o "modelo" tradicionalista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;i) Em 1988, com uma manipulação jamais vista na vida republicana, o MTG se mobilizou pela aprovação da lei estadual que estabeleceu a "obrigatoriedade do Ensino de Folclore"; na regulamentação, a lei determinou que o IGTF exercesse a função de "suporte técnico", sem capacitá-lo pedagogicamente. De fato, passou a ocorrer uma relação direta entre as escolas e os CTGs. Dessa maneira, o Tradicionalismo entrou no sistema educacional, transgredindo a natureza da escola republicana como lugar de estudo e saber, e não de culto e reprodução de manuais. Hoje, os alunos são adestrados pela pedagogia de aculturação e cultuação tradicionalista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;j) Por fim, em 1989, a roupa tradicionalista recebeu o nome de "pilcha gaúcha", e foi convertida em traje oficial do RS, conforme determinação do MTG.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;12.. O grande poncho do MTG, por derradeiro, foi tecido pela oficialização dos símbolos rio-grandenses, emanados diretamente do simulacro da "república" dos farroupilhas.&lt;br /&gt;III - Em defesa de uma cultura que respeite os tempos de registro histórico-cultural e de representação contemporânea e sua densidade histórica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;13.. Somos contra o MTG, porque consideramos indispensável para a cultura regional distinguir os fenômenos da história dos da memória, identificar os eventos em seus tempos históricos e desenvolver um conhecimento em que os tempos históricos não sejam diluídos nas celebrações contemporâneas e seus interesses ideológicos, culturais e econômicos. A "institucionalização" de uma cultura cívica e de lazer tradicionalista como "legitimidade", reforçada e inserida na indústria cultural pilchada, impõe uma visão da sociedade e do passado, segundo a ótica dos interesses dos indivíduos que operam socialmente na atualidade. Através dessa falsa "historicidade", eles se legitimam como "autênticos" e podem especular com este inventivo "selo de qualidade".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;14.. Somos contra o MTG, porque a sua atividade de militância "aculturadora", ressignificando símbolos, ícones, eventos históricos, em um espaço praticado e imaginado como o ethos de uma estância atemporal, empobrece culturalmente o Rio Grande do Sul e, de fato, relega etnias e grupos sociais, historicamente importantes, à massa dos "sem-simbologia".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;15.. Somos contra o MTG, porque o seu controle e patrulhamento vigora sobre a sociedade como um espectro opressivo, em muitos casos como uma maldição, como uma ameaça punitiva, desclassificativa daqueles que não ideologizam as pilchas ou não se enquadram nos modelos "humanos", geralmente caricaturais, decretados pelo MTG.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;16.. Somos contra o MTG, porque aqueles que se libertam de sua doutrina, depois do longo processo de adestramento, geralmente iniciado na infância, enfrentam traumas de identidade, especialmente ao descobrirem suas "versões manipulatórias" da história, como a de que o povo do Rio Grande do Sul se levantou contra o Império, ou que os farroupilhas eram republicanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;17.. Somos contra o MTG, porque ele pratica a demência cronológica e estatística, impondo a deturpação de que o povo se levantou contra o Império e os imigrantes e seus descendentes também cultuaram a Revolução Farroupilha, quando, quase em sua totalidade, sequer estavam no RS entre 1835 e 1845. Se um dia aportaram no Brasil, isso se deve ao projeto de colonização do Império. Os projetos de colonização fundamentais, que contribuíram para a formação do Rio Grande do Sul contemporâneo, não pertenceram aos farroupilhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;18.. Somos contra o MTG, porque ele ajudou a instituir e alimenta em seu calendário de celebrações, nas escolas, na mídia, um panteão de "heróis", na sua maioria senhores de escravos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;19.. Somos contra o MTG, porque ele é uma força militante ideológica e cultural que trabalha contra a criação de uma mentalidade ilustrada; a transposição para o presente de personagens do antigo regime, como "lumes tutelares" a serem adorados, impediu que se fizesse, nesse particular, um movimento cultural com a densidade dos princípios consagrados pela Revolução Burguesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;20.. Somos contra o MTG, por ele ter transformado a população em adoradora de senhores de escravos (no geral, sem saberem).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;21.. Somos contra o MTG, especialmente, porque defendemos o RS da inclusão, da convivência multicultural, de todas as indumentárias, de todos os ritmos, de todas as danças, de todas as emoções, de todos os trabalhos e ofícios, de poéticas de múltiplos espaços, e não da territorialidade simbólica exclusiva do pampa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;22.. Somos contra o MTG, porque desejamos construir espaços poéticos que representem também a complexidade de nosso tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;23.. Somos contra o MTG, porque, em defesa dos postulados da liberdade de criação e de comportamento, do saber sobre o culto inócuo e ideologicamente manipulador, o identificamos como o instrumento preponderante de negação dos direitos elementares da liberdade, da igualdade e da fraternidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;24.. Somos contra o MTG, por se tratar de um movimento de interesse hegemonizador sobre a sociedade sul-rio-grandense, de caráter privado, que transgride a sua esfera particular, para operar um autoritarismo de conversão dogmática da população a um estilo gauchesco, inventado e normatizado por seus membros, como expressão estilística de um pretenso gentílico de conteúdo e forma cívico-ufanista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;25.. Somos contra o MTG, porque, ao se transformar arbitrária e oficialmente em uma imagem gentílica, se converteu em um movimento de intolerância cultural no Rio Grande do Sul e em outras regiões do Brasil e do mundo, através de instalações de CTGs que não respeitam as culturas locais, que invadem como intrusos localidades de tradições milenares, usurpando seus espaços, destruindo sua poética popular e deturpando sua arquitetura. Nessa operação, o Tradicionalismo não é uma "representação" aceitável da cultura sulina, mas o instrumento de uma "aculturação", da não inserção dos grupos migrantes nas culturas locais, transformando-se, de fato, em agente de destruição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;26.. Somos contra o MTG, porque, ao se converter em uma representação do Rio Grande do Sul e exercitar sua arrogância aculturadora em outros espaços sócio-culturais, fazendo uma escolha pela não inserção e respeito às populações do restante do Brasil e do mundo, está desencadeando movimentos de reação discriminatória contra os "gaúchos". Devido às posturas dos tradicionalistas, tornam-se cada vez mais freqüentes campanhas populares de "Fora gaúchos" em outros estados da federação, confundindo os "tradicionalistas" com os "rio-grandenses", jogando sobre o povo do RS um estigma motivado unicamente pelo "cetegismo". Essa militância tradicionalista contribui, de fato, para a difusão da intolerância na população sulina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;27.. Somos contra o MTG, por considerá-lo agente de um dano irreparável à maioria dos sul-rio-grandenses frente ao Brasil, pois defendemos princípios de identidades regionais harmonizados com as genuínas culturas locais das demais regiões brasileiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;28.. Somos contra o MTG, por ele se apresentar militantemente em outras unidades da federação, em seu extremo, como uma "etnia gaúcha", deturpando a formação multi-étnica sul-rio-grandense, e ofendendo, além de tudo, os conceitos mais elementares da Antropologia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;29.. Somos contra o MTG devido a sua soberba de pressionar outros estados brasileiros para adotar a "pilcha gauchesca" como traje oficial, produzindo ainda maior rejeição aos sul-rio-grandenses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;30.. Somos contra o MTG no Rio Grande do Sul e nos demais estados brasileiros pela sua articulação incessante para se transformar na cultura oficial, ou ser reconhecido como "uma representação externa", e desejar se constituir em guardião dos símbolos, dos ícones e do imaginário do povo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;31.. Somos contra o MTG, porque, como entidade privada, ele tange, em sua arreada intolerante, grande parte das verbas públicas dos setores da cultura, da educação, do turismo, da publicidade e da Lei de Incentivo à Cultura das empresas estatais, fundações e autarquias, para o seu imenso calendário de eventos, onde, nem sempre, se distingue a cultura do turismo e do lazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;a) Em defesa da cultura rio-grandense postulamos pela instalação de uma CPI na Assembléia Legislativa, para investigar a transferência de verbas e infra-estruturas públicas para as atividades tradicionalistas, o que caracteriza flagrantemente uma usurpação do patrimônio público.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;b) Reivindicamos audiências públicas ao Conselho de Cultura, para discutir a canalização da LIC para um excessivo predomínio de projetos tradicionalistas, muitos de caráter turístico e de lazer, iludindo a natureza da Lei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;c) Alertamos e igualmente reivindicamos audiências públicas ao Conselho de Educação, para discutir a deturpação dos currículos e dos princípios de Educação Pública, em conseqüência da infestação, da usurpação e da distorção pedagógica representada pela invasão tradicionalista nas escolas, substituindo os preceitos do "saber", do "estudar", pelo "culto" e pelos "manuais" tradicionalistas. O indicativo dessa distorção e atropelo obscurantista é a transformação do próprio espaço escolar, com a criação de "piquetes" e "invernadas artísticas". Essa situação revela a falência pedagógica da escola, o abandono de sua natureza laica e republicana. Os alunos são induzidos a comportamentos e práticas dogmáticas, adestradoras, apresilhados a uma identidade questionável, originada em um mito fundante. Essa escola doutrinariamente cívica, "gentílica" e de "orgulho gaúcho" exercita a fé, a pertença alienada. Ela significa a falência da Educação. Por essa razão, reconhecemos como legítima a revolta daqueles professores que rejeitam a sua conversão em instrumentos de realização do calendário tradicionalista, como se fossem meros executores de seus manuais dentro dos educandários. Reconhecemos como legítima a resistência dos professores às pressões para serem transformados em pregadores pelas direções, pelo poder e por alguns ciclos de país e mestres, pois esse enquadramento significa a negação de suas funções constitucionais de educadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#333399;"&gt;32.. Somos contra o MTG, porque, entre todas as suas deturpações, a mais grave é representada pela sua própria oficialização, cujo corolário é a ambição de instituir como "legalidade" a sua versão da história, através de uma legislação introduzida progressivamente na esfera pública. Em alguns processos judiciais contra pessoas transformadas em réus, por terem feito crítica ao Tradicionalismo ou aos seus atos, os advogados do MTG argumentam com "base" em leis que os parlamentares tradicionalistas criaram, em decretos de seus executivos, em "epistolas" de seus ideólogos.&lt;/spa
